“GONZAGUINHA É”
ou
(UM TRIBUTO
DIGNO DE TODOS
OS APLUSOS.)
Depois de, por duas vezes, ter agendado e desmarcado, por suma necessidade, independentemente da minha vontade, lá fui eu, no primeiro dia da última semana de temporada, numa noite de uma quinta-feira (22/10/2026), ao sabor da quase antevéspera de uma eleição efervescente para a presidência do país, ao Teatro SESC Ginástico, para assistir a mais um musical biográfico, desta vez numa homenagem a um talentoso compositor e cantor brasileiro: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, ou, simplesmente, Gonzaguinha, como era conhecido no panorama da Música Popular Brasileira. Um espetáculo para exaltar sua vida, sua música e toda a sua contribuição para a arte brasileira, tendo, no palco, uma parte da “Cia. Barca dos Corações Partidos” como uma das grandes atrações; com certeza, a maior. Gonzaguinha e a “Barca”. Poderia dar errado? Quase impossível. E não deu mesmo.
SINOPSE:
O espetáculo musical “GONZAGUINHA É” é uma
narrativa poética e biográfica sobre a vida e a obra do cantor e compositor Gonzaguinha.
A peça acompanha a história do artista, desde a sua
infância, no Morro de São Carlos, Estácio, no Rio
de Janeiro, até a sua consagração como um dos maiores nomes da Música
Popular Brasileira.
O roteiro explora sua independência artística, os
embates e a resistência contra a censura, durante a ditadura militar, o sucesso
popular e a relação e o reencontro com o pai, Luiz Gonzaga, com
quem cruzou o país cantando.
Como base dramatúrgica, o fio
condutor da história utiliza os versos das canções do artista, além de textos
deixados por ele e entrevistas concedidas ao longo da vida.
Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 - Renascença ou Marmeleiro, 29 de abril de 1991) era filho registrado, mas não biológico, do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga e de Odaléia (ou Odaléa, como também aparece grafado) Guedes dos Santos, cantora do “Dancing Brasil”. Compôs sua primeira canção, “Lembranças da Primavera”, aos 14 anos. Estudou Economia na Universidade Candido Mendes. Foi um dos fundadores do “Movimento Artístico Universitário” (MAU), juntamente com Aldir Blanc, Ivan Lins, Marcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho, além de outros (VIVA A RUA JACEGUAI, Nº 27, NA TIJUCA, E O PSIQUIATRA E INSTRUMENTISTA ALUÍZIO PORTO CARRERO DE MIRANDA! - Pesquisem!). Tal movimento teve importante papel na Música Popular do Brasil, nos anos 1970. Sua obra misturava lirismo e poesia com aquilo que mais o destacou, ou seja, sua postura de crítica à ditadura, tendo sido visado e perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), de triste lembrança, o ignóbil, desprezível, terrível, temido e cruel órgão de repressão da polícia política, criado em 1924 e que atuou, fortemente, durante os períodos do Estado Novo (1937–1945) e a Ditadura Militar (1964–1985), responsável por prisões, torturas, assassinatos e desaparecimento de pessoas. Basta saber que, de 72 canções de Gonzaguinha, mostradas a esse nefasto aparelho repressivo, braço armado do regime ditatorial, 54 foram censuradas, entre as quais o primeiro sucesso, “Comportamento Geral”:
“COMPORTAMENTO GERAL”
(Gonzaguinha)
(Contém ironia; muita ironia.)
“Você deve notar que não tem mais tutu
E dizer que não está preocupado.
Você deve lutar pela xepa da feira
E dizer que está recompensado.
Você deve estampar sempre um ar de alegria
E dizer: “Tudo tem melhorado”.
Você deve rezar pelo bem do patrão
E esquecer que está desempregado.
Você merece! Você merece!
Tudo vai bem, tudo legal!
Cerveja, samba e amanhã, Seu Zé,
Se acabarem com teu carnaval?
Você deve aprender a abaixar a cabeça
E dizer sempre: “Muito obrigado!”.
São palavras que ainda te deixam dizer,
Por ser homem bem disciplinado.
Deve, pois, só fazer pelo bem da nação
Tudo aquilo que for ordenado,
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem-comportado.”
Tive o enorme prazer e a honra de ter
conhecido, pessoalmente, o artista, no início de sua carreira, em alguns encontros promovidos pelo
MAU e nas nossas andanças pelos festivais de música da vida.
Nossos caminhos, de jovens rebeldes, lutando contra os milicos de uma ditadura militar,
se cruzaram por um bom tempo. Muitos anos mais tarde, voltei a ter contato com
a família, quando fui professor de um dos seus filhos, aquele que lhe seguiu os
passos na carreira artística, Daniel Gonzaga, também muito
talentoso, que tanto se empenha para preservar as memórias do pai e do avô,
pelo que tanto o admiro.
Consigo dividir a trajetória artística do
artista em dois grandes momentos. No início da carreira, mostrava-se mais numa
versão “agressiva” e pouco agradável aos olhos dos meios de
comunicação e dos “gorilas” do regime de exceção, o que lhe
rendeu a alcunha de “cantor-rancor”, com canções ásperas, como “Piada
Infeliz” e “Erva Rasteira”, por exemplo. Compunha
e cantava aquilo que, à época, recebia a tarja de “música de protesto”,
não se acovardando e escrevendo letras em que criticava a ditadura e suas
mazelas. Tive o prazer de ouvir, em audição especial para mim, tão logo acabou de ser composta, uma das minhas canções preferidas de Gonzaguinha, "Dias de Santos e Silvas". Os temas eram, consistentemente sociais. A partir de um determinado
momento, até o final da carreira, via-se nele um extremoso poeta, que sabia
como pintar o amor em seus versos, mantendo, porém com menos robustez, seu foco
em críticas sociais. São desta segunda fase, por exemplo, grandes “hits”,
como “Recado”, “Começaria Tudo Outra Vez”, “Explode
Coração”, “Espere Por Mim Morena”, "Grito De Alerta", “Sangrando”, “Eu Apenas Queria Que Você Soubesse”,
“Caminhos Do Coração”, “O Que É, O Que É”, “Feliz”,
“Mamão Com Mel” e "Lindo Lago do Amor", todas
canções emblemáticas, gravadas por ele e pelos maiores intérpretes da nossa
música, principalmente as cantoras, como Elis Regina, Maria
Bethânia, Simone, Gal Costa, Zizi Possi e Alcione. Questões
sociais, relações humanas, amor, esperança, infância e a crença na
possibilidade de um futuro diferente desfilam pelas suas consistentes letras.
Gonzaguinha morreu, trágica e precocemente, aos 45 anos,
em 29 de abril de 1991, vítima de um acidente automobilístico, ao
regressar de uma apresentação, contudo ainda permanece -
e tudo indica que, para sempre, permanecerá - como uma presença viva na
cultura musical brasileira. Seu talento e sua memória vêm passando de geração a
geração, e foi lindo e emocionante ter estado, na noite de ontem, no meio de
muitos jovens, naquela plateia, os quais entoavam, exuberantemente, os sucessos
do artista.
Ele “cantou o Brasil e os
brasileiros. Ao longo de sua trajetória, construiu uma obra contundente e,
também, profundamente afetiva. Falou de liberdade, tocou nas feridas da
desigualdade e dos embates políticos, mas também cantou o amor, a esperança, o
desejo e a alegria de estar vivo.”. Gonzaguinha tem as cores, e é a
cara, do Brasil, tendo-nos legado tantas belíssimas canções que, até
hoje, fazem parte da memória afetiva de muitas gerações de brasileiros.
Gonzaguinha é o protagonista de “GONZAGUINHA
É”, um musical biográfico que foge ao formato padrão desse
tipo de TEATRO, que tanto amo e pelo qual tanto luto, sempre
exaltando-o e divulgando-o. A montagem parte não somente dos traços biográficos
do artista, mas também da sua trajetória artística e das canções do compositor,
“para mergulhar nas muitas dimensões de um artista que transformou sua
própria história em uma maneira de falar sobre o Brasil”. Atrai muito a
atenção e a aprovação do público a proposta interessante, ainda que não inédita
ou tão original, o que, em absoluto, não é nenhum problema, de, durante a
encenação, cada um dos artistas assumir o papel do homenageado, revezando-se
nos instrumentos musicais, o que já se tornou marca das criações da companhia “Barca
dos Corações Partidos” e que, nos últimos tempos, vem se tornando uma
prática muito “na moda”, nos palcos brasileiros, o que acho
formidável. A verdade é que, se um(a) ator(atriz) pensa, nos dias de hoje, em
atuar num espetáculo musical, além de interpretar, cantar e dançar, faz-se
necessário, também, que ele(ela) toque algum instrumento musical; isso agrega
valor ao seu currículo e lhe facilita muito a abertura de portas.
A
peça marca o retorno, aos palcos, da fabulosa companhia “Barca dos
Corações Partidos”, um dos grupos mais celebrados do TEATRO
musical brasileiro, ao desenvolver uma linguagem própria, na
combinação entre quatro elementos: TEATRO, música, dança
e “performance”, e tendo a cultura brasileira como matéria-prima
de suas criações. A “Barca” está aqui não na sua formação
original e completa, mas com quatro de seus magistrais componentes: ADRÉN
ALVES, ALFREDO DEL-PENHO, BETO LEMOS e RICCA BARROS, na
luxuosa companhia de quatro atrizes convidadas: ANA MAGA, LUIZA
LOROZA, NÍVEA MAGNO e THATI DIAS.
Tecer
elogios ao trabalho da “Barca” já se tornou um lugar-comum,
sempre que eles nos brindam com um novo espetáculo. São dotados, todos,
inclusive os que não estão nesta montagem, de um talento descomunal, a cada
dia, mais aprimorado, em se tratando de usar a voz e o corpo, em suas atuações,
além da maneira como, habilmente, lidam com os instrumentos musicais, desde 2012,
quando de seu primeiro trabalho: “Gonzagão – A Lenda”, por
coincidência, levado à cena no mesmo Teatro onde estão em cartaz.
Foi o pai; agora, o filho. Eu, muito facilmente, me deixo fascinar pelo
vozeirão do RICCA BARROS, pelo belíssimo timbre de voz e afinação de ALFREDO DEL-PENHO, pelo brincar com a voz, domesticando-a e oscilando entre o mais
agudo e o mais grave do ADRÉN ALVES e pela eletricidade e postura de
multi-instrumentista de BETO LEMOS. Tudo isso, junto e misturado, é a “Barca”,
que jamais naufragou num palco e continua singrando os mares do TEATRO
musical, sempre se superando. Quando a gente pensa que, deles, não
sairá mais nada, sempre é possível espremer o pano, que vai sair mais caldo.
Já
em produções anteriores, a “Barca” vem entrando em cena na
companhia de artistas convidados, sempre com muito acerto e aceitação do público;
desta vez, não foi diferente. Parte dos titulares da trupe está na companhia de
quatro atrizes fenomenais, que também cantam, dançam e tocam
vários instrumentos musicais, das quais eu, salvo engano, só conhecia o ótimo
trabalho de LUIZA LOROZA, em sua terceira experiência ao lado dos
“barqueiros”. Junto a ela, ANA MAGA, NÍVEA MAGNO e
THATI DIAS constituem uma grande força a mais para o rendimento da peça.
Soube, por um dos atores da “Barca”, um velho amigo meu, como são
todos os demais, que as quatro, num dos momentos das audições, apresentaram um
trabalho coletivo, que encantou a todos e lhes rendeu o convite para esta
navegação. Sinceramente, quem não conhece o histórico da “Barca”
pensa que o quarteto de atrizes sempre fez parte da companhia, tal é o
entrosamento do octeto, no palco, e tão fácil e rapidamente as artistas
assimilaram a linguagem e a estética da “Barca dos Corações Partidos”.
Que prazer é ver e ouvir essas grandes multiartistas, cada uma com seu
diferencial, mas todas com um ponto convergente: o talento artístico. Quero
vê-las sempre, e mais, em musicais. É surpreende ver que o elenco, quando
canta, o faz também com todo o corpo.
O
conjunto dos oito "actantes" é, absolutamente, fantástico, da mesma forma como
posso adjetivar o rico trabalho de direção da festejada e
premiada atriz e diretora INEZ VIANA, sempre tão precisa e
criativa no que faz. Econômica e certeira nas marcações e nas leituras das
entrelinhas de cada uma das cenas da preciosa dramaturgia, de BRAULIO
TAVARES e ANA CARBATTI,
faz, do simples, algo sofisticado, da forma mais dinâmica e expressiva
possível. Ela valoriza todos os meandros percorridos pelo homenageado, levando
em consideração, como não poderia deixar de ser, o contexto em que cada
situação ocorre.
Do
ponto de vista da plasticidade, ponto sempre destacável nas
montagens da “Barca”, confesso que esperava ver mais cores e brilhos cintilando
aos meus olhos, bem mais do que já vi em outras produções da companhia, o que, absolutamente,
não significa que desaprovo alguma coisa da cenografia, dos figurinos
e da iluminação. Os três elementos também se destacam nesta
produção.
MINA
QUENTAL,
para o cenário, optou por um visual mais discreto e um tanto minimalista, formado, básica e predominantemente,
por uma grande estrutura em cor neutra, escura, nas duas laterais do palco, com
um fundo livre, utilizando cubos e retângulos pretos, de dentro dos quais, a
todo momento, brota uma surpresa, como instrumentos
musicais e elementos cênicos.
CAROL LOBATO desenhou figurinos
alegres e coloridos, não tanto como eu expectava, estabelecendo um contraste
marcante com a cenografia. É importante dizer que, em função dos
muitos movimentos dos atores e da necessidade de liberdade e conforto para as
danças e a execução dos instrumentos musicais, as indumentárias foram pensadas,
de modo a facilitar a locomoção, os movimentos e a troca de posições no palco. Para
completar, destaco o ótimo acabamento das peças.
ANA LUZIA MOLINARI DE SIMONI, de há muito, deixou de ser citada como “a filha do Aurélio
- de Simoni, um dos maiores iluminadores do TEATRO brasileiro -, para
ganhar a sua própria assinatura e digital, uma identidade, diga-se de passagem,
personalíssima, além do destaque que seu trabalho de iluminadora merece. Cumprindo aquilo que,
de ordinário, é a função maior de um desenho de luz – pôr em relevo o que
deve ser destacado – a artista criativa promove uma verdadeira
conversa entre a luz e tudo o que se destaca em cena, seja móvel, seja estático.
No tocante ao texto, à dramaturgia,
a quatro mãos e dois cérebros pensantes e criativos, de BRAULIO TAVARES e ANA CARBATTI, afirmo que a dupla, utilizando, cada um, seus dez dedos -
Se fossem nove, não haveria o menor problema. “Entendedores entenderão”. -,
os autores da peça, foi muito feliz no garimpo das frases e
dos trechos das canções de Gonzaguinha, incrementando o texto
dramático com um trabalho autoral de primeira qualidade.
Preciso
falar, também, de algo da maior importância na montagem de um espetáculo
musical, que são a direção musical e os arranjos
(musicais e vocais), a cargo, aqui, de ALFREDO DEL-PENHO e BETO
LEMOS, a meu juízo, os dois que mais entendem de música, na “Barca”,
por suas formações acadêmicas, no ramo, e pela vasta experiência nesse terreno.
Os dois ousaram, no melhor dos sentidos, visando a nos apresentar verdadeiras
joias muito valiosas, quando despem as canções de Gonzaguinha dos arranjos a
que estamos acostumados a ouvi-las, para ocultar a consequente nudez,
vestindo-as com belas propostas, assaz criativas, que muito agradam aos
ouvintes e admiradores da boa música. Notáveis são os andamentos de muitas das canções
que fazem parte da extensa trilha sonora da peça, composta, na
sua grande maioria, pelos grandes “hits” do "Moleque
Gonzaguinha", com um detalhe importantíssimo: ALFREDO e BETO
tiveram que trabalhar sobre muitas das canções, popularmente, chamadas de “lado
B”, as quais muitos dos admiradores do compositor não conheciam. Orgulho-me
de saber cantar todas elas.
Praticamente,
todos os trabalhos anteriores da “Barca” contaram com os
préstimos de Duda Maia, como responsável pela direção de
movimento, sempre muito marcante e facilmente identificável. Desta vez,
porém, a função caiu no colo de DENISE STUTZ, consagrada bailarina
e coreógrafa, que também muito se destaca no ofício de fazer os atores
se movimentarem em cena, explorando-os da cabeça aos pés. E o resultado é o
melhor possível. DENISE é um bom percentual de importância nesta
montagem.
Apesar
de, felizmente, não sofrer de nenhuma perda auditiva, sempre me preocupo, de
forma empática, mormente em musicais, em saber se os sons que emanam do palco,
palavras e frases faladas e cantadas, estão chegando, com a devida clareza, aos
ouvidos de todos os espectadores; a mixagem entre o universo de sons e ruídos,
sem que uns se sobreponham aos outros, é de suma importância neste tipo de espetáculo. Parabéns a GABRIEL
D’ANGELO, por mais um de seus excelentes trabalhos, como “designer”
de som.
Devemos
a grata oportunidade de poder assistir a esta marcante produção à “Sarau
Cultura Brasileira”, na pessoa de ANDRÉA ALVES, que assim se
expressa sobre o musical: “A obra dele (Gonzaguinha) fala de um Brasil
profundo, de um Brasil real. Gonzaguinha atravessou momentos de luta pela
democracia e pela manutenção de direitos, mas, quando começamos a revisitar sua
obra, percebemos o quanto seria reducionista enxergá-lo somente como um
compositor político. Ele fala muito de amor, das crianças, do futuro e da
esperança. Existe uma delicadeza enorme ali. É algo que queremos sublinhar no
espetáculo.” Desejo da produtora totalmente atingido.
FICHA
TÉCNICA:
Idealização
e Produção Artística: Andréa Alves
Texto:
Braulio Tavares e Ana Carbatti
Direção
Artística: Inez Viana
Assistência de Direção: Ana Carbatti
Direção
Musical e Arranjos: Alfredo Del-Penho e Beto Lemos
Assistência de Direção Musical: Xandão Viana
Elenco:
CIA. BARCA DOS CORAÇÕES PARTIDOS: Adrén Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos e Ricca Barros + ARTISTAS
CONVIDADAS: Ana MaGa, Luiza Loroza, Nívea Magno e
Thati Dias
Cenografia: Mina Quental
Figurino: Carol Lobato
Iluminação:
Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção
de Movimento: Denise Stutz
Desenho de Som: Gabriel D’Angelo
Operação de Som: Jorge Baptista
Operação de Luz: Rommel Equer
Projeto Gráfico: Beto Martins
Assessoria de Imprensa: Pedro Neves
Fotos: Marcelo Rodolfo (cena) e Renato Mangolin (estúdio)
Consultoria Criativa: Nanan Gonzaga
Direção
de Projetos: Leila Maria Moreno
Coordenação de Produção: Hannah Jacques
Produção Executiva: Matheus Castro
Produtor Assistente: Wallace Lau
Realização: Sarau Cultura Brasileira, Alvoroço Criação e Produção Cultural, SESC (Serviço Social do Comércio) e Ministério da Cultura ("Lei Rouanet").
SERVIÇO:
Temporada:
De 25 de setembro a 25 de outubro de 2026.
Local: Teatro
Sesc Ginástico.
Endereço:
Avenida Graça Aranha, nº 187, Centro – Rio de Janeiro.
Dias e Horários:
5ªs e 6ªs feiras, às 19h; sábados e domingos, às 17h.
Valor dos Ingressos
– 5ª feira e domingo: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia-entrada); R$ 16,50
(credencial convênio empresário); R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados);
Gratuito, para público cadastrado no PCG. 6ª feira e sábado: R$ 60 (inteira);
R$ 30 (meia-entrada); R$ 16,50 (credencial convênio empresário); R$ 15
(credencial plena Sesc e conveniados); Gratuito, para público cadastrado no PCG
Venda de
Ingressos: “On-line”, pela plataforma INGRESSO.COM (com cobrança de taxa
de serviço) ou na Bilheteria do Teatro (sem cobrança de taxa de serviço).
Horário de
funcionamento da Bilheteria do Teatro: De 3ª feira a domingo, das 10h às 19h.
Não abre em dias de feriado.
Duração:
120 minutos.
Classificação
Indicativa: 12 anos.
Gênero:
Musical.
Os verdadeiros cidadãos de bem sentimos
muito a sua falta, prezado homenageado: do Gonzaguinha e do Luiz
Gonzaga do Nascimento Júnior, o cidadão. Você seria muito útil ao país,
neste momento em que a DEMOCRACIA,
infelizmente, graças à insanidade e irresponsabilidade de muitos, “se
equilibra na ponta da faca”. Foi linda e emocionante a reação da
plateia de ontem, como deve estar acontecendo em todas as sessões, desde a
estreia do espetáculo, o qual, na esperança de que volte ao cartaz, RECOMENDO COM O MAIOR EMPENHO.
FOTOS: MARCELO RODOLFO (cena)
e
RENATO MANGOLIN (estúdio).
É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que
a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais.
Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de
melhor no TEATRO.




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