sábado, 24 de outubro de 2026

 

“GONZAGUINHA É”

ou

(UM TRIBUTO

DIGNO DE TODOS

OS APLUSOS.)

 


 

 

      Depois de, por duas vezes, ter agendado e desmarcado, por suma necessidade, independentemente da minha vontade, lá fui eu, no primeiro dia da última semana de temporada, numa noite de uma quinta-feira (22/10/2026), ao sabor da quase antevéspera de uma eleição efervescente para a presidência do país, ao Teatro SESC Ginástico, para assistir a mais um musical biográfico, desta vez numa homenagem a um talentoso compositor e cantor brasileiro: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, ou, simplesmente, Gonzaguinha, como era conhecido no panorama da Música Popular Brasileira. Um espetáculo para exaltar sua vida, sua música e toda a sua contribuição para a arte brasileira, tendo, no palco, uma parte da “Cia. Barca dos Corações Partidos” como uma das grandes atrações; com certeza, a maior. Gonzaguinha e a “Barca”. Poderia dar errado? Quase impossível. E não deu mesmo.






SINOPSE:

O espetáculo musical “GONZAGUINHA É” é uma narrativa poética e biográfica sobre a vida e a obra do cantor e compositor Gonzaguinha.

A peça acompanha a história do artista, desde a sua infância, no Morro de São Carlos, Estácio, no Rio de Janeiro, até a sua consagração como um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira.

O roteiro explora sua independência artística, os embates e a resistência contra a censura, durante a ditadura militar, o sucesso popular e a relação e o reencontro com o pai, Luiz Gonzaga, com quem cruzou o país cantando.

Como base dramatúrgica, o fio condutor da história utiliza os versos das canções do artista, além de textos deixados por ele e entrevistas concedidas ao longo da vida.


 


 





 

 Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 - Renascença ou Marmeleiro, 29 de abril de 1991) era filho registrado, mas não biológico, do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga e de Odaléia (ou Odaléa, como também aparece grafado) Guedes dos Santos, cantora do “Dancing Brasil”. Compôs sua primeira canção, “Lembranças da Primavera”, aos 14 anos. Estudou Economia na Universidade Candido Mendes. Foi um dos fundadores do “Movimento Artístico Universitário” (MAU), juntamente com Aldir Blanc, Ivan Lins, Marcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho, além de outros (VIVA A RUA JACEGUAI, Nº 27, NA TIJUCA, E O PSIQUIATRA E INSTRUMENTISTA ALUÍZIO PORTO CARRERO DE MIRANDA! - Pesquisem!). Tal movimento teve importante papel na Música Popular do Brasil, nos anos 1970. Sua obra misturava lirismo e poesia com aquilo que mais o destacou, ou seja, sua postura de crítica à ditadura, tendo sido visado e perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), de triste lembrança, o ignóbil, desprezível, terrível, temido e cruel órgão de repressão da polícia política, criado em 1924 e que atuou, fortemente, durante os períodos do Estado Novo (1937–1945) e a Ditadura Militar (1964–1985), responsável por prisões, torturas, assassinatos e desaparecimento de pessoas. Basta saber que, de 72 canções de Gonzaguinha, mostradas a esse nefasto aparelho repressivo, braço armado do regime ditatorial, 54 foram censuradas, entre as quais o primeiro sucesso, “Comportamento Geral”:

 







 

“COMPORTAMENTO GERAL”

(Gonzaguinha)

(Contém ironia; muita ironia.)

 

“Você deve notar que não tem mais tutu

E dizer que não está preocupado.

Você deve lutar pela xepa da feira

E dizer que está recompensado.

Você deve estampar sempre um ar de alegria

E dizer: “Tudo tem melhorado”.

Você deve rezar pelo bem do patrão

E esquecer que está desempregado.

 

Você merece! Você merece!

Tudo vai bem, tudo legal!

Cerveja, samba e amanhã, Seu Zé,

Se acabarem com teu carnaval?

 

Você deve aprender a abaixar a cabeça

E dizer sempre: “Muito obrigado!”.

São palavras que ainda te deixam dizer,

Por ser homem bem disciplinado.

Deve, pois, só fazer pelo bem da nação

Tudo aquilo que for ordenado,

Pra ganhar um Fuscão no juízo final

E diploma de bem-comportado.”

 

 

 






  Tive o enorme prazer e a honra de ter conhecido, pessoalmente, o artista, no início de sua carreira, em alguns encontros promovidos pelo MAU e nas nossas andanças pelos festivais de música da vida. Nossos caminhos, de jovens rebeldes, lutando contra os milicos de uma ditadura militar, se cruzaram por um bom tempo. Muitos anos mais tarde, voltei a ter contato com a família, quando fui professor de um dos seus filhos, aquele que lhe seguiu os passos na carreira artística, Daniel Gonzaga, também muito talentoso, que tanto se empenha para preservar as memórias do pai e do avô, pelo que tanto o admiro.




  Consigo dividir a trajetória artística do artista em dois grandes momentos. No início da carreira, mostrava-se mais numa versão “agressiva” e pouco agradável aos olhos dos meios de comunicação e dos “gorilas” do regime de exceção, o que lhe rendeu a alcunha de “cantor-rancor”, com canções ásperas, como “Piada Infeliz” e “Erva Rasteira”, por exemplo. Compunha e cantava aquilo que, à época, recebia a tarja de “música de protesto”, não se acovardando e escrevendo letras em que criticava a ditadura e suas mazelas. Tive o prazer de ouvir, em audição especial para mim, tão logo acabou de ser composta, uma das minhas canções preferidas de Gonzaguinha, "Dias de Santos e Silvas". Os temas eram, consistentemente sociais. A partir de um determinado momento, até o final da carreira, via-se nele um extremoso poeta, que sabia como pintar o amor em seus versos, mantendo, porém com menos robustez, seu foco em críticas sociais. São desta segunda fase, por exemplo, grandes “hits”, como “Recado”, “Começaria Tudo Outra Vez”, “Explode Coração”, “Espere Por Mim Morena”, "Grito De Alerta", “Sangrando”, “Eu Apenas Queria Que Você Soubesse”, “Caminhos Do Coração”, “O Que É, O Que É”, “Feliz”, “Mamão Com Mel” e "Lindo Lago do Amor", todas canções emblemáticas, gravadas por ele e pelos maiores intérpretes da nossa música, principalmente as cantoras, como Elis Regina, Maria Bethânia, Simone, Gal Costa, Zizi Possi e Alcione. Questões sociais, relações humanas, amor, esperança, infância e a crença na possibilidade de um futuro diferente desfilam pelas suas consistentes letras.







Gonzaguinha morreu, trágica e precocemente, aos 45 anos, em 29 de abril de 1991, vítima de um acidente automobilístico, ao regressar de uma apresentação, contudo ainda permanece - e tudo indica que, para sempre, permanecerá - como uma presença viva na cultura musical brasileira. Seu talento e sua memória vêm passando de geração a geração, e foi lindo e emocionante ter estado, na noite de ontem, no meio de muitos jovens, naquela plateia, os quais entoavam, exuberantemente, os sucessos do artista.




Ele “cantou o Brasil e os brasileiros. Ao longo de sua trajetória, construiu uma obra contundente e, também, profundamente afetiva. Falou de liberdade, tocou nas feridas da desigualdade e dos embates políticos, mas também cantou o amor, a esperança, o desejo e a alegria de estar vivo.”. Gonzaguinha tem as cores, e é a cara, do Brasil, tendo-nos legado tantas belíssimas canções que, até hoje, fazem parte da memória afetiva de muitas gerações de brasileiros.




Gonzaguinha é o protagonista de “GONZAGUINHA É”, um musical biográfico que foge ao formato padrão desse tipo de TEATRO, que tanto amo e pelo qual tanto luto, sempre exaltando-o e divulgando-o. A montagem parte não somente dos traços biográficos do artista, mas também da sua trajetória artística e das canções do compositor, “para mergulhar nas muitas dimensões de um artista que transformou sua própria história em uma maneira de falar sobre o Brasil”. Atrai muito a atenção e a aprovação do público a proposta interessante, ainda que não inédita ou tão original, o que, em absoluto, não é nenhum problema, de, durante a encenação, cada um dos artistas assumir o papel do homenageado, revezando-se nos instrumentos musicais, o que já se tornou marca das criações da companhia “Barca dos Corações Partidos” e que, nos últimos tempos, vem se tornando uma prática muito “na moda”, nos palcos brasileiros, o que acho formidável. A verdade é que, se um(a) ator(atriz) pensa, nos dias de hoje, em atuar num espetáculo musical, além de interpretar, cantar e dançar, faz-se necessário, também, que ele(ela) toque algum instrumento musical; isso agrega valor ao seu currículo e lhe facilita muito a abertura de portas.







 A peça marca o retorno, aos palcos, da fabulosa companhia “Barca dos Corações Partidos”, um dos grupos mais celebrados do TEATRO musical brasileiro, ao desenvolver uma linguagem própria, na combinação entre quatro elementos: TEATRO, música, dança e “performance”, e tendo a cultura brasileira como matéria-prima de suas criações. A “Barca” está aqui não na sua formação original e completa, mas com quatro de seus magistrais componentes: ADRÉN ALVES, ALFREDO DEL-PENHO, BETO LEMOS e RICCA BARROS, na luxuosa companhia de quatro atrizes convidadas: ANA MAGA, LUIZA LOROZA, NÍVEA MAGNO e THATI DIAS.




  Tecer elogios ao trabalho da “Barca” já se tornou um lugar-comum, sempre que eles nos brindam com um novo espetáculo. São dotados, todos, inclusive os que não estão nesta montagem, de um talento descomunal, a cada dia, mais aprimorado, em se tratando de usar a voz e o corpo, em suas atuações, além da maneira como, habilmente, lidam com os instrumentos musicais, desde 2012, quando de seu primeiro trabalho: “Gonzagão – A Lenda”, por coincidência, levado à cena no mesmo Teatro onde estão em cartaz. Foi o pai; agora, o filho. Eu, muito facilmente, me deixo fascinar pelo vozeirão do RICCA BARROS, pelo belíssimo timbre de voz e afinação de ALFREDO DEL-PENHO, pelo brincar com a voz, domesticando-a e oscilando entre o mais agudo e o mais grave do ADRÉN ALVES e pela eletricidade e postura de multi-instrumentista de BETO LEMOS. Tudo isso, junto e misturado, é a “Barca”, que jamais naufragou num palco e continua singrando os mares do TEATRO musical, sempre se superando. Quando a gente pensa que, deles, não sairá mais nada, sempre é possível espremer o pano, que vai sair mais caldo.






Já em produções anteriores, a “Barca” vem entrando em cena na companhia de artistas convidados, sempre com muito acerto e aceitação do público; desta vez, não foi diferente. Parte dos titulares da trupe está na companhia de quatro atrizes fenomenais, que também cantam, dançam e tocam vários instrumentos musicais, das quais eu, salvo engano, só conhecia o ótimo trabalho de LUIZA LOROZA, em sua terceira experiência ao lado dos “barqueiros”. Junto a ela, ANA MAGA, NÍVEA MAGNO e THATI DIAS constituem uma grande força a mais para o rendimento da peça. Soube, por um dos atores da “Barca”, um velho amigo meu, como são todos os demais, que as quatro, num dos momentos das audições, apresentaram um trabalho coletivo, que encantou a todos e lhes rendeu o convite para esta navegação. Sinceramente, quem não conhece o histórico da “Barca” pensa que o quarteto de atrizes sempre fez parte da companhia, tal é o entrosamento do octeto, no palco, e tão fácil e rapidamente as artistas assimilaram a linguagem e a estética da “Barca dos Corações Partidos”. Que prazer é ver e ouvir essas grandes multiartistas, cada uma com seu diferencial, mas todas com um ponto convergente: o talento artístico. Quero vê-las sempre, e mais, em musicais. É surpreende ver que o elenco, quando canta, o faz também com todo o corpo.







O conjunto dos oito "actantes" é, absolutamente, fantástico, da mesma forma como posso adjetivar o rico trabalho de direção da festejada e premiada atriz e diretora INEZ VIANA, sempre tão precisa e criativa no que faz. Econômica e certeira nas marcações e nas leituras das entrelinhas de cada uma das cenas da preciosa dramaturgia, de BRAULIO TAVARES e ANA CARBATTI, faz, do simples, algo sofisticado, da forma mais dinâmica e expressiva possível. Ela valoriza todos os meandros percorridos pelo homenageado, levando em consideração, como não poderia deixar de ser, o contexto em que cada situação ocorre.




Do ponto de vista da plasticidade, ponto sempre destacável nas montagens da “Barca”, confesso que esperava ver mais cores e brilhos cintilando aos meus olhos, bem mais do que já vi em outras produções da companhia, o que, absolutamente, não significa que desaprovo alguma coisa da cenografia, dos figurinos e da iluminação. Os três elementos também se destacam nesta produção.




MINA QUENTAL, para o cenário, optou por um visual mais discreto e um tanto minimalista, formado, básica e predominantemente, por uma grande estrutura em cor neutra, escura, nas duas laterais do palco, com um fundo livre, utilizando cubos e retângulos pretos, de dentro dos quais, a todo momento, brota uma surpresa, como instrumentos musicais e elementos cênicos.




CAROL LOBATO desenhou figurinos alegres e coloridos, não tanto como eu expectava, estabelecendo um contraste marcante com a cenografia. É importante dizer que, em função dos muitos movimentos dos atores e da necessidade de liberdade e conforto para as danças e a execução dos instrumentos musicais, as indumentárias foram pensadas, de modo a facilitar a locomoção, os movimentos e a troca de posições no palco. Para completar, destaco o ótimo acabamento das peças.




 ANA LUZIA MOLINARI DE SIMONI, de há muito, deixou de ser citada como “a filha do Aurélio - de Simoni, um dos maiores iluminadores do TEATRO brasileiro -, para ganhar a sua própria assinatura e digital, uma identidade, diga-se de passagem, personalíssima, além do destaque que seu trabalho de iluminadora merece. Cumprindo aquilo que, de ordinário, é a função maior de um desenho de luz – pôr em relevo o que deve ser destacado – a artista criativa promove uma verdadeira conversa entre a luz e tudo o que se destaca em cena, seja móvel, seja estático.




No tocante ao texto, à dramaturgia, a quatro mãos e dois cérebros pensantes e criativos, de BRAULIO TAVARES e ANA CARBATTI, afirmo que a dupla, utilizando, cada um, seus dez dedos - Se fossem nove, não haveria o menor problema. “Entendedores entenderão”. -, os autores da peça, foi muito feliz no garimpo das frases e dos trechos das canções de Gonzaguinha, incrementando o texto dramático com um trabalho autoral de primeira qualidade.




 Preciso falar, também, de algo da maior importância na montagem de um espetáculo musical, que são a direção musical e os arranjos (musicais e vocais), a cargo, aqui, de ALFREDO DEL-PENHO e BETO LEMOS, a meu juízo, os dois que mais entendem de música, na “Barca”, por suas formações acadêmicas, no ramo, e pela vasta experiência nesse terreno. Os dois ousaram, no melhor dos sentidos, visando a nos apresentar verdadeiras joias muito valiosas, quando despem as canções de Gonzaguinha dos arranjos a que estamos acostumados a ouvi-las, para ocultar a consequente nudez, vestindo-as com belas propostas, assaz criativas, que muito agradam aos ouvintes e admiradores da boa música. Notáveis são os andamentos de muitas das canções que fazem parte da extensa trilha sonora da peça, composta, na sua grande maioria, pelos grandes “hits” do "Moleque Gonzaguinha", com um detalhe importantíssimo: ALFREDO e BETO tiveram que trabalhar sobre muitas das canções, popularmente, chamadas de “lado B”, as quais muitos dos admiradores do compositor não conheciam. Orgulho-me de saber cantar todas elas.






 Praticamente, todos os trabalhos anteriores da “Barca” contaram com os préstimos de Duda Maia, como responsável pela direção de movimento, sempre muito marcante e facilmente identificável. Desta vez, porém, a função caiu no colo de DENISE STUTZ, consagrada bailarina e coreógrafa, que também muito se destaca no ofício de fazer os atores se movimentarem em cena, explorando-os da cabeça aos pés. E o resultado é o melhor possível. DENISE é um bom percentual de importância nesta montagem.




 Apesar de, felizmente, não sofrer de nenhuma perda auditiva, sempre me preocupo, de forma empática, mormente em musicais, em saber se os sons que emanam do palco, palavras e frases faladas e cantadas, estão chegando, com a devida clareza, aos ouvidos de todos os espectadores; a mixagem entre o universo de sons e ruídos, sem que uns se sobreponham aos outros, é de suma importância neste tipo de espetáculo. Parabéns a GABRIEL D’ANGELO, por mais um de seus excelentes trabalhos, como “designer” de som.




 Devemos a grata oportunidade de poder assistir a esta marcante produção à “Sarau Cultura Brasileira”, na pessoa de ANDRÉA ALVES, que assim se expressa sobre o musical: “A obra dele (Gonzaguinha) fala de um Brasil profundo, de um Brasil real. Gonzaguinha atravessou momentos de luta pela democracia e pela manutenção de direitos, mas, quando começamos a revisitar sua obra, percebemos o quanto seria reducionista enxergá-lo somente como um compositor político. Ele fala muito de amor, das crianças, do futuro e da esperança. Existe uma delicadeza enorme ali. É algo que queremos sublinhar no espetáculo.” Desejo da produtora totalmente atingido.

 





FICHA TÉCNICA:

Idealização e Produção Artística: Andréa Alves

Texto: Braulio Tavares e Ana Carbatti

Direção Artística: Inez Viana
Assistência de Direção: Ana Carbatti

Direção Musical e Arranjos: Alfredo Del-Penho e Beto Lemos
Assistência de Direção Musical: Xandão Viana

 

Elenco: CIA. BARCA DOS CORAÇÕES PARTIDOS: Adrén Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos e Ricca Barros + ARTISTAS CONVIDADAS: Ana MaGa, Luiza Loroza, Nívea Magno e Thati Dias

 

Cenografia: Mina Quental

Figurino: Carol Lobato

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Direção de Movimento: Denise Stutz

Desenho de Som: Gabriel D’Angelo

Operação de Som: Jorge Baptista

Operação de Luz: Rommel Equer

Projeto Gráfico: Beto Martins

Assessoria de Imprensa: Pedro Neves

Fotos: Marcelo Rodolfo (cena) e Renato Mangolin (estúdio)

Consultoria Criativa: Nanan Gonzaga

Direção de Projetos: Leila Maria Moreno

Coordenação de Produção: Hannah Jacques

Produção Executiva: Matheus Castro

Produtor Assistente: Wallace Lau

Realização: Sarau Cultura Brasileira, Alvoroço Criação e Produção Cultural, SESC (Serviço Social do Comércio) e Ministério da Cultura ("Lei Rouanet").


 

 





 

SERVIÇO:

Temporada: De 25 de setembro a 25 de outubro de 2026.

Local: Teatro Sesc Ginástico.

Endereço: Avenida Graça Aranha, nº 187, Centro – Rio de Janeiro.

Dias e Horários: 5ªs e 6ªs feiras, às 19h; sábados e domingos, às 17h.

Valor dos Ingressos – 5ª feira e domingo: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia-entrada); R$ 16,50 (credencial convênio empresário); R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados); Gratuito, para público cadastrado no PCG. 6ª feira e sábado: R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia-entrada); R$ 16,50 (credencial convênio empresário); R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados); Gratuito, para público cadastrado no PCG

Venda de Ingressos: “On-line”, pela plataforma INGRESSO.COM (com cobrança de taxa de serviço) ou na Bilheteria do Teatro (sem cobrança de taxa de serviço).

Horário de funcionamento da Bilheteria do Teatro: De 3ª feira a domingo, das 10h às 19h. Não abre em dias de feriado.

Duração: 120 minutos.

Classificação Indicativa: 12 anos.

Gênero: Musical.


 

 




 

      Os verdadeiros cidadãos de bem sentimos muito a sua falta, prezado homenageado: do Gonzaguinha e do Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o cidadão. Você seria muito útil ao país, neste momento em que a DEMOCRACIA, infelizmente, graças à insanidade e irresponsabilidade de muitos, “se equilibra na ponta da faca”. Foi linda e emocionante a reação da plateia de ontem, como deve estar acontecendo em todas as sessões, desde a estreia do espetáculo, o qual, na esperança de que volte ao cartaz, RECOMENDO COM O MAIOR EMPENHO.



 

 


 

 

 

FOTOS: MARCELO RODOLFO (cena)

e

RENATO MANGOLIN (estúdio).

 

 

 

 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO.