“TINA - TINA TURNER,
O MUSICAL
ou
(UM ESPETÁCULO
SOBRE UMA DIVA
PARA OUTRA
DIVA BRILHAR.)
Uma boa história de vida pode render
um ótimo livro, filme ou uma peça de TEATRO, quando cai em mãos
de quem sabe como desenvolvê-la numa obra artística de ficção. Histórias cheias
de peripécias, de altos e baixos e de superação costumam agradar ao grande
público, quando bem contadas. É o caso do que aconteceu na vida da grande
intérprete e “hitmaker” Tina Turner, levada aos
palcos, neste momento, no Teatro Santander, em São Paulo,
com temporada prevista para ser encerrada no dia 12 de julho (2026)
(VER SERVIÇO.), musical ao qual assisti, há pouco tempo, e do
qual muito gostei.
Tina Turner, nascida Anna
Mae Bullock, em 26 de novembro de 1939, em Brownsville,
USA, e falecida em 24 de maio de 2023, em Küsnacht,
Suíça, foi uma cantora e compositora, amplamente referida como a “Rainha do Rock‘n’Roll”, que
ganhou destaque como vocalista da dupla Ike & Tina Turner Revue,
antes de lançar uma carreira de sucesso, como artista solo. Tina
renunciou à cidadania americana, em 2013, e passou a morar na Suíça,
de 1995 até à sua morte, no ano de 2023, aos 83
anos, tendo assumido a cidadania daquele país. Tina e Ike,
este viciado em cocaína, foram casados e se separam em 1976, vida
em comum marcada por extrema violência, física e psicológica, praticada pelo
marido sobre a mulher. Foi ele quem a batizou com o nome artístico, tendo sido
seu mentor na carreira; e “carrasco”.
Na década de 1980, ela teve um
dos maiores retornos da história da música. Aos 44 anos, foi a
artista solo feminina mais velha a liderar o “Hot 100”. Em 1988,
seu nome entrou para o Guiness Book, o livro dos recordes, como o
“show” com o maior número de público pagante já feito por uma
cantora solo, quando reuniu 182 mil pessoas no Estádio
Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro, para ver sua
apresentação, que foi transmitida para todo o mundo, evento que, infelizmente,
perdi, ao vivo, por estar fora do país. Turner também atuou no
cinema – “Tommy”, em 1975, “Mad Max – Além da
Cúpula do Trovão”, em 1985, e “Last Action Hero”,
de 1993. Vendeu mais de 100 milhões de discos, em
todo o mundo, tendo recebido doze prêmios Grammy. Foi a primeira
artista negra e primeira mulher a figurar na capa da revista “Rolling
Stone”, que a classificou entre os 100 Maiores
Artistas de Todos os Tempos e os 100 Maiores Cantores de Todos os
Tempos.
“TINA – TINA TURNER, O MUSICAL”, espetáculo
indicado a 12 Tony Awards, incluindo o de melhor musical, foi criado em Londres
e estreou, mundialmente, em abril de 2018, no West End,
passando, depois, pela Broadway, Alemanha, Austrália
e outros países. A primeira montagem foi acompanhada de perto e
supervisionada pela própria homenageada.
SINOPSE:
“TINA – TINA TURNER, O MUSICAL”, estrelado por ANALU PIMENTA,
na pele da protagonista, narra a trajetória eletrizante da “Rainha do
Rock 'n' Roll”, desde suas origens humildes, no Tennesse, EUA, passando pelas barreiras de raça, gênero e idade que ela
enfrentou e desafiou, até sua ascensão como superestrela internacional, sem
falar na violência doméstica de seu ex-marido, Ike Turner (CÉSAR
MELLO).
O espetáculo celebra a força e a reinvenção de Tina,
embalado por seus maiores sucessos.
A trajetória começa em Nutbush, Tennessee,
mostrando o início humilde, na colheita do algodão feita pela família, e os
primeiros passos na música.
Aborda, também, o casamento abusivo, com Ike
Turner, retratando-o como parceiro criativo, mas também o agressor.
Revela, ainda, a coragem de Tina, ao
romper o ciclo de violência e reiniciar sua carreira do zero, alcançando o
estrelato internacional.
Clássicos, como “What's Love Got To Do With
It?”, “Private Dancer” e “The Best”, entre
tantos outros, embalam a narrativa.
A história começa e termina com os preparativos
para o grande e já referido “show” no Brasil,
trazendo muita emoção e energia para o palco.
Inspirado
no olhar da própria Tina Turner, que, como já dito, participou do
desenvolvimento do espetáculo, em sua primeira montagem, o musical combina
emoção, energia e uma trilha sonora repleta de clássicos que marcaram gerações,
reunindo a maior parte de seus “hits”.
A
atriz ANALU PIMENTA comenta que
interpretar Tina Turner é uma honra e uma grande
responsabilidade: “Ela foi uma mulher que transformou a dor em
potência e inspirou gerações com sua coragem e sua voz. Levar essa história ao
palco é, sem dúvida, um dos grandes desafios e privilégios da minha carreira.”
Já CÉSAR MELLO destaca que dar
vida a Ike Turner representa um trabalho de
intensa entrega: “É um personagem complexo,
que exige muita dedicação e sensibilidade para retratar uma trajetória
real. Fazer parte desse musical é uma oportunidade única de mergulhar em uma
narrativa de superação e reinvenção.”
Produzido
por IMM e Stephanie Mayorkis, em colaboração especial
com Stage Entertainment, Tali Pelman e Tina Turner Estate, o musical traz a
história de uma mulher que ousou desafiar os limites de sua
idade, gênero e raça para se tornar a Rainha Global do Rock n’ Roll. “TINA – TINA TURNER O MUSICAL” é uma celebração da resiliência e uma inspiração de
triunfo sobre a adversidade.
O musical é
uma história real e inspiradora de uma mulher que ousou sonhar intensamente,
quebrar barreiras e desafiar os limites de idade, gênero e raça, para
conquistar o mundo contra todas as probabilidades.
A
equipe criativa é formada por artistas estrangeiros, todos de renomados
nomes no universo dos musicais. Na direção, PHYLLIDA LLOYD; o texto é
escrito pela vencedora do “Olivier Award” e do prêmio “Pulitzer”, KATORI HALL, com FRANK KETELAAR e KEES PRINS. A coreografia é
de ANTHONY VAN LAAST, com cenários e figurinos
de MARK THOMPSON, supervisão musical
de NICHOLAS SKILBECK, iluminação de BRUNO POET, som
de NEVIN STEINBERG, “design”
de projeção de JEFF SUGG, orquestrações
de ETHAN POPP, perucas, “design”
de cabelo e maquiagem de CAMPBELL YOUNG ASSOCIATES e direção de luta de KATE WATERS. É evidente que toda essa equipe veio ao Brasil,
para executar o trabalho de erguer o espetáculo, porém contou com todo um
imenso “staff” de artistas e técnicos brasileiros,
de suma competência e importância, cujos nomes, infelizmente, não
aparecem na FICHA TÉCNICA. Lamentável!
O
musical é dos melhores a que já assisti – E olha que assisto a quase todos!
– pelo conjunto da obra. Nada de errado notei nesta montagem, navegando do
texto às interpretações, passando por tudo o que pode contribuir para um
magnífico espetáculo. Tudo funciona a contento e, até mesmo, em alguns casos,
superando a minha já enorme expectativa. Um detalhe, porém, não pode ser
omitido. A despeito do perfeito trabalho de todo o elenco, todos os focos e
aplausos convergem para ANALU PIMENTA, que parece ter incorporado Tina
Turner; do visual, obra de algum excelente visagista, aos
gestos, trejeitos, cacoetes, danças e marcas em geral que faziam parte da
grande artista, dentro e fora do palco. É comovente o modo como se comporta em
cena a ANALU! Sua composição de personagem é extraordinária! Sem dúvida,
esta estupenda “cantriz” é das mais credenciadas a ganhar prêmios,
ao final da temporada teatral de 2026. Como cantora, nota 10;
como atriz e dançarina, o mesmo grau. Uma atriz completa. Completíssima!!!
FICHA TÉCNICA:
Texto: Katori Hall, Frank ketelaar e Kees Prins
Versão Brasileira: Não divulgado
Direção: Phyllida Lloyd
Coreografia: Anthony van Laast
Cenários: Mark Thompson
Figurinos: Mark Thompson
Iluminação: Bruno Poet
Supervisão Musical: Nicholas Skilbeck
“Design” de Som: Nevin Steinberg
“Design” de Projeção: Jeff Sugg
Orquestrações: Ethan Popp
Perucas, “design” de Cabelo e Maquiagem: Campbell Young Associates
Direção de Luta: Kate Waters
Elenco: Analu Pimenta (Tina Turner), Carol Roberto (Tina
Turner Alternante), César Mello (Ike Turner), Renata Vilela (Zelma Bullock), Aline
Cunha (Vovó Georgeanna), Rodrigo Garcia (Roger Davies), Bruno Sigrist (Erwin
Bach), Vanessa Mello (Alline Bullock), Lia Canineu (Rhonda Graam), Samuel Conze
(Richard Bullock), Abrahão Costa (Raymond
Hill e Ike Turner Cover), Dante Paccola (Phil Spector), Leonardo Miggiorin (John
Carpenter), Gabi Germano (Jessie / Ikette e Alline Bullock Cover), Nayara
Venancio (Robbie / Ikette), Semadha S Rodrigues (Venetta / Ikette), Bhener (Craig e Raymond Hill Cover),
Douglas Motta (Ronnie), Moira Osório (Toni e Rhonda Graam Cover),
Letícia Nascimento (Lorraine e Tina Turner Cover), Tiago Dias (Swing / Dance
Captain e Richard Bullock Cover), Mari Saraiva (Swing e Dance/Fight Captain
Assistente), André Luiz Odin (Swing), Ágata Matos (Swing e Zelma Bullock Cover),
Pedro Navarro (Swing) e Mariana Gomes (Swing e Vó Georgeanna Cover)
Fotos:
Caio Gallucci
OBSERVAÇÃO: NÃO FORAM DIVULGADOS OS NOMES DOS ARTISTAS/TÉCNICOS
BRASILEIROS.
SERVIÇO:
Temporada: De 26 de fevereiro a 12 de julho de 2026.
Local: Teatro Santander.
Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek,
nº 2041, Itaim Bibi – São Paulo (Complexo JK Iguatemi).
Telefone: (11) 4810-6868.
Dias e Horários: De 4ª feira a 6ª feira, às
20h (Conferir 4ªs feiras disponíveis por mês.);
sábado, às 16h e 20h; domingo, às 15h e 19h.
Valor dos Ingressos: PLATEIA VIP: R$ 225 (meia-entrada) e R$ 450 (inteira); PLATEIA SUPERIOR: R$180 (meia-entrada) e R$ 360 (inteira); FRISA PLATEIA: R$ 180 (meia-entrada) e R$ 360 (inteira); BALCÃO A: R$ 120
(meia-entrada) e R$ 240 (inteira); FRISA BALCÃO: R$
120 (meia-entrada) e R$ 240 (inteira); e BALCÃO B: R$ 25 (meia-entrada) e R$
50 (inteira).
Clientes Santander têm 30% de desconto nos ingressos inteiros, limitados a 2 por CPF.
Verificar outras formas de descontos.
Venda dos Ingressos: Internet: https://bileto.sympla.com.br/event/113220 (com taxa de conveniência) e Bilheteria Física: Teatro Santander
(sem taxa de conveniência).
Horário de Funcionamento da Bilheteria: Todos os
dias, das 12h às 18h. Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até
o início da apresentação. A bilheteria do Teatro Santander possui um totem de
autoatendimento para compras de ingressos, sem taxa de conveniência, 24h por
dia.
Duração: Aproximadamente, 180 minutos, com intervalo de 15 minutos.
Classificação Etária: Livre (Menores de 14 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais).
Gênero: Musical.
Acertaram, precisamente, os responsáveis
pelo Teatro Santander, ao escolher esta superprodução
musical para dar início às comemorações de 10 anos de
funcionamento desta fabulosa casa de espetáculos, que já recebeu algumas
das melhores produções musicais da história
deste gênero entre nós. Assim como não é necessário dizer que RECOMENDO ESTE MUSICAL, também me apresso para voltar a assistir a ele, novamente,
bem no final da temporada.
FOTOS: CAIO GALLUCCI.
É preciso ir ao TEATRO,
ocupar todas as salas de espetáculo, visto
que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre
mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que
há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!
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