segunda-feira, 27 de julho de 2026

 

“DOCE ÁRIDO”

ou

(MUITA MINEIRICE,

SEGREDOS E

MISTÉRIO NO AR.)

 

 


 

         De repente, de onde nem tanto esperamos, confesso, surge uma ótima surpresa, em forma de espetáculo teatral, que me fez, particularmente, deixar o Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa, muito feliz e bastante curioso. A referência que faço é à peça “DOCE ÁRIDO”, recém-estreada, com texto e direção de TAIRONE VALE. Da mesma forma, devem ter voltado para as suas casas as demais pessoas presentes naquele Teatro no último sábado (25 de agosto de 2026), a julgar pela maneira como se manifestaram, em efusivos aplausos, ao final da apresentação.



O espetáculo reúne, em cena, três excelentes atrizes mineiras: PRI HELENAREBECA FIGUEIREDO LAYLA PAGANINI, que dão vida a três gerações de mulheres, responsáveis por sustentar a casa, em uma pequena roça no interior de Minas Gerais, com a produção artesanal de doce de leite. O que deve ter feito brotar, no autor do texto, a ideia de explorar o tema? Mistério. É evidente que a peça não é sobre a vida e a lida de três doceiras. Isso é uma espécie de pretexto; ou pré-texto. A dramaturgia move o espectador a se questionar sobre o que ele seria capaz de fazer, diante da chance de transformar a própria vida. Isso em função de um inesperado pedido – uma fortuita encomenda -, vindo do exterior, que surge como a chance de mudar as vidas daquelas mulheres. É quando a família mergulha em uma intensa rotina de trabalho, para conseguir entregar a encomenda dentro do prazo, entretanto o maior obstáculo, para essas mulheres, não é o tempo, e sim são os segredos do passado.




SINOPSE:

O espetáculo retrata três gerações de mulheres no interior de Minas Gerais, que enfrentam segredos do passado, após receberem uma vultosa encomenda internacional de doce de leite, o ganha-pão da família.

A trama principal aborda os conflitos familiares, o peso da tradição e o desejo de liberdade.

Avó, mãe e filha vivem em uma roça, produzindo doce de leite artesanal.

Um pedido internacional surge para mudar a vida financeira delas.

Mais do que o prazo curto, pesam os segredos antigos e as marcas de um parto complicado.


 

 


       O texto é brejeiro, maduro, bem cheio do modo de se falar no interior mineiro, mostrando o cotidiano das três personagens, a mais nova das quais, Maria Lúcia (REBECA FIGUEIREDO), ainda com a preocupação de cuidar de uma filha bebê, Maria Clara, diante do compromisso assumido de conseguir fabricar e entregar o quantitativo de doce de leite encomendado, gerando um atrito entre elas, por conta da lida diária com outros afazeres. Sua mãe é Maria Antônia (PRI HELENA) e a avó, Maria Quitéria (LAURA PAGANINI), as três enfrentando conflitos silenciosos que parecem não querem compartilhar com ninguém, cada uma mais arraigada às suas dores, ao seu passado, longínquo e recente.



         O maior mérito de TAIRONE VALE, como autor do texto, é fazer com que este se desenvolva linearmente, abrindo muitos espaços para uma gama enorme de questionamentos, criando um clima de mistério, que mantém o espectador, por 90 minutos, atento e preso à narrativa, cada vez mais interessado no desfecho da trama.



         A roda da vida não para de girar e, de repente, sem que menos se espere, um fato pode surgir e virar do avesso as relações entre pessoas consanguíneas, de modo a tornar opacas as visões de uma em relação às outras, as três protagonistas desta história. Um fato gerador de transformações de hábitos e comportamentos humanos. E o ser humano, diante de uma pressão, é capaz de agir de formas estranhas e pouco ortodoxas.  



      Trecho extraído do “release”, a mim enviado por PAULA CATUNDA (assessoria de imprensa): “Quando um inesperado pedido, vindo do exterior, surge como a chance de mudar suas vidas, a família mergulha em uma intensa rotina de trabalho, para conseguir entregar a encomenda dentro do prazo. Mas o maior obstáculo, para essas mulheres, não é o tempo, e sim são os segredos do passado. Entre as consequências de um parto complicado e a escassez que ronda a casa, mãe, filha e avó se equilibram entre o peso da tradição e o desejo de liberdade. Pressionada pelo prazo curto, Maria Antônia (PRI HELENA) exige dedicação total à produção da encomenda. A jovem Maria Lúcia (REBECA FIGUEIREDO) se divide entre o tacho de doce e os cuidados com sua frágil recém-nascida, Maria Clara. Observando tudo pelas frestas, a matriarca, Maria Quitéria (LAYLA PAGANINI), sabe que a fragilidade dessas relações pode colocar tudo a perder.”. Maria Antônia muito se orgulha da qualidade do “seu” doce , como se o mérito não tivesse que ser dividido com a mãe e a filha, esta muito atenta ao trabalho pesado de mexer o tacho, para não desagradar à mãe.



