“SHREK,
O MUSICAL”
ou
(UM REINO
ENCANTADO
NO PÂNTANO.)
ou
(DIVERSÃO GARANTIDA
PARA TODA
A FAMÍLIA.)
Tenho, não sei por que, uma simpatia
especial pelo personagem Shrek e seus amigos; talvez seja pela grande
mensagem que a história propõe, a de que devemos respeitar e valorizar as
diferenças. A primeira vez que travei contato com o “ogro mais simpático
e amado do universo” foi em dezembro de 2012, quando
assisti a uma primeira montagem no Brasil, mais propriamente, no Teatro
João Caetano, Rio de Janeiro, produção muito boa, que
ficou em cartaz até abril do ano seguinte, quatro meses de temporada. Saudade daquele
tempo em que espetáculos de qualidade ficavam meses em cartaz! Há poucas
semanas, tive a alegria de conhecer a mais recente versão da história, fabulosa, diga-se de passagem, que
segue em cartaz no Teatro Renault, em São Paulo (VER
SERVIÇO.).
SINOPSE:
A
história acompanha Shrek (TIAGO ABRAVANEL) e seu
inseparável amigo Burro Falante (EVELYN CASTRO) em uma jornada
repleta de música, gargalhadas e aventura.
Ao
longo do caminho, eles desafiam estereótipos e provam que todos merecem um
final feliz, mesmo quando estão fora dos padrões dos contos de fadas.
Shrek é um ogro antissocial, que tem sua paz e
seu pântano invadidos por criaturas de contos de fadas, exiladas pelo Lorde
Farquaad (BACCIC).
Para
recuperar sua tranquilidade, ele firma um acordo com o lorde: resgatar a Princesa
Fiona (FABI BANG ou MYRA RUIZ) de uma torre protegida por
um dragão, em troca de sua terra de volta.
“SHREK” é uma história sobre quebrar moldes.
Não preciso de muitas palavras para
demonstrar toda a minha alegria e o prazer que me causou ter assistido a esta
nova versão de um espetáculo que é endereçado a toda a família, com ótimos
momentos de humor, fantasia e verdades. O musical é uma superprodução,
dirigida ao público de todas as idades, que chega à cena para ratificar a
importância e alto nível de crescimento atingido pelo TEATRO MUSICAL BRASILEIRO,
que, a meu juízo, sem ufanismos nem medo de ser julgado, digo nada dever, em
qualidade, a muitas produções estrangeiras.
O musical é super bem estruturado,
contando com um texto, trazendo uma mensagem que deve ser muito
valorizada nos dias de hoje, uma competentíssima direção, de GUSTAVO
BARCHILON, um elenco para lá de harmonioso e comprometido,
além de uma plasticidade belíssima, ímpar, assegurada pela criativa cenografia
(TIM HATLEY), os bem elaborados figurinos (LÍGIA ROCHA,
baseados nos desenhos de TIM HATLEY), o desenho de luz,
cheio de nuances e matizes especiais (VINICIUS ZAMPIERI), e o esplêndido
visagismo (trabalho coletivo de CRIS TAKKAHASHI, FELICIANO
SAN ROMAN e BRUNO VINAGRE). A produção chega com cenários
grandiosos, figurinos premiados e efeitos especiais impressionantes.
Os números falam mais alto, quando é
preciso provar a dimensão desta superprodução: só para TIAGO ABRAVANEL,
são 200 próteses, confeccionadas em Londres –
uma diferente para cada sessão. A caracterização leva cerca de três
horas, envolvendo maquiagem, próteses e figurino. Somem-se a isso, 30
atores em cena, mais de 940 itens de figurino
(totalizando 145 “looks” completos), 57 chapéus, 280
pares de sapatos em cena, 150 perucas, 15 trocas de
cenários ao longo do espetáculo, 25 números musicais e um
dragão de cerca de 9 metros. Todos os cuidados foram tomados para
oferecer o que há de melhor, em entretenimento, ao público.
O elenco é formado por grandes nomes
do TEATRO MUSICAL, como TIAGO ABRAVANEL, que dá vida ao
icônico ogro protagonista; EVELYN CASTRO, como o Burro Falante,
a primeira mulher, no mundo, a representar o personagem, importantíssimo na
trama; FABI BANG e MYRA RUIZ, duas das nossas mais completas “cantrizes”,
as quais se apresentam, alternadamente, como a Princesa Fiona (Assisti
com a FABI, mas quero rever, com a MYRA.) e BACCIC,
interpretando o difícil papel do Lorde Farquaad. Esse é o
quarteto dos principais personagens da história. Além deles, há um grande número
de atores já bem conhecidos e consagrados por grandes musicais brasileiros,
como MATEUS RIBEIRO, PAMELA ROSSINI, VANIA CANTO, AMANDA
VICENTE, GABI CAMISOTTI e tantos outros.
Uma curiosidade sobre a transformação de
Fiona humana para uma ogra: é das trocas mais rápidas e complexas
do teatro musical, realizada em tempo recorde. “Trabalhar o figurino de
Fiona é um exercício de dualidade. Precisamos unir a delicadeza da princesa à
robustez da ogra, preservando a agilidade necessária para as cenas. Beber na
fonte dos desenhos de Tim Hatley foi fundamental para garantir que o público
brasileiro tenha a mesma experiência visual impactante da Broadway, mas com o
toque e a excelência da nossa produção.”, conta a figurinista LIGIA
ROCHA.
Uma
das curiosidades do espetáculo é sobre o personagem Lorde Farquaad,
que tem como característica principal sua baixa estatura. Durante todo o musical,
o ator BACCIC, que dá vida ao personagem, atua de joelhos, com as pernas
dobradas para trás, e usa um figurino especial com pernas falsas e pequenas.
FICHA
TÉCNICA:
Baseado
no livro de: William Steig
Texto
e Letras: David Lindsay-Abaire
Músicas:
Jeanine Tesori
Versão
Brasileira: Victor Mühlethaler
Direção
geral: Gustavo Barchilon
Direção
Musical: Thiago Rodrigues
Coreografia:
Anelita Gallo
Elenco:
Shrek – Tiago Abravanel, Princesa Fiona - Fabi Bang, Princesa Fiona - Myra Ruiz,
Burro Falante - Evelyn Castro, Lorde Farquaad – Baccic, Lorde Farquaad
Alternante - Fabrizio Gorziza, Dragona - Amanda Vicente, Pinóquio - Mateus
Ribeiro, Ensemble e Swings: Luisa Bresser, Pamela Rossini, Vania Canto,
Fabrizio Gorziza, Bia Vasconcellos, Roberto Justino, Gabriela Gatti, Pedro
Balu, Carla Vazquez, Fernanda Godoy, Eddy Norole, Afonso Monteiro, Thiago
Perticarrari, Gabriel Querido, Clarty Galvão, Gabi Camisotti, Thaiane Chuvas,
Fernanda Muniz, Leo Rommano, Lucas Corsino, Tati Christine, Mariana Montenegro
e Sergio Blur
Cenário:
Tim Hatley
Figurino:
Lígia Rocha
“Design” de luz: Vinicius
Zampieri
“Design” de Som: Gustavo Inca
“Design” de Vídeo: Bruna
Junqueira
“Design” de Maquiagem: Cris
Takkahashi
“Design” de Perucas: Feliciano
San Roman
“Design” de Próteses: Bruno
Vinagre
Direção
Técnica: David Brenon
Fotografias: João Caldas
Produção
Executiva: Pia Calixto
Diretor
de Operações: Pedro Romani
Diretor
Geral de Produção: Baccic
Coprodução:
Atelier de Cultura
Realização:
Instituto Artium de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal
SERVIÇO:
Temporada:
De 15 de abril a 07 de junho de 2026.
Local:
Teatro Renault.
Endereço:
Avenida Brigadeiro Luís Antônio, nº 411 – Bela Vista – São Paulo.
Dias
e Horários: De 4ª feira a 6ª feira, às 20h; sábado, às 15h e 19h30min; domingo,
às 14h e 18h30min.
Valor
dos Ingressos: De R$ 50 a R$ 450.
Consultar
as possibilidades de descontos.
Vendas:
Bilheteria Online: www.ticketforfun.com.br
(com taxa de conveniência) ou Bilheteria Física (sem taxa de conveniência).
Horário
de funcionamento da Bilheteria Física: de 3ª feira a domingo, das 12h às 20h,
exceto feriados.
Classificação:
Livre (Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos responsáveis legais.
Duração:
165 minutos (com 15 minutos de intervalo).
Gênero:
Musical.
“SHREK, O MUSICAL” é um dos
melhores espetáculos musicais em cartaz em São Paulo, no momento,
e é uma pena que a sua temporada seja tão curta, para os padrões de musicais em
cartaz no Teatro Renault. A mesma lamentação vai para o fato de
que, muito dificilmente, a produção será transferida para outras praças, como o
Rio de Janeiro, por exemplo. RECOMENDO
MUUUUUUUITO ESTE MARAVILHOSO MUSICAL!!!
FOTOS: JOÃO CALDAS
e
COPIADAS DA INTERNET
E REDES SOCIAIS.
É preciso ir ao TEATRO,
ocupar todas as salas de espetáculo, visto
que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre
mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que
há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!
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