“SALA DOS
PROFESSORES”
ou
(“O HUMOR SALVA”;
E A EDUCAÇÃO
TAMBÉM.)
Já em final de temporada, assisti,
ontem (21/10/2026), a um espetáculo pelo qual fui atraído por duas
razões: o tema, em primeiro lugar, por motivos óbvios da parte de
quem, este que vos fala, com muita honra, faz parte da categoria
dos professores, tendo cumprido, modéstia à parte, uma carreira profissional
brilhante, de 47 anos, interrompida a contragosto, para a
manutenção da minha saúde física e mental; em segundo lugar, o nome de um dos diretores
do espetáculo, ALEXANDRE LINO, ao lado de outros artistas que eu
não conhecia, dos quais, sequer, salvo engano, tinha ouvido falar, mas dos
quais fiquei com a melhor das impressões. Entra aí, também, por conta disso, um
pouco de curiosidade, ainda que com menor peso para a minha decisão de aceitar
o convite da assessoria de imprensa para uma ida ao Centro
Cultural da Justiça Federal (VER SERVIÇO.).
SINOPSE:
“SALA DOS PROFESSORES” acompanha a rotina de três
educadores nos bastidores de uma escola.
Entre xícaras de café, pilhas de provas para
corrigir, desabafos e gargalhadas, eles revelam as frustrações, os dilemas e os
sonhos de quem escolheu a sala de aula como projeto de vida.
A trama se desenvolve enquanto o trio de
protagonistas aguarda a chegada do colega Ricardo, um professor veterano,
prestes a se aposentar, que deixará a instituição naquele exato dia.
A expectativa por essa despedida desencadeia uma
série de recordações, conflitos cotidianos e situações cômicas, evidenciando o
impacto da tecnologia no ensino, os limites da vida pessoal e os laços afetivos
construídos na comunidade escolar.
O espetáculo aborda, com leveza, sensibilidade e
humor inteligente, os bastidores do universo da educação, tão distantes de quem
não faz parte dele.
Não vou mentir. Quando tomei conhecimento deste espetáculo, não consegui
deixar de me lembrar, imediatamente, de um outro, que me pegou de jeito, como
também a uma legião de professores, ou não, peça que ficou em cartaz por muitos
meses, em intermináveis e repetidas temporadas, tendo vencido muitos prêmios de
TEATRO. Refiro-me a “Conselho de Classe”, estupenda
montagem, estreada em 2013, escrita pelo dramaturgo Jô
Bilac e montada pela Cia. dos Atores, em comemoração aos 25
anos do grupo. A trama retratava uma tensa reunião de professores, em
uma escola pública, após o afastamento de uma diretora. Esse espetáculo me
marcou bastante, e assisti a ele algumas vezes. Antes dele, lembrei-me também –
E seria impossível tais lembranças não me virem à mente. - de outras
duas peças, que, de forma magistral, giravam em torno da mesma temática da sala
de aula: “Apareceu a Margarida”, um clássico monólogo,
escrito por Roberto Athayde, em 1971, e consagrado
por uma das mais icônicas damas do TEATRO brasileiro, Marília
Pêra, de saudosa lembrança; a outra é “Aurora da Minha Vida”,
um dos grandes textos que nos legou outro saudoso artista, Naum Alves de
Souza, cuja primeira montagem se deu em 1982, seguida de
outras; assisti a todas. Mas podem ficar tranquilos, que não parti
para assistir a “SALA DOS PROFESSORES” pensando em comparações
entre as peças citadas. “Cada um no seu quadrado.”
O espetáculo, uma COMÉDIA com
forte apelo de observação do cotidiano e crítica social, que utiliza o bom
humor popular e o afeto, para retratar os bastidores, desafios e o lado humano
da vida docente, reúne, em cena, três educadores com perfis distintos: Rosivalda,
professora de Língua Portuguesa (ROSANA DIAS), Helena,
professora de Matemática (PIERA PILLAR) e Carlos,
professor de TEATRO (RUDSON DIAS), que aguardam, com uma “invejinha
branca”, a aposentadoria de um colega. Detalhe curioso é que os três
artistas também atuam como professores, na vida real, “o que traz camadas
extras de veracidade e identificação ao palco”. O elenco do espetáculo
conta, ainda, em luxuosa participação especial, com ALEXANDRE
LINO, na pele do diretor da escola, com algumas pontuais e
precisas intervenções.
Mesmo que a peça se apresentasse como uma
montagem “ruim” ou, no mínimo, “discutível e duvidosa”,
o que não é o caso, eu a
aplaudiria, pelo fato de celebrar
o universo escolar e prestar uma homenagem, merecida e emocionante, aos
professores, um dos ofícios dos mais ignorados, e, até mesmo, vilipendiado, de
uma forma geral. Uma cena quase no início da peça, quando o texto fala da imensa
importância e do poder da educação, da escola, do saber, do livro e da cultura,
além da primorosa cena final, em que os três atores, naquele momento, parecendo
mais três CPFs falantes, como profissionais da educação,
enaltecem, à farta, a importância do professor na vida de todas as pessoas, “Em um momento em que a
educação ocupa o centro dos debates sobre o futuro do país – Em plenas vésperas de uma eleição presidencial, em que,
de um lado, temos um estadista que valoriza e prestigia os docentes e a
educação, e, do outro, alguém que despreza o saber e a cultura e cultua a
barbárie. -, o espetáculo ‘SALA DOS PROFESSORES’ transforma o
cotidiano das escolas em matéria-prima para uma COMÉDIA inteligente, sensível e
atual.”
Trata-se
de uma montagem bem simples, espartana e franciscana mesmo, porém muitíssimo
honesta e de boa qualidade, uma prova contundente de que o esmero, o
capricho, de um espetáculo teatral nem sempre vem atrelado a um orçamento
robusto. É certo – E não há como se negar. – que uma
produção abastada, via de regra, leva ao apuro nos elementos de criação,
principalmente cenografia e figurinos, porém não é
condição “sine qua non” para se ocupar o nicho das boas e
recomendadas produções teatrais. Por outro lado, também é fato que superproduções existem em
que uma sólida sustentação, em termos de verba, pode, também e infelizmente, se
transformar num projeto que merecia ter sido abortado, antes mesmo de nascer;
uma gastança à toa, dinheiro jogado no lixo. Já vi muitos exemplos disso.
Justificando
a afirmação grifada no parágrafo anterior, temos, por exemplo, uma cenografia,
de GABRIEL NAEGELE, simples e pobre, em termos de custo, porém o cenário
reproduz, nos mínimos detalhes, o ambiente de uma sala dos professores. Afirmo,
com total lugar de fala, conquistado por conta das tantas que frequentei, em quase cinco décadas de atividade professoral. Não poderiam faltar detalhes
comuns a todas, como um destaque para a tradicional “mesa do café”
e alguns relógios espalhados pelo mesmo espaço cênico, esse objeto que, para um
professor, é “o grande inimigo”, regulando os tempos de aula, os
prazos para a correção das provas e entrega das notas e os deslocamentos entre
uma escola e outra.
LUIZA
FARDIM
não precisou quebrar muito a cabeça, para chegar aos trajes bem próximos da
realidade dos professores, nas suas vestes do dia a dia, quando vão para o “front”.
Não é exagero a metáfora da atividade laboral aqui empregada – E, a cada
dia, infelizmente, se torna mais verdadeira a batalha. -, que só
conhece quem optou por um projeto de vida que abarca o nobre desejo de ensinar
e educar. Os figurinos são parte de vital importância, aqui, na
construção dos personagens, de acordo com as disciplinas que lecionam.
Não
reservei nenhum destaque especial para a iluminação, assinada por
LARA CUNHA, além de apenas dizer que o desenho criado pela artista satisfaz
bastante; é comedido e correto.
A
direção, a quatro mãos, conduzida por ALEXANDRE LINO e PAULO
FONTINELLE, este também o dramaturgo, aposta no texto, no
talento dos atores e em projetar à plateia alguns momentos que pedem a participação
de espectadores, tudo feito de forma alegre, engraçada e, acima de tudo,
respeitosa.
Esta
montagem permite, a todas as pessoas, penetrar naquele espaço conhecido por
todos, de ouvir falar, mas, raramente, reconhecido “in loco” e
retratado nos palcos: a sala dos professores, com seus mistérios
e segredos, espaço de acolhimento de quem muito precisa de apoio e
reconhecimento. No caso, aqui, “entre o café, as provas para corrigir, os
desabafos e as gargalhadas, três educadores revelam os desafios, as
frustrações, os sonhos e o orgulho de quem escolheu fazer da sala de aula um
verdadeiro projeto de vida”, cada vez menos desejado pelos jovens de
hoje, que procuram engajamento numa carreira profissional mais rendosa, ou
rentável, pelos motivos que todos estamos fartos de saber.
Permito-me,
aqui, uma pequena digressão, que espero seja aceita por todos os
que me leem, uma rápida fuga ao objetivo central destes escritos, que é uma análise
técnica de uma peça de TEATRO: Não faz muito tempo, num vagão de metrô,
sentei-me em frente a um rapaz, dos seus vinte e poucos anos, que, enquanto a
maioria dos usuários daquele serviço público viajava na sua solidão, presos a
seus aparelhos celulares, como seus “escravos”, apoiava um
maço considerável de provas sobre sua mochila gorda e estendia seu horário de
trabalho para ali, após um cansativo dia, com toda a certeza, e ia corrigindo-as.
Fixei, por algum tempo, meu olhar nele, dado que aquela visão me trazia
lembranças, e, num determinado momento ele também me olhou, sinal para que eu
lhe dirigisse um acanhado sorriso, sem expor meus dentes, ao que ele retribuiu,
quando, por meio de sinais com as mãos, comuniquei-lhe que eu já fizera muito
aquilo. Tão logo vagou um lugar ao meu lado, o jovem professor se deslocou até
ele e puxou conversa, querendo saber detalhes da minha vida profissional. Era
alguém incipiente na carreira, querendo dicas de um senhor experiente no ofício.
Fiquei sabendo, então, que era um jovem de 25 anos, professor de Física,
formado havia três anos, que ministrara, naquele dia, 12 aulas,
em dois colégios diferentes, na Barra da Tijuca, e voltava a casa,
na Glória, para, certamente, continuar a corrigir aquelas provas,
pensando em acordar cedo, no dia seguinte, para mais um dia de sobrevivência.
Não fiquei sabendo muito a seu respeito, mas, depois que ele deixou o vagão do
metrô, continuei a viagem, por mais uma estação para o meu destino final,
pensando nele – Nem soube seu nome. - e voltando à minha viagem
ao passado, lembrando-me do tempo em que comia um sanduíche, enquanto dirigia,
de um colégio a outro, porque não sobrava tempo para almoçar, depois de ter
acordado às 05:30 da manhã, para iniciar meu trabalho às 07:00
e cumprir uma jornada de até 17 tempos de aula/dia, que só acabava
depois das 22:00, depois do que voltava a casa, muitas vezes sem ter conseguido ver meus filhos
acordados e conversar com eles, por dois ou três dias. Mas valeu a pena e
tenho muito orgulho disso.
A
montagem estabelece um diálogo, ainda mais próximo, com a realidade retratada
em cena, crua, verossímil e triste, ainda que se trate de uma COMÉDIA.
Devemos, entretanto, nos lembrar sempre – E eu o faço com uma certa
repetição. – dos versos do poeta e compositor Billy Blanco,
na sua canção “Canto Chorado”, de 1968: “O
que dá pra rir dá pra chorar. Questão só de peso e medida.”.
O
texto é deveras interessante, cercado de surpresas agradáveis - PAULO
FONTENELLE, o dramaturgo, é o mesmo de “O Porteiro”, que estreou em 2018, trazendo ALEXANDRE
LINO na pele do porteiro Waldisney, papel que lhe rendeu prêmios e notoriedade,
e que, até hoje, é encenado, em turnês, pelo Brasil afora, tendo passado por mais
de 70 cidades -, por meio de seus diálogos, simples e
bastante céleres e que permitem, aos atores, muita improvisação. FONTENELLE
foi fidelíssimo à realidade dos professores, até se lembrando de colocar, em cena, uma mestra que, para complementar o parco salário do mês, também encarna a "sacoleira", que vive a oferecer suas "muambas". Já ajudei muitos colegas, como comprador de suas "novidades". A situação, nesta peça, é hilária. A expectativa que cria, na plateia
- E é a mesma entre os três docentes. –, pelo tão esperado
encontro com o colega prestes a se aposentar, desencadeia uma sucessão de
conversas, lembranças, conflitos e situações cômicas, que revelam, com
sensibilidade e humor, os bastidores da vida escolar e os laços construídos
entre educadores. Sobre o personagem Ricardo, não darei “spoiler”,
a não ser que ele é uma espécie de “Godot”, de Samuel
Beckett, tão esperado. Será que ele vem? Só sei que, na sessão em que
estive presente, eu e ele estivemos muito próximos.
Talvez a maior e agradável surpresa foi ter
conhecido o trabalho de três atores, até então, desconhecidos para mim. A
trinca é formidável e se sai muito bem nas personagens que interpretam. ROSANA DIAS é a professora de Língua
Portuguesa, apaixonada pela norma culta e pela vírgula bem colocada,
que vive corrigindo tudo e a todos, inclusive os sentimentos. Rosivalda transita entre as regras da norma culta e a
poesia cotidiana das palavras. Identifiquei-me com ela, por motivos óbvios,
embora eu não tenha o hábito de corrigir os que “assassinam” a “Flor
do Lácio, inculta e bela”, ainda que morra de vontade de fazê-lo,
mormente nas postagens e comentários que me chegam via redes sociais a que
tenho acesso. Mas fica só na vontade e nunca o farei. ROSANA DIAS, assim como os dois
colegas de cena, tem o meu humilde aval para continuar a fazer a plateia rir.
A
professora de Matemática, encarnada por PIERA PILLAR,
enxerga o mundo por fórmulas e resultados exatos, buscando lógica até nas
relações humanas. Helena lida com a
rigidez das fórmulas e os desafios práticos da exata rotina escolar. Quanto ao
seu trabalho, atribuo a ela os mesmos comentários feitos a ROSANA DIAS.
“Last, but not least”, ressalto o ótimo trabalho de RUDSON DIAS, o personagem Carlos,
professor de Artes – TEATRO, no caso. -, aquele que,
em suas aulas, comanda uma “válvula de escape” para a tensão dos
alunos em relação às demais disciplinas. Carlos, como não poderia
deixar de ser, é
pura sensibilidade: vê poesia nas contas do boletim e beleza até nos erros dos
alunos. O personagem traz a expressividade artística e o olhar
lúdico para o ambiente escolar. Faço, apenas, uma pequena desaprovação, dirigida
ao dramaturgo, e não ao ator, pelo fato de o personagem ser apresentado, de uma certa forma, caricaturamente, como um indivíduo “gay” –
ABSOLUTAMENTE, NADA CONTRA A COMUNIDADE LGBTQUIAPN+; MUITO PELO CONTRÁRIO! -,
pelo fato de tal comportamento poder reforçar, para os homofóbicos e ignorantes de plantão, uma
errônea impressão estigmatizada, presente na fala de um dos personagens da peça
“Roda Viva”, de Chico Buarque, encenada em 1968,
no Teatro Princesa Isabel, fala esta que saía da boca do
personagem interpretado pelo ator Antônio Pedro, ao “definir”
um ator de TEATRO: “Comunista, vírgula; pederasta, ponto.”.
“Apesar das diferenças,
os três compartilham a mesma convicção: a educação continua sendo o instrumento
mais poderoso de transformação individual e coletiva. Com humor popular e
observação precisa, discutem temas como o desgaste da profissão, a proximidade
da aposentadoria, a relação com os estudantes, às mudanças na educação
e os desafios da vida pessoal, revelando o lado humano que existe por trás do
quadro, do giz e dos livros. (...) Entre risadas, críticas
e afeto, ‘SALA DOS PROFESSORES’ reafirma que o riso também educa.” (Trecho
extraído do “release” da peça.)
FICHA
TÉCNICA:
Texto:
Paulo Fontenelle
Direção:
Alexandre Lino e Paulo Fontenelle
Assistência de Direção: Francisco Hashiguchi
Elenco:
Piera Pillar, Rosana Dias e Rudson Dias
Participação
Especial: Alexandre Lino
Cenografia:
Gabriel Naegele
Figurinos:
Luiza Fardin
Assistência
de Figurinos: Débora Chula
Iluminação:
Lara Cunha
Trilha Sonora: Enrico Baraldi
Coordenação
Administrativa: Cineteatro Produções
Direção
de Produção: Anna Sant´Ana
Produtor
Executivo e Associado: Luiz Paulino Falcão
“Controller”: Jéssica
Santiago
Programação
Visual: Folha Verde "Designer"
Assessoria
de Imprensa Nacional: Samantha Szczerb (First Press Comunicação)
Fotografia
Artística: Janderson Pires
Técnico
de Luz e Som: Francisco Hashiguchi
Vídeo:
Dudu Chamon
Direção
Geral e de Produção: Alexandre Lino
Realização:
Cineteatro Produções
SERVIÇO:
Temporada:
De 08 a 25 de outubro de 2026.
Local:
Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal.
Endereço: Avenida Rio Branco, nº 241 – Centro – Rio de
Janeiro.
Telefone:
(21) 3261-2550.
Capacidade:
141 lugares.
Dias
e Horários: De 5ª feira a sábado, às 19h; domingo, às 18h.
Valor
dos Ingressos: R$ 80 (inteira); R$ 40 (meia-entrada); R$ 20 (ingresso social).
Venda
dos Ingressos: Exclusivamente pela plataforma www.sympla.com (com cobrança de taxa de serviço).
Duração:
70 minutos.
Classificação
Indicativa: 12 anos.
Sessões
com Acessibilidade: 09/10 – audiodescrição; 16/10 – libras; e 23/10 – libras.
Gênero:
COMÉDIA.
O espetáculo, que eu RECOMENDO MUITO, encerra sua primeira
temporada carioca, em três dias, depois de ter sido apresentado em outra, em um
período de dois meses, percorrendo o interior do Rio Grande do Norte
e Goiás, além das capitais dos dois estados, levando, a pequenos
povoados, a magia do TEATRO, de uma forma quase “mambembe”
(“Todo artista tem que ir aonde o povo está.” – “Canção da América” - Milton
Nascimento e Fernando Brant). O
espetáculo também foi apresentado em festivais de artes cênicas, como a FITA
(Festa Internacional de Teatro de Angra). Dedico esta crítica a todos os meus amigos e colegas PROFESSORES.
FOTOS: JANDERSON PIRES,
GALERIA PARTICULAR:
É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO.






















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