     Trata-se de uma narrativa de ficção, todavia, segundo o já referido “release”, TAIRONE VALE, para escrever o texto, em 2013, mergulhou fundo numa pesquisa, resgatando memórias da sua infância, bem como os afetos construídos pelas matriarcas de sua família. Antes desta produção, que ocupa o palco do emblemático Teatro Ipanema, para simplificar, a peça foi apresentada, pela primeira vez, em Juiz de Fora, e foi, também, apresentada, no ano em curso, no “Festival de Curitiba”, com grande sucesso e aprovação do público local. Eu estava lá, na ocasião, mas, por motivos vários, infelizmente, não pude assistir ao espetáculo. “Um dos motivadores para este trabalho foi pensar no que aconteceria, se uma mulher tivesse depressão pós-parto em um cenário isolado, rural, sem estrutura e recursos.”, diz TAIRONE.



        A história abre, na cabeça de cada espectador, um leque de possibilidades. Tudo é possível e nada é descartado. A figura de um personagem masculino (Ele), que desapareceu do local e que é citado, várias vezes, na história, reporta a várias ilações. Quem seria Ele e qual a sua importância na trama? Poupá-los-ei das minhas conclusões sobre a relação do personagem e as mulheres da história. Viajem à vontade! Essa deve ser a intenção do autor do texto. E o que pode ter acontecido num parto tão difícil, que ocorre enquanto o público vai adentrando o auditório? É mais um mistério a ser desvendado. Façam bom proveito!



           Num momento em que se discute tanto os direitos da mulher, que devem, sem a menor dúvida, ser iguais aos dos homens, a peça também sustenta um bom diálogo com dados reais: “Segundo o Censo 2022, do IBGE, 49,1% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, que dedicam quase dez horas semanais, a mais que os homens, ao trabalho doméstico e de cuidado. Cerca de três, em cada dez brasileiras, já sofreram violência doméstica, com altos índices de estupro e feminicídio — realidade ainda mais grave entre mulheres rurais, que enfrentam menor acesso a serviços de saúde e proteção, mobilidade restrita e isolamento”.



          O espetáculo é merecedor de aplausos por mais de um motivo. O primeiro deles, já um pouco comentado aqui, repousa na beleza e pertinência do texto. Segue-se um valoroso aplauso ao minucioso e corretíssimo trabalho de direção, também executado por TAIRONE VALE. Por ser ele mesmo o criador da dramaturgia, deve ter sido muito fácil, para o artista, o trabalho de dirigir tão bem três grandes atrizes, encontrando eficazes e simbólicas soluções para as cenas. Como, por exemplo, mostrar mulheres com a barriga quase encostando num tacho de doces? O diretor encontrou uma maneira de, simbolicamente, registrar essas cenas. E não sou eu a me atrever a dar “spoiler”. Assistam ao espetáculo e se admirem tanto quanto eu. Deleitem-se, como eu me deleitei! Uma ideia tão genial quanto prática e expressiva.



          Fiquei muito bem impressionado com a interessantíssima cenografia do espetáculo, assinada por CRIS BOURGEAISEAU, artista de criação que, salvo engano, eu ainda não conhecia e de quem já me torno admirador. Praticamente, todos os elementos que compõem o cenário se encontram apoiados numa plataforma móvel, relacionada à instabilidade das relações daquela família: à medida que a trama avança, o praticável tomba, ao sabor do deslocamento das atrizes. Poucas vezes, vi, tão excepcionalmente representada, de uma forma estilizada, uma habitação do sertão mineiro. CRIS também responde pelo figurino da peça, bastante rústico e refletindo o interior das três personagens. Outro grande acerto!



(FOTO: Gilberto Bartholo.)


         Para criar uma ótima ambientação para as cenas, entra em campo um desenho de luz muito bonito, saído da ideia de NITAY KRISHNA, nome que, até então, também não era do meu conhecimento. Cada artista de criação executou, com muita propriedade e conhecimento de causa, a sua parte nesta produção, contribuindo, assim, para o acerto final do espetáculo.



         Também merece destaque e aplausos LAURA JANNUZZI, responsável por uma sofisticada, e simples, ao mesmo tempo, trilha sonora original, muito própria para evocar imagens e sensações que sublinham a aridez do ambiente. Nessa trilha, a “viola caipira, que poderia remeter apenas ao regionalismo mineiro, ganha contornos opressores, ao reforçar essa aridez, enquanto a flauta destaca a solidão que mães e filhas, mesmo juntas, não conseguem evitar”.



         Deixei, de propósito, para o final desta minha apreciação sobre “DOCE ÁRIDO” os comentários acerca do trabalho das três atrizes. Cada uma delas se destaca por colocar em prática as características pessoais das suas personagens. E o fazem com total verdade cênica e perfeição, convencendo a plateia de seus medos, desejos, ambições, responsabilidades, traumas, decepções... É extremamente prazeroso acompanhar cada diálogo e se sensibilizar com a carga emocional que o trio de atrizes consegue nos passar! Pensei bastante no caso de destacar alguma das três atuações e cheguei à conclusão de que, se o fizesse, estaria sendo – Quem sabe? - injusto com alguma(s) delas. Refleti muito e as coloco no mesmo patamar, com ligeiros miligramas a mais para PRI HELENA e REBECA FIGUEIREDO, por serem as duas de quem, talvez, mais o texto possa exigir.

 

 


 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Tairone Vale

Colaboração Dramatúrgica: Layla Paganini, Léo Cunha, Pri Helena e Rebeca Figueiredo

Direção: Tairone Vale

Codireção: Léo Cunha

 

Elenco: Pri Helena, Rebeca Figueiredo e Layla Paganini

“Stand in”: Livia Gomes

 

Cenário: Cris Bourgeaiseau

Direção de Arte: Cris Bourgeaiseau

Núcleo de Cenografia: Cris Bourgeaiseau, Rebeca Figueiredo, Tairone Vale, Marcella Calixto, Amanda Corrêa e Vitória Vargas

Figurino: Cris Bourgeaiseau

Costureira: Aline Azevedo

Iluminação: Nitay Krishna

Trilha Sonora Original: Laura Jannuzzi

Preparação Corporal: Letícia Nabuco

Programação Visual: Marcella Calixto e Vitória Vargas

Fotografia: Marcella Calixto

Assessoria de Imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha

Mídias Sociais: Rebeca Figueiredo

Direção de Produção: Cris Bourgeaiseau

Produção Executiva: Jhully




 


 

 

SERVIÇO:

Temporada: De 16 de julho a 09 de agosto de 2026.

Local: Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa.

Endereço: Rua Prudente de Morais, nº 824 – Ipanema – Rio de Janeiro.

Dias e Horários: De 5ª feira a sábado, às 20h; domingo, às 19h.

Valor dos Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada).

Vendas "on-line": Plataforma Sympla.

Duração: 90 minutos.

Classificação Indicativa: 14 anos.

Gênero: Drama.


 

 


(FONTE: GShow - Tairone Vale.)


         Fico, como nem poderia deixar de ser, muito aborrecido e frustrado, quando tenho de sair de casa, com longos deslocamentos e dificuldades que o trânsito e a segurança, no Rio de Janeiro, exigem, para assistir a espetáculos teatrais e o produto que me oferecem é, no mínimo, de "qualidade discutível". Por outro lado, diante de uma peça como “DOCE ÁRIDO” sinto-me deveras recompensado, o que me leva a RECOMENDAR O ESPETÁCULO.  

 

 

 

 

 

FOTOS: MARCELLA CALIXTO.



 

 

 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO.

 

 




























































































































domingo, 26 de julho de 2026

 

“EU MATEI SHERAZADE,

CONFISSÕES DE UMA

ÁRABE EM FÚRIA”

ou

(UM GRITO CONTRA

A HIPOCRISIA PATRIARCAL

E A DISCRIMINAÇÃO

CONTRA A MULHER.)

 

 



         Fico bastante aborrecido e decepcionado, quando, por qualquer motivo, deixo de assistir a algum espetáculo pelo qual tinha interesse, mas, vez por outra, consigo o que desejava, quando, em outra temporada ou em apresentações avulsas, a peça volta a ser apresentada, como é o caso de “EU MATEI SHERAZADE, CONFISSÕES DE UMA ÁRABE EM FÚRIA”, com apenas três apresentações, nos dias 24, 25 e 26 do mês em curso (julho / 2026), no Teatro TotalEnergies (VER SERVIÇO.).

 


 

SINOPSE:

O espetáculo narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente.

Ela descobre, através da literatura, o caminho para se libertar da hipocrisia patriarcal e, assim, escolher o que, realmente, deseja ser e criticar a forma como a personagem Sherazade, do livro “As Mil E Uma Noites”, é exaltada, em todo o mundo, por ser uma referência de “insubmissão feminina”.

Segundo JOUMANA HADDAD, autora do livro homônimo que deu origem à peça, Sherazade não rompe com o sexismo.

Pelo contrário, perpetua-o, por trás de uma transformação maquiada.

A autora enaltece a importância de as mulheres conquistarem o protagonismo sobre suas vidas, para a construção de uma nova consciência do feminino.


 

 


Antes de, propriamente, dar início aos meus modestos comentários analíticos sobre a peça, considero muito pertinente que se diga alguma coisa sobre uma mulher corajosa e destemida, chamada JOUMANA HADDAD, autora do livro quer deu origem a este espetáculo. Ela é poeta, jornalista e ativista de direitos humanos. Foi selecionada como uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo, pela Arabian Business Magazine, por conta de seu ativismo cultural e social. Em 2021, estava na lista da ONG inglesa “Apolitical”, como uma das 100 pessoas mais influentes na política de gêneroJOUMANA é fundadora da “Jasad”, uma revista erótica trimestral, em língua árabe, especializada em artes e literaturas do corpo. A escritora lançou um novo programa de TV, em novembro de 2018, na estação de televisão libanesa Alhurra, destacando os temas da liberdade de expressão e do pensamento crítico. Em setembro de 2019, fundou uma ONG centrada na juventude, em Beirute, no Líbano, chamada “Joumana Haddad Freedoms Center”. Em fevereiro de 2020, em parceria com o “Institut Français”, do Líbano, lançou o primeiro “Festival Internacional de Feminismos no Oriente Médio”, junto a um grupo de coorganizadores locais e internacionais.




         Todos sabemos, em termos culturais, quão distantes estão as mulheres árabes das brasileiras, principalmente em termos de liberdade. Da mesma forma, tenho certeza de que este espetáculo se comunica diretamente com as nossas mulheres, muito embora estas não conheçam os horrores por que passam aquelas. Penso que os homens também conseguem ser bastante atingidos pelos relatos da personagem. Eu, pelo menos, fiquei muito tocado pelo ótimo texto, um livro homônimo “best-seller”, adaptado por CAROL CHALITA e MIWA YANAGIZAWA. O questionamento dessa distância é o ponto de partida para esta delicada e contundente encenação, que estreou, no Rio de Janeiro – estreia nacional – em novembro de 2024, no Teatro Ziembinski, e que rendeu a CAROLINA CHALITA indicações a prêmios.




      Pode-se dizer que a montagem reúne simplicidade, beleza, poesia e, paradoxalmente, muito vigor, por conta do trabalho de CHALITA, de ascendência libanesa, a qual, no palco quase nu, pode-se dizer, narra, com muita propriedade e garra, as confissões de uma árabe, enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. A atriz reproduz, com muita verdade, tudo o que vai na alma de JOUMANA HADDAD, talvez a melhor porta-voz não só das mulheres libanesas, mas, sim, de todas as que são oprimidas, em sua liberdade de existir como seres humanos, pelo patriarcado.



      Segundo CAROLINA CHALITA, acerca da adaptação da obra de JOUMANA HADDAD, feita, a quatro mãos, com MIWA YANAGIZAWA, que também responde pela delicada direção do espetáculo, “Desenvolvemos uma dramaturgia que oferece a possibilidade de investigar as fronteiras entre os olhares árabe e ocidental sobre as mulheres. JOUMANA HADDAD nos apresenta um caminho para a libertação da hipocrisia da cultura patriarcal”. E eu acrescento: É só seguir a trilha e o exemplo de JOUMANA, que se apropria do direito de fazer uma curiosa crítica à forma como é apresentada a personagem Sherazade, no livro “As Mil E Uma Noites”, obra que compilou histórias populares originárias do Oriente Médio e do sul da Ásia, em língua árabe, a partir do século IX.




         Extraído do “release” a mim enviado por CARLOS PINHO (assessoria de imprensa): “Sherazade sempre foi exaltada, especialmente sob o olhar ocidental, como uma referência de ‘insubmissão feminina’, ao utilizar sua imaginação, para sobreviver aos abusos de um sultão. Segundo JOUMANA HADDAD, no entanto, ela não rompe com o sexismo. Pelo contrário, perpetua-o por trás de histórias que ludibriam e que maquiam uma transformação do sultão, um assassino de mulheres.”. “O sultão, que, a cada noite, matava uma virgem de seu reino, como vingança, por ter sido traído por sua primeira esposa, fica curioso com as fábulas de Sherazade, o que, para o mundo ocidental e para os próprios árabes, significa que a personagem não é submissa. É exatamente isso que JOUMANA questiona”, nas palavras de CAROLINA CHALITA.




     Quem, motivado(a) pelos meus escritos, se propuser a assistir ao espetáculo, vá na certeza de encontrar um bom TEATRO, feito por pessoas – “cada um no seu quadrado” – que deram o seu melhor, para a construção de uma montagem que merece ser recomendada. Na relação dos que se destacam, na FICHA TÉCNICA, além, obviamente de CAROLINA CHALITA, na comovente e convincente interpretação, e de MIWA YANAGIZAWA, na direção, reúno MARIA CLARA VALLE, uma brilhante musicista, que sublinha as cenas, com seu contrabaixo (Ou seria um cello? Não tenho bem certeza.), executando a trilha sonora original, composta por BETO LEMOS, que também assina a direção musical da peça; CONSTANZA DE CÓRDOVA, pela simples e delicada cenografia; TEREZA FOURNIER, pelo elegante figurino; e NINA BALBI e PEDRO CARNEIRON, responsáveis por uma onírica iluminação.

 





 

FICHA TÉCNICA:

Idealização: Carolina Chalita

Livre adaptação do livro homônimo, de Joumana Haddad 

Dramaturgia: Carolina Chalita e Miwa Yanagizawa 
Direção: Miwa Yanagizawa 

Atuação: Carolina Chalita 

Musicista: Maria Clara Valle


Direção Musical e Trilha Sonora Original: Beto Lemos 

Cenografia: Constanza de Córdova 

Figurino: Tereza Fournier 

Costureira: Georgina Moallak Loureiro 

Iluminação: Nina Balbi e Pedro Carneiro 

Operador de Luz: João Gaspary  

Interlocução de Movimento: Laura Samy 

Preparação Vocal: Sonia Dummont 

Fotos: Juliana Chalita

Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho

Produção Executiva: João Eizô Yanagizawa Saboya 

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela 

Realização: M S Documenta Produções Artísticas e Jornalísticas

  

 

 



 

SERVIÇO:

Temporada: De 24 a 26 de julho de 2026.

Local: Teatro TotalEnergies (Sala Adolpho Bloch) (antigo Teatro Manchete).

Endereço: Rua do Russel, nº 804 – Glória – Rio de Janeiro.

Telefone: (21) 3553-3557.

Acessibilidade: Sim.

Lotação: 359 lugares.

Valor dos Ingressos: Plateia A: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia-entrada); Plateia B: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).

Vendas e mais informações pelo site https://www.ingresso.com/espetaculos/eu-matei-sherazade-confissoes-de-uma-arabe-em-furia.

Horário de funcionamento da bilheteria do Teatro: De 2ª feira a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 12h às 19h.

Duração: 60 minutos.

Classificação Etária: 14 anos.

Gênero: Monólogo.


 

 




        

ALÉM DAS APRESENTAÇÕES NO TEATRO TOTALENERGIES, ESTÃO PREVISTAS OUTRAS, A SABER:

PROGRAMAÇÃO - SESC RJ:

SESC TERESÓPOLIS – 08/08, sábado, horário em breve.

Endereço: Av. Delfim Moreira, nº 749 - Várzea, Teresópolis - RJ.

Ingressos: informações em breve.

SESC QUITANDINHA – 28/08, sexta-feira, horário em breve.

Endereço: Av. Joaquim Rolla, nº 02, Quitandinha, Petrópolis - RJ.

Ingressos: informações em breve.

SESC SÃO JOÃO DE MERITI – 12/09, sábado, horário em breve.

Endereço: Av. Automóvel Clube, nº 66 - Centro, São João de Meriti – RJ.

Ingressos: informações em breve.

SESC NOVA FRIBURGO – 26/09, sábado, horário em breve.   

Endereço: R. Cadete Xavier de Alencar, nº 01, Vila Nova, Nova Friburgo – RJ.

Ingressos: informações em breve.

SESC CAMPOS – 23/10, sexta-feira, horário em breve.

Endereço: Avenida Alberto Torres, 397 - Centro – Campos.

Ingressos: informações em breve.

 

APRESENTAÇÕES no CCPJ-RJ:

Endereço: Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) - Av. Erasmo Braga, nº 115 - Centro, Rio de Janeiro.

Sessões: dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, terças e quartas-feiras, às 18h.

Ingressos: informações em breve.


 


 

         Só me resta, com muita alegria, RECOMENDAR ESTE ESPETÁCULO.

 

 

 

 

 

FOTOS: JULIANA CHALITA.

 

 

 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO.