sábado, 27 de junho de 2026

 

“INCONDICIONAIS”

ou

(UMA LUZ SOBRE A INVISIBILIDADE.)

 


 

 

         E o Amok Teatro, uma das mais importantes companhias de TEATRO do Brasil, retorna à forma de TEATRO documental com o seu mais recente espetáculo, “INCONDICIONAIS”, em cartaz, em curta temporada, na Arena do SESC Copacabana (VER SERVIÇO.). A peça mergulha, sem dó nem piedade, no universo de mulheres carcerárias. A montagem é baseada em fatos reais, apresentando-se a partir da escuta de suas próprias vozes. Trata-se de um retrato sensível e contundente sobre culpa, opressão, memória e cuidado, num convite ao público a pousar o olhar sobre um mundo invisível: o sistema carcerário, com os desafios da reintegração social e da violência estrutural. Mais do que uma peça “sobre prisão”, esta montagem do Amok traz uma investigação sobre escuta, abandono, invisibilidade, maternidade, raça, pobreza e humanidade em situações-limite.



 

SINOPSE:

“INCONDICIONAIS” mergulha no universo prisional feminino, para explorar as relações de cuidado que emergem em contextos de violência e privação de liberdade.

Baseado em depoimentos e fatos reais, o espetáculo faz uma incursão na jornada de quatro mulheres encarceradas, em uma penitenciária brasileira.

O tempo é regulado por grades, códigos próprios e pela longa espera.

Nesse contexto, um pequeno gabinete de atendimento transforma-se em espaço de escuta, confronto e humanidade.

Entre relatórios, laudos e decisões judiciais, psicólogas e assistentes sociais de “jaleco branco” recebem mulheres marcadas pela pobreza, pela violência estrutural, pela maternidade interrompida e pelo abandono social.

Ao dar voz a essas mulheres, a peça constrói um diálogo com a realidade contemporânea, refletindo sobre o impacto do sistema prisional feminino no Brasil e sobre a busca por sentido e dignidade em meio às adversidades.


 



         O TEATRO tem várias funções, embora muita gente pense que ele só existe como um vetor de entretenimento, mas esta é apenas uma delas. Quem assim pensar, certamente, não vai gostar do espetáculo em tela, visto que, aqui, mais que tudo, o TEATRO se mostra como um elemento de denúncia de uma situação que abrange todo o território nacional e é um alerta para que todos tenhamos mais empatia por umas criaturas tão desgraçadas pela vida e para aquilo de que elas mais necessitam: escuta e acolhimento.   


    

A peça, que tem texto e direção da premiada dupla ANA TEIXEIRA e STEPHANE BRODT é inspirada nos livros “Cadeia – Relatos Sobre Mulheres”, de Debora DinizPrisioneiras”, de Dráuzio VarellaPresos Que Menstruam”, de Nana Queiroz; e Prisioneiras – Vida E Violência Atrás Das Grades, de Bárbara Musumeci Soares e Iara Ilgenfritz, e é o resultado de um intenso e doloroso processo de pesquisa documental e, aproximadamente, seis meses de ensaios. A dramaturgia foi construída a partir de entrevistas, depoimentos, artigos e estudos diversos. Para isso, o Amok Teatro mergulhou em um universo complexo, marcado por estigmas, violência e abandono. “A cadeia surge como etapa final de um percurso que, muitas vezes, se inicia ainda na infância, na casa ou na rua. A cadeia é a linha final de um grande rito do abandono, iniciado bem antes de chegarem ali. Os nomes e os rostos são diferentes, mas, no final, todas se parecem nessa “máquina do abandono”. (Extraído do “release” enviado por NEY MOTTA – assessoria de imprensa.)



“Ao aproximar o público daquelas que a sociedade mantém à margem, o TEATRO reafirma seu papel como espaço de escuta, espaço em que podemos manter aceso o interesse pela complexidade dos seres humanos, sem o qual viver perde o sentido e o encanto.”, afirma ANA TEIXEIRA.



Os autores colocam, lado a lado ou frente a frente, dois tipos de mulheres em atendimentos: detentas, cujas trajetórias revelam marcas profundas da pobreza, da violência estrutural, da maternidade interrompida e do abandono, o que as levou a cometer os mais variados crimes, e “cuidadoras do sistema prisional”, as chamadas “jalecos brancos”, profundamente empáticas, que escutam e buscam aliviar a dor daquelas pobres infelizes. Nesses atendimentos, as presas são, temporariamente, apenas “mulheres” e os “jalecos brancos” representam uma válvula de alívio e escape, por meio de uma breve suspensão das regras hegemônicas do espaço policial. Ali, as carcerárias são tratadas com respeito e amor, carinho e compreensão. É nesse contexto que se cruzam as trajetórias de quatro personagens detentas. Histórias de mulheres e, sobretudo, de mães, o que torna a situação muito mais difícil e triste.



Talvez o que de mais importante a peça deseja passar é a potência transformadora da escuta, infelizmente, de uma forma geral, tão em baixa no mercado, em qualquer ambiente. Naqueles encontros, são expostos as fissuras e os cacos de um sistema que “reduz vidas a processos” e prega a “lei pela lei”. Entre atendimentos e momentos de convivência, as internas constroem redes frágeis de sororidade, solidariedade, um fiapo de humor e muita resistência, enquanto revelam a complexa engrenagem que organiza a vida prisional.



A estrutura dramatúrgica se apresenta na forma de cenas semi-independentes, como fragmentos, tal qual uma colcha de retalhos; “pedaços de vida daquelas pobres mulheres”, como diz STEPHANE BRODT. São 90 minutos de ação, que passam num “átimo”, do ponto de vista dos tempos cronológico e psicológico, sem que o percebamos, de tão ligados que ficamos ao espaço cênico.



O espetáculo chega em boa hora, visto que muito pouco se fala da situação das mulheres encarceradas, principalmente no Brasil, que possui a terceira maior população carcerária do mundo, ultrapassando a marca de 900 mil pessoas privadas de liberdade. Elas chegam à cadeia, em sua extrema maioria, na forma de jovens, pobres, com baixa escolaridade, dependentes de drogas, negras e mães, numa vulnerabilidade total. Embora representem uma minoria no universo dos indivíduos encarcerados, cerca de 5% da população prisional, é motivo de preocupação o fato de que tem aumentado bastante, nos últimos 15 anos, a população prisional feminina: um aumento de mais de 560%, só em uma década e meia. E o pior é que sabemos que, ao contrário daquilo a que foi destinado o cárcere, ou seja, um período voltado à ressocialização, na maioria das vezes, o(a) detento(a), após cumprir sua pena, é jogado à rua invisibilizado(a), cum uma mácula muito difícil de ser apagada e com poucas oportunidades de poder voltar ao convívio social.



“Quando pensamos em encarceramento, é comum a ideia de que todos os presos devem ser tratados de forma igual. Mas a isonomia é injusta, quando consideramos as diferenças. O sistema prisional feminino envolve gestantes, bebês nascidos no chão das cadeias, mulheres privadas de acesso à saúde e às visitas íntimas (permitida a elas 17 anos após os homens terem conquistado esse direito) e envolve também os filhos.” (Trecho também extraído do já citado “release”.)



Para os que ainda não o conhecem, creio ser interessante falar um pouco sobre a trajetória do Amok Teatro, por meio de informações extraídas do “site” da companhia. O Amok Teatro vem desenvolvendo, regularmente, projetos de criação, pesquisa, formação e circulação, realizando numerosas turnês, apresentando espetáculos e ministrando oficinas em mais de 170 cidades de todas as regiões do Brasil e em países como Escócia, Sérvia, Argentina e China. Realizou os projetos “Trilogia da Guerra” (envolvendo a criação de 3 espetáculos, mais de 80 horas de debates, apresentações em 68 cidades brasileiras e 1 publicação) e “África” (envolvendo 3 espetáculos, mais de 280 horas de atividades formativas voltadas para artistas de baixa renda, intercâmbios com mestres de tradição e ações culturais em comunidades quilombolas). Desenvolve, ainda, uma pesquisa continuada sobre a arte do ator, mantendo um núcleo permanente: o LIAD (Laboratório de Investigação Artaud-Decroux), dirigido por ANA TEIXEIRA (integrante do Centro Internacional de Pesquisas Artísticas e Acadêmicas sobre Antonin-Artaud). A Cia também mantém uma intensa atividade pedagógica, ministrando oficinas em sua sede, em festivais, universidades e em renomadas Instituições culturais nacionais e internacionais.




Voltando à peça, os elementos cenografia, figurinos e iluminação são bem simples e funcionam a contento, cedendo o foco maior ao ótimo texto e ao excelente trabalho de interpretação de um quinteto de atrizes negras, quatro delas em mais de um personagem, todas merecedoras de muitos aplausos.



Notamos que o espetáculo “não pretende representar a totalidade do sistema prisional, mas lançar luz sobre algumas de suas camadas mais invisibilizadas”. Mais do que um retrato social, “‘INCONDICIONAIS’ é um mergulho na complexidade da experiência humana”.

 

 


 

FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia: Ana Teixeira e Stephane Brodt

Direção: Ana Teixeira e Stephane Brodt

 

Elenco (por ordem alfabética): Dai Ramos, Luciana Lopes, Sirlea Aleixo, Taty Aleixo e Thay Aleixo

 

Cenário: Ana Teixeira

Figurinos: Stephane Brodt

Iluminação (criação): Renato Machado

Edição de Som: Gabriel Petitdemange

Operação de Luz: João Gaspary         

Operação de Som: Anderson Ribeiro

Cenotécnico: Beto Almeida

Produção: Gabriel Garcia

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Fotos de Divulgação: Renato Mangolin

“Designer” gráfico: Dila Puccini

Mídias sociais: Mariã Braga


 

 



 

SERVIÇO

Temporada: De 25 de junho a 19 de julho de 2026.

Local: Teatro Arena do Sesc Copacabana.

Endereço: Rua Domingos Ferreira, nº 160, Copacabana, Rio de Janeiro.

Dias e Horários: 5ªs e 6ªs feiras, às 20h; sábados e domingos, às 18h.

Datas de sessões com acessibilidade: 27/06 e 11/07.

Valor dos Ingressos: R$ 30 (inteira); R$ 27 (conveniados), R$ 21 (credencial plena Sesc); R$ 15 (meia-entrada para casos previstos por lei - idosos, estudantes, PCD e jovens de baixa renda na faixa etária 15 a 29 anos que apresentem carteira jovem ou CadÚnico; professores e classe artística com registro profissional, convênio e programa Mesa Brasil); Gratuito (público cadastrado no PCG).

Horário de funcionamento da Bilheteria: De 3ª a 6ª feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h.

Informações: (21) 3180-5226.

Lotação: 155 lugares.

Classificação Etária: 16 anos.

Duração: 90 minutos.

Gênero: Drama Documental.


 

 

 

         Depois de todo este arrazoado crítico, seria até desnecessário dizer que RECOMENDO MUITO ESTE ESPETÁCULO, EXTREMAMENTE NECESSÁRIO.

 

 

 

 

 

FOTOS: RENATO MANGOLIN



GALERIA PARTICULAR:



Com Sirléa Aleixo.


 

 

 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO.

 

































































































































sábado, 20 de junho de 2026

 

“MEU FILHO É

UM MUSICAL”

ou

(BELA HOMENAGEM

À ALTURA DO

TALENTO MASTER

DE PAULO GUSTAVO.)

 

               


Com uma grande e festejada FICHA TÉCNICA, está em cartaz, no Teatro Multiplan, Rio de Janeiro, uma superprodução de TEATRO MUSICAL: “MEU FILHO É UM MUSICAL”, uma bela e merecidíssima homenagem ao talento master de PAULO GUSTAVO, um dos maiores artistas que o Brasil já conheceu, falecido tão precocemente, aos 42 anos, em 2021, tragicamente uma das mais de 700.000 vítimas da Covid-19.



 Apresentado pelo Ministério da Cultura e BB Seguros, com patrocínio do BNY e da Robert Half, o espetáculo é idealizado por RENATA BORGESDÉA LÚCIA, mãe de PAULO GUSTAVO, e tem produção assinada por DÉA LÚCIA, em parceria com a Touché Entretenimento, de RENATA BORGES. A direção artística é de JU AMARAL e JOÃO FONSECA, o qual dirigiu o artista na montagem original do espetáculo “Minha Mãe É Uma Peça”, de 2006, e, também, em várias temporadas de uma série televisiva, o “sitcom” “Vai Que Cola”.



O roteiro do espetáculo, ótimo, diga-se de passagem, é assinado por FIL BRAZ, um dos melhores amigos do homenageado e que entende de tudo, e mais um pouco, quando o assunto é PAULO GUSTAVO. Por oportuno, FIL também é o responsável pelos roteiros dos três filmes que fazem parte da franquia “Minha Mãe É Uma Peça”, um dos grandes campeões de bilheteria do cinema brasileiro, um fenômeno popular, tendo levado milhões de pessoas às casas de exibição. Penso que não havia ninguém melhor do que FIL para nos trazer a vida de PAULO GUSTAVO, pessoal e profissional, nos seus mínimos detalhes, muitos dos quais já bem conhecidos e outros nem tanto. O texto é formidável!



O musical não entrega nada mais do que promete: muita diversão, com um humor rasgado, bem na linha PAULO GUSTAVO, bastante amor e uma dose superlativa de emoção. Como diretores artísticos, JU AMARAL e JOÃO FONSECA, entendendo muito bem aquilo a que o roteiro se propunha passar aos espectadores, conduzem a peça com dedos de mestres, facilitando, em tudo, a integração plateia/palco/palco/plateia.



 

SINOPSE:

A vida e o legado de PAULO GUSTAVO (1978–2021) ganham forma em uma superprodução teatral que transforma sua história pessoal e profissional em um musical original de grande escala, pleno em qualidades.

O espetáculo concretiza um desejo manifestado, em vida, pelo artista e, agora, conduzido por sua própria família, em uma construção que conecta memória afetiva e linguagem cênica contemporânea.

Em cena, os intérpretes reúnem trajetórias que transitam entre TEATRO e audiovisual, compondo diferentes camadas de uma figura que marcou o imaginário popular.

Vinte anos depois de transformar a própria história em um dos maiores fenômenos do humor brasileiro, PAULO GUSTAVO volta aos palcos, como personagem de um musical que nasce da memória, do afeto e da própria família.


 

 


O processo seletivo do elenco foi de grande monta, longo e meticuloso, mobilizando cerca de 800 inscritos, de diferentes regiões do país, além de, aproximadamente, 200 candidatos, para papéis ligados ao universo do homenageado, e mais de 40 crianças. Ao longo de seis dias de audições presenciais, somando 48 horas de testes, cerca de 216 artistas foram avaliados e o resultado final deságua num fabuloso elenco de 31 nomes, reunindo novos talentos e artistas já consolidados no TEATRO MUSICAL.



O elenco, dos principais personagens àqueles que podemos chamar de “elenco de apoio”, no melhor dos sentidos, sustenta, da primeira à última cena, os arcos dramáticos do texto. Resumindo, ninguém sobra em cena e todos dão o seu melhor, até mesmo em alguns poucos momentos de uma importância não tão especial. O grande destaque do elenco, como não poderia deixar de ser, vai para JOÃO PEDRO CHASELIOV, talhado para interpretar o homenageado, quer quando se apresenta como o personagem PAULO GUSTAVO, quer quando se mostra como a icônica Dona Hermínia, o alter ego de sua hilária e espontânea mãe. JOÃO PEDRO e PIERRE BAITELLI se alternam na pele do protagonista. Assisti ao espetáculo com o primeiro à frente do elenco, mas desejo rever o musical conduzido pelo PIERRE; não para estabelecer comparações, mas para conhecer uma outra forma de interpretação. Nos principais papéis, muitos aplausos para STELLA MARIA RODRIGUES, que interpreta uma impecável e convincente Dona Déa; CASTORINE, no papel de Juju; MARCELO VÁRZEA, como Júlio, o pai de PAULO GUSTAVO; TALITA CASTRO, Tia Penha, segunda esposa de Júlio; e JOSIE ANTELLO, sempre muito engraçada, como Iesa, uma das tias. Também me deixei encantar pelo enorme talento de um dos três meninos que interpretam, como alternantes, PAULO GUSTAVO, quando criança: MIGUEL VENERABILI, uma grande promessa para, quando crescer, se tornar um ótimo ator de musicais, em função de sua afinada voz, no canto, e da leve e deliciosa interpretação.



Ainda completam o numeroso e afiado elenco BELLA MORAES, IVANA TKOTZ e NINA VARGENS, alternando-se no papel de Juju, na infância (Infelizmente, não sei quem atuou na noite em que estive presente.); CRIS POMPEO; PEDRO MADEIRA; LUIZA LEWICKI; THIAGO VOLTOLINI; GASPAR; OSCAR FABIÃO; LUCAS COLOMBO; e, em papéis múltiplos, VALÉRIA BARCELLOS, FABRÍCIO NEGRI, CÁSSIA SANCHES, ELIZÂNDRA SOUZA, FERNANDA SABOT, MILENA MACHADO, ANDRÉ CELANT, BETO MÀCEDO, GLAUBER SEVLA e CAIO NERY.



Também são dignos de reconhecimento os trabalhos de TONY LUCCHESI, que assina a admirável direção musical e os arranjos; DANIEL SALVE, responsável pelas excelentes músicas e letras originais; e ALONSO BARROS, pelo interessante desenho coreográfico e pela direção de movimento, que agregam muita ação às cenas, normalmente curtas e ágeis, o que é muito bom numa COMÉDIA. Ainda na parte dos criativos não podem, de forma alguma, ficar em segundo plano algumas menções, articulando diferentes camadas da linguagem teatral, como a da pesquisadora e antropóloga BEATRIZ COELHO, na colaboração dramatúrgica, além de uma bela e funcional cenografia, assim como os originais e criativos figurinos, o belo desenho de luz, o cristalino desenho de som e o excelente visagismo. Todos os profissionais, “cada um no seu quadrado” (VER FICHA TÉCNICA.), emprestaram seus talentos para engrandecer o musical.



A data de estreia da peça carrega um simbolismo particular, uma vez que marca os 20 anos da primeira apresentação de “Minha Mãe É Uma Peça”, monólogo que deu origem a uma das maiores franquias do entretenimento brasileiro, nas telonas. Duas décadas depois, é DONA DÉA quem retorna ao palco, numa singela participação afetiva, cantando, para retribuir ao filho a homenagem feita em vida, quando dividiram a cena em “O Filho da Mãe”, espetáculo de 2019, que reunia humor, música e muito afeto.



No palco, a narrativa acompanha o artista, desde sua infância, em Niterói, quando já imitava a mãe e as tias, até se tornar um dos nomes mais populares do humor brasileiro. O percurso atravessa seus primeiros passos no TEATRO, sua formação artística, o reconhecimento nacional, a criação de personagens icônicos e feitos históricos, como os mais de 11 milhões de espectadores de “Minha Mãe É Uma Peça 3”, a maior bilheteria da história do cinema nacional.



“Falar de PAULO GUSTAVO é falar de uma força da Natureza. Ele não veio do nada; veio do tudo: do amor imenso de DONA DÉA, da parceria de vida com JUJU, de uma coragem rara e de um brilho que o Brasil inteiro reconhece. Produzir este espetáculo é uma honra e uma travessia, porque cada cena carrega a memória viva de um artista que não apenas fazia rir, mas fazia sentir. PAULO GUSTAVO e DONA DÉA são patrimônios afetivos do Brasil”, afirma RENATA BORGES.



A trilha sonora é bastante eclética e combina canções já conhecidas, músicas presentes em sua trajetória, com outras originais, criadas para a montagem, refletindo sua irreverência, generosidade e impacto cultural. “A encenação articula humor e emoção, em uma dramaturgia que resgata não apenas o legado público, mas também as relações, referências e modos de criação que marcaram sua carreira”. (Trecho extraído do “release”, via GRAZY PISACANE.)



DONA DÉA reforça o caráter afetivo do projeto: “Meu filho tinha um talento e um coração raros. Tudo o que fez foi com muito amor e dedicação. Agora eu e JUJU vamos render a ele todas as homenagens e realizar um dos seus maiores sonhos: um grandioso espetáculo.” JU AMARAL completa: “O palco era a segunda casa do meu irmão. Ele pensava grande, queria tudo perfeito e tinha enorme respeito pelo público. É dessa forma que queremos homenageá-lo: com um espetáculo à altura de tudo o que ele foi e representou.” Esteja certa de que o objetivo foi plenamente atingido, JUJU.

 

 


 

FICHA TÉCNICA:

Idealização: Renata Borges e Dona Déa

Direção Geral e Produção Executiva: Renata Borges e Dona Déa

Direção Artística: Ju Amaral e João Fonseca

Dramaturgia: Fil Braz

Residência de Direção: Marcelo Vasquez

Direção Musical: Tony Lucchesi

Coordenação Artística: Lucas Pimenta

Músicas e Letras: Daniel Salve

Pesquisa e Colaboração Dramatúrgica: Beatriz Coelho

Coreografia: Alonso Barros

 

Cenografia: Nello Marrese e Victor Aragão

Figurinos: Theodoro Cochrane

Desenho de Luz: Daniela Sanchez

Desenho de Som: Gabriel D’Angelo, André Breda e Beatriz Martins

Visagismo: Anderson Bueno

Criação de Conteúdo: Bruna Junqueira (Maze FX)

 

Elenco: João Pedro Chaseliov e Pierre Baitelli (Paulo Gustavo - alternantes); Stella Maria Rodrigues (Dona Déa); Castorine (Juju); Marcelo Varzea (Júlio); Josie Antello (Iesa); Miguel Venerabile, Gabriel Gentil e Guilherme Baleixo (Paulo Gustavo Criança - alternantes); Bella Moraes, Ivana Tkotz e Nina Vargens (Juju Criança - alternantes); Cris Pompeo (Malu Valle e Iafa); Talita Castro (Penha); Pedro Madeira (Fil); Luiza Lewicki (Bia); Thiago Voltolini (Porchat); Gaspar (Majella); Oscar Fabião (Fábio); Lucas Colombo (Thales e Cover Paulo Gustavo); Valéria Barcellos (Vania, Samara e Camilão); Fabrício Negri (Gato de Botas); Elizândra Souza (Bianca(); Fernanda Sabot (Valdéa); Milena Machado (Fabiana e Cover Juju); André Celant (João Marcelo e Cover Fábio); Beto Màcedo (Ensemble e Cover Majella); Caio Nery (Ensemble e Cover Gato de Botas); Glauber Sevla (Ensemble); Cássia Sanches (Ensemble); Carol Donato (Swing); e Diego Lemos (Swing)

 

Direção de Elenco: Vanessa Veiga

Identidade Visual: Gus Perrella

Produtora: Renata Borges

Direção de Produção: Roberta Juricic

Gerência de Produção: Alyzandra Pessanha e Claudio Tizo

Coordenação Geral — Gui Barros

Fotos: Eny Miranda e Divulgação

 


 

 

 

SERVIÇO:

Temporada: De 28 de maio a 19 de julho de 2026.

Local: Teatro Multiplan – Shopping VillageMall.

Endereço: Avenida das Américas, nº 3900 – Barra da Tijuca - Rio de Janeiro.

Dias e Horários: De 4ª a 6ª feira, às 20h; sábado, às 16h e 20h; domingo, às 16h e 19h30min.

Valor dos ingressos: Plateia VIP: R$ 360 (inteira) e R$ 180 (meia-entrada); Plateia: R$ 320 (inteira) e R$ 160 (meia-entrada); Plateia Superior: R$ 280 (inteira) e R$ 140 (meia-entrada); Frisas: R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada); Camarotes: R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada); e Ingressos Populares: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada), limitados a 20% da capacidade.

Venda de Ingressos: Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/113483 (com taxa de serviço) e Bilheteria do Teatro (sem taxa de serviço).

Classificação Etária: Livre.

Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos).

Gênero: COMÉDIA Musical.

 


 

 

Com temporada inicial no Rio de Janeiro e circulação prevista por outras cidades, incluindo São Paulo, naturalmente, “MEU FILHO É UM MUSICAL” se impõe como um excelente produção, uma celebração da vida, da arte e da potência criativa de um dos artistas mais populares do país, motivo que me leva a RECOMENDAR O ESPETÁCULO.

 

 

 

 


FOTOS: ENY MIRANDA

e DIVULGAÇÃO.

 

 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO.