domingo, 31 de maio de 2026

 

“ELOGIO DA LOUCURA”

ou

(UMA ODE À LOUCURA.)

ou

(VIVA, E QUE VIVAM,

OS LOUCOS!)

 

 

 

          Qual o conceito de “loucura”? Não se trata de um termo médico, mas sim uma formulação de ideia ampla e cultural que se refere a comportamentos, pensamentos ou condições que fogem dos padrões de “normalidade” estabelecidos pela sociedade. Engloba desde ações inconsequentes e excentricidades até estados severos de sofrimento psíquico e perda de contato com a realidade. O significado pode ser compreendido a partir de diferentes perspectivas. Na linguagem coloquial, o termo é usado para descrever atitudes sem sentido, ousadia extrema, ou comportamentos que causam estranheza. Na psicologia e na psiquiatria, o termo técnico mais próximo é a “psicose”, que envolve sintomas como alucinações, delírios e dificuldade de distinguir a realidade da fantasia. Pode, ainda, aparecer, com variantes na história, sociologia e psicanálise.




          Na peça que está em cartaz, no Teatro II do CCBB-RJ (Ver SERVIÇO.), ela aparece sob a perspectiva de Erasmo de Roterdam (1466–1536), um filósofo, teólogo e escritor neerlandês (holandês), considerado o maior expoente do humanismo cristão no norte da Europa.  Nota-se, pois, que viveu o final da Idade Média e o início da Idade Moderna, tornando-se um dos maiores escritores, humanistas e teólogos de todos os tempos. Conhecido como o “príncipe ou rei dos humanistas”, ele foi uma figura central do Renascimento, defendendo ideais essenciais que transformaram a cultura, a educação e a religião em sua época. Defendeu uma educação humanista e liberal, liberta do controle estrito da Igreja e focada no estudo dos clássicos greco-romanos, no pensamento crítico e nas artes liberais. Propôs um retorno à simplicidade do Evangelho e às bases puras da fé, rejeitando dogmas rígidos, a ganância do clero, a venda de indulgências e rituais vazios. Era um pacifista convicto, que defendeu a tolerância religiosa, a liberdade de pensamento e o respeito ao próximo, o que encontramos na sua obra “O Elogio da Loucura”, que deu origem à peça aqui comentada. Acreditava que o ser humano tem a capacidade moral de escolher entre o bem e o mal, tendo escrito textos defendendo essa liberdade, o que o levou a discordar fortemente de Martinho Lutero




No livro adaptado para o Teatro, ele produziu uma sátira genial, na qual critica, duramente, a hipocrisia social, a corrupção do clero e a rigidez dos intelectuais da época.  Apesar de suas críticas terem antecipado e influenciado a Reforma Protestante, Erasmo recusou-se a romper com a Igreja Católica, preferindo trabalhar por uma reforma interna. Suas ideias sobre a autonomia do saber e o racionalismo lançaram bases fundamentais para o pensamento ocidental. 



          O livro de Erasmo recebeu uma interessantíssima adaptação para o palco e dramaturgia de LEONA CAVALLI e EDUARDO FIGUEIREDO, parceiros de já algum tempo, com brilhante direção deste e interpretação fabulosa daquela, espetáculo dos melhores a que venho assistindo, até agora, neste ano da graça de 2026. Diz o autor que “todos os loucos são felizes”. Nesta fonte, devem ter bebido Arnaldo Antunes e Rita Lee, quando compuseram “Balada do Louco: “Dizem que sou louco / Por pensar assim. / Se eu sou muito louco, / Por eu ser feliz. / Mas louco é quem me diz / E não é feliz”.

 



SINOPSE:

A obra, escrita como uma sátira à sociedade dos séculos XV e XVI, tornou-se atemporal e profundamente atual, por apresentar uma nova visão da loucura, expondo as relações de poder na sociedade, na política e na Igreja, como espelhos de si mesma.

Nessa versão para o TEATRO, a Loucura, materializada, é interpretada pela atriz LEONA CAVALLI, e se apresenta como personagem, mantendo a ótica, o sarcasmo e a sagacidade do conteúdo original da obra.

Como definição gramatical, “loucura” é insanidade, porém o autor não a representa dessa forma, mas sim como parte da estrutura do nosso mundo, que, como tal, clama por ser reconhecida e aceita.

 

 

          O espetáculo, como uma celebração dionisíaca, aporta no Rio de Janeiro, recém-estreado, depois de uma temporada de extremo sucesso, em São Paulo, e de ter cumprido muitas apresentações em diversas capitais brasileiras, como Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, entre outras, além de algumas cidades do interior de São Paulo.



          É impressionante ter que admitir que uma obra escrita em 1509, publicada pela primeira vez em 1511, possa ter chegado aos dias de hoje tão contemporânea e universal, numa linguagem clássica, sim, mas com total facilidade de ser entendida pelo público e admirada ao extremo, pela maneira como LEONA a faz chegar à plateia. Ainda hoje vivemos conflitos semelhantes aos de séculos atrás; a hipocrisia e a perda dos valores da vida ainda são recorrentes. Como exemplo da atemporalidade, o que o autor escreveu, em 1509, sobre o “mito” se encaixa, perfeitamente, nos dias de hoje.



O espetáculo propõe uma interatividade com o público, o qual embarca direto na proposta e se deixa levar pela fé cênica e total capacidade de LEONA CAVALLI, no quesito “comunicação”. As colocações do autor são totalmente pertinentes e aplicadas à realidade atual e o texto é saboreado, deliciosamente, pela atriz, uma das melhores de sua geração; e do Brasil. A versatilidade e a forma como se movimenta no palco fazem de LEONA a atriz perfeita, nascida, para interpretar a personagem.  



          Quem me lê e sabe apreciar e aplaudir um bom espetáculo de TEATRO precisa assistir a esta peça, para concordar comigo, em todos os itens. Da estupenda direção, de EDUARDO FIGUEIREDO, à marcante e impactante interpretação de LEONA CAVALLI, passando por todos os elementos de criação, como a feliz cenografia e adereços, de PAULA MARES e KELLY SIQUEIRA; o premiado figurino, de KELLY SIQUEIRA e MARIANA BAFFA; a insinuante iluminação, de GABRIELE SOUZA; e o visagismo, de EDUARDO FIGUEIREDO.



          Nada falta ou é “over” nesta peça; tudo funciona numa feliz engrenagem, numa encenação, repleta de ironia e humor, fazendo várias referências à loucura, presente nas artes, na História e na sociedade. A loucura, a insanidade mental, não é definida como uma condição humana que podemos adquirir. ERASMO DE ROTERDAM trata a loucura de uma forma externa ao homem, e o homem só será louco se desejar ser.



“Em um momento com tantas adversidades e repleto de inversões de valores éticos, políticos e sociais, um momento em que o homem apresenta sérios sinais de retrocesso e barbárie, a obra de ERASMO DE ROTTERDAM nos apresenta uma importante reflexão sobre civilidade e empatia nos dias atuais.”, diz o diretor EDUARDO FIGUEIREDO, do que não há como se discordar.



Um dos principais acertos nesta encenação é ter feito como o espetáculo fosse pontuado com música ao vivo, executada pelos talentosos DANIEL LÍBANO (violoncelo) CÉSAR LIRA (percussão), fazendo uma trilha sonora que transita entre o popular e o erudito, o contemporâneo e os ritmos étnicos.

 

 


 

FICHA TÉCNICA:

Da obra de Erasmo de Rotterdam

Dramaturgia e Adaptação: Leona Cavalli e Eduardo Figueiredo

Direção: Eduardo Figueiredo

Assistência de Direção: Alex Bartelli

 

Elenco: Leona Cavalli

Músicos: Daniel Líbano (Violoncelo) e César LiRa (Percussão)

Voz em “Off”: Antonio Petrin

Cenário e Adereços: Paula Mares e Kelly Siqueira

Figurinos: Kelly Siqueira e Mariana Baffa

Desenho de Luz: Gabriele Souza

Direção Musical e Trilha Sonora Original: Guga Stroeter

Visagismo: Eduardo Figueiredo

Maquiagem: Thiago Baréa

Perucas: Wellington Fontenele

Preparação Corporal e Movimento Cênico: Roberto Alencar

Produção Executiva: Paulo Travassos

Assistente de Produção: Renan Correia

Administração: Paulo Paixão

Financeiro: Thaiss Vasconcelos

Leis de Incentivo: Renata Vieira

Assessoria de Imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

Fotos de divulgação: Henrique Butcher e Caio Lírio

Ambientação fotos de divulgação: Ricardo Ishihama

Projeto de vídeo e projeções: Jonas Golfeto

Correalização e Produção: Manhas & Manias Projetos Culturais

Realização: Governo do Brasil e CCBB

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

 


 

Erasmo de Roterdam.


 

SERVIÇO:

Termporada: De 28 de maio a 28 de junho de 2026.

Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ) Teatro II.

Endereço: Rua Primeiro de Março, nº 66, Centro (Candelária) – Rio de Janeiro.

Dias e Horários: De 5ª feira a sábado, às 19h; domingo, às 18h.

Contato: 21 3808-2300 | ccbbrio@bb.com.br

Valor dos Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), à venda na bilheteria do CCBB ou pelo “site”bb.com.br/cultura

Classificação Indicativa: 16 anos.

Duração: 80 minutos 

Gênero: Tragicomédia.

 

 

 

          Não faço a recomendação da peça da boca para fora; é, realmente, um espetáculo que não pode deixar de ser visto. A maior prova disso é que vou agendar nova data para revê-lo, com muito prazer.     

 

 

 

 

FOTOS: HENRIQUE BUTCHER

e

CAIO LÍRIO


GALERIA PARTICULAR

(Fotos: Paulo Paxão)















É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!

 

 

 







































































segunda-feira, 25 de maio de 2026

 

“O TALENTOSO

RIPLEY”

ou

(UMA PROVA

CONTUNDENTE

DE QUE O BOM

TEATRO SALVA;

E SE SALVA.)

 

 


 

            Já em final de sua segunda, e última, temporada no Rio de Janeiro, está em cartaz, no Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim, até o dia 31 de maio (2026) (VER SERVIÇO.), um instigante espetáculo. Trata-se de “O TALENTOSO RIPLEY”, que traz, à frente de um afinado elenco, em notável interpretação, HUGO BONÈMER, como o protagonista.







 

SINOPSE Nº 1:

Tom Ripley (HUGO BONÈMER) é um mestre da camuflagem social, um jovem invisível em Nova York, que vê, na fortuna de uma família, a chave para a vida que sempre cobiçou.

Ao se infiltrar no cotidiano luxuoso de Richard Greenleaf (FRANCISCO PAZ), a admiração de Tom transmuta-se, rapidamente, em uma obsessão paranoica e predatória.

Ripley é um sociopata que manobra sua entrada na vida exuberante de um jovem herdeiro, de férias na Itália, neste aterrorizante suspense.

A montagem foca na perspectiva psicológica do protagonista.


 

 



 

SINOPSE Nº 2:

Tom Ripley (HUGO BONÈMER) possui um dom incomum: é capaz de imitar, com perfeição, a assinatura, a voz, o modo de se mexer, ou seja, tudo de cada pessoa.

Graças a um casaco emprestado, conhece o empresário Herbert Greenleaf (CASSIO PANDOLFH), que lhe oferece uma vultosa quantia para ir à Europa, a fim de trazer de volta o seu filho, e herdeiro, Richard (FRANCISCO PAZ).

Ripley aceita a oferta e termina por desfrutar da boa vida e da amizade de Richard e de sua namorada Marge (GUILHERMINA LIBANIO), tornando-se hóspede de ambos.

Desconfianças pairam, entretanto, sobre o passado de Ripley, criando situações contrárias aos seus interesses, o que o leva a matar Richard e assumir a sua identidade.


 

 


 

        Além de protagonizar a trama, HUGO BONÈMER ainda assina a produção artística, a direção, juntamente com KAMILLA RUFINO, e a cenografia da peça, além de “jogar em outras posições”. Trata-se de uma nova e provocadora encenação, que merece muitos aplausos e ser vista pelo maior número possível de espectadores.




    Sobre seu personagem, BONÈMER diz: “Trabalhar um personagem com a estrutura psicológica do Tom exige que eu visite lugares que, em princípio, me causam bastante desconforto. O texto da adaptação da PHYLLIS NAGY opta por uma abordagem que humaniza as motivações dele, dando peso aos traumas e dores que o moldaram. Por isso, em vez de interpretá-lo como um monstro unidimensional, estou investigando o que levou Tom Ripley a esse ponto. É um exercício de empatia perigoso, porque, ao entender as justificativas dele, o público se vê forçado a confrontar o fato de que a distância entre o normal e o extremo é muito mais curta do que gostamos de admitir”.





     Creio que o ar sedutor de BONÈMER, que ele leva para o palco, associado à sua imensa inteligência cênica, não permitem que o público, de uma forma geral, odeie o personagem, como seria de se esperar. Para mim, pelo menos, Tom Ripley funcionou como um certo anti-herói, dos mais complexos da cultura contemporânea.




       O personagem protagonista desperta uma dúvida: é “do mal”, conscientemente e por vontade própria, ou seria ele um ser doentio, refém de um passado que não vem à tona de forma total? O fato é que a plateia chega a se tornar “cúmplice” da lógica do protagonista. A narrativa se constrói a partir de um ponto de vista que busca convencer o espectador a validar as escolhas do personagem, por mais extremas que sejam, dentro do que se pode chamar de “normalidade”.




      “O espetáculo é uma narrativa em primeira pessoa; o tempo todo ele tenta convencer o espectador a acreditar no seu ponto de vista, tentando validar cada escolha, por mais terrível que seja. Acredito que o potencial mais assustador dessa montagem seja o momento em que as pessoas perceberem que estão compreendendo ou até defendendo a perspectiva dele. Acredito que essa proximidade se conecte com as guerras atuais de narrativas”, complementa o intérprete de Tom Ripley. Eu não tenho a menor dúvida de que assim é, de que assim transcorre a peça, até o desenlace desafiador.





             O livro original foi escrito em 1955, já tendo sido adaptado para o cinema, depois da transposição para as tábuas, com grande sucesso, porém é a primeira vez que a obra, em seu formato para o palco, é produzida no Brasil, e em língua portuguesa.




                Ainda que seja classificado, oficialmente, quanto ao gênero, como um “thriller psicológico” ou uma “peça de terror”, não acredito que seja essa a melhor apresentação da peça. Vejo-a como um forte “drama de suspense”, que não chega a assustar tanto nem a provocar arrepios de horror no público. Penso que o que a peça mais faz é provocar uma “reflexão sobre desejo, inveja, mobilidade social e construção de imagem, temas absolutamente contemporâneos”. Há, na peça, uma ideia de “mergulhar nas zonas cinzentas da identidade: até onde alguém acha que pode ir para ser amado, aceito ou reconhecido?”.





           A peça carrega em si tudo o que pode levar alguém, como eu, a recomendá-la: um texto denso, profundo e inteligente; uma direção bastante enxuta e criativa demais, calcada na farsa, no naturalismo e no realismo fantástico; um elenco homogêneo e convincente, com destaque para HUGO BONÈMER, que, salvo engano, não sai de cena em momento algum; e um conjunto de criadores totalmente necessários à encenação: cenografia (HUGO BONÈMER), figurinos (SERGIO MEDINA e JOE NICOLAY), iluminação (RENATO MACHADO) e direção musical e trilha sonora original (TAUÃ DE LORENA e LAURA GABRIELA).




 


FICHA TÉCNICA:

Idealização: Francisco Paz (Unfinished Business)

Adaptação para Teatro: Phyllis Nagy (da obra de Patricia Highsmith)

Tradução: Hugo Bonèmer e Francisco Paz

Adaptação: Hugo Bonèmer

Direção: Hugo Bonèmer e Kamilla Rufino

 

Elenco (por ordem alfabética): Cassio Pandolfh (Herbert Greenleaf e Tenente Roverini), Francisco Paz (Richard Greenleaf), Guilhermina Libanio (Marge e Sophia), Hugo Bonèmer (Tom Tipley), João Fernandes (Marc e Freddie), Laura Gabriela (Emily Greenleaf e Tia Dottie) e Tom Nader (Red, Fausto e Silvio)

 

Cenografia e Adereços: Hugo Bonèmer

Figurino: Sergio Medina e Joe Nicolay

Assistência de Figurino: Rafaela Angelon

Iluminação: Renato Machado

Direção Musical e Trilha Sonora Original: Tauã de Lorena e Laura Gabriela

Operação de Luz: Ingrid Lopasso

Operação se Som: Guilherme Rodrigues

Contrarregra e Camareiro: Leo Nunes

"Design": Guilherme Dias Goulart (Tribbo)

Fotos: Peter Wrede, Luan Rabelo, Roberto Filho e Roberto Carneiro

Tráfego Pago: Danilo Costa

Mídias Digitais: Hugo Bonèmer

Produção de Base: Linda Gomes

Direção de Produção: Hugo Bonèmer (Hmm-Hum Produção)

Assessoria de Imprensa: Grazy Pisacane (GPress)


 

 



 


SERVIÇO:

Temporada: De 03 a 31 de maio de 2026.

Local: Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim.

Endereço: Avenida Vieira Souto, nº 176 - Ipanema, Rio de Janeiro.

Dias e Horários: 6ª feira e sábado, às 20h; domingo, às 19h.

Valor dos Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada).

Vendas: “Site" da Funarj e Bilheteria do Teatro.

Duração: 110 minutos (sem intervalo).

Classificação Etária: 18 anos.

Gênero: Drama (Suspense / Terror).

 

 




          Diante de tudo já exposto, RATIFICO A MINHA RECOMENDAÇÃO DA PEÇA.

 

 



 

FOTOS: PETER WREDE,

LUAN RABELO,

ROBERTO FILHO

E

ROBERTO CARNEIRO

 

 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!