"FALA
SÉRIO, MÃE!
– ELAS SÓ
MUDAM
DE
ENDEREÇO!"
ou
(UM
ESPETÁCULO
100% DE
FAMÍLIA
PARA
FAMÍLIAS.)
O TEATRO é para todos. Para todos os gostos, para todas as idades, para
todos os interesses, para todas as classes sociais; É PARA TODOS, sim! E tem que oferecer o que o público quer ver e
aplaudir.
Quando
me proponho a assistir a um espetáculo de TEATRO, dispondo de
informações sobre ele, logo me coloco à disposição do objetivo da peça. A quem
ela se destina e o que deseja entregar? E conservo a tese – e nunca me
afastarei dela – de que cada um dá o que tem – como diziam minha
avó e minha mãe -, e pode, e a quem deseja dar. E não foi pensando
diferente que fui ao ROXY, atendendo a um generoso e simpático convite
da assessoria de imprensa da casa (ROZANGELA SILVA), numa
tarde de sábado, que findou num terrível temporal, para assistir a “FALA
SÉRIO, MÃE – ELAS SÓ MUDAM DE ENDEREÇO”, um espetáculo muitíssimo
interessante, voltado às famílias, principalmente os núcleos familiares dos milhares de
adolescentes e pré-adolescentes, principalmente as jovens, criaturinhas fãs do talento de uma importantíssima e
queridíssima escritora voltada a esse nicho: THALITA REBOUÇAS.
Já
tendo assistido, no mesmo local, ao espetáculo “Aquele Abraço”,
um “show” mais voltado para turistas, para adultos, do qual muito
gostei, apresentado à noite, sabia que poderia esperar algo que envolvesse a
alta tecnologia. Acresça-se a isso o elenco deste musical, muitos
dos seus integrantes velhos conhecidos meus, de boas peças, alguns queridos
amigos, sem falar nos nomes que respeito muito, na FICHA TÉCNICA.
Só poderia ter partido para aquela minha experiência com uma boa expectativa,
sem conhecer, porém, o livro de THALITA que deu origem à montagem. Minha
boa expectativa foi superada em muito. Só uma “coisinha”
me instigava um pouco e trazia à tona a minha porção São Tomé,
que todos temos: THALITA REBOUÇAS atriz? Sobre isso falarei adiante.
Enquanto aguardava, na calçada, a abertura da casa,
fiquei observando o público que chegava. Era o que eu já esperava: famílias
inteiras, com as “crianças” (Que medo de ser cancelado!
Momento descontração!), seus pais, e avós; alguns tios também apareciam
de vez em quando. Pouquíssima gente sem os miúdos, como eu. Essas pessoas, em
seus trajes “de sair”, tiveram um comportamento brilhante,
durante o espetáculo, e todos deixaram o ROXY, como eu, felizes e
encantados com o que viram. E não era para menos.
SINOPSE:
“FALA SÉRIO, MÃE! - ELAS SÓ MUDAM DE ENDEREÇO” é uma COMÉDIA musical, baseada num dos “best-sellers”
de THALITA REBOUÇAS.
A peça retrata, principalmente, a relação amorosa e atrapalhada entre Ângela
Cristina (THALITA REBOUÇAS) e sua filha, Malu, (CELLA
BÁRTHOLO), cobrindo desde a gestação até a vida adulta, com foco em
identificação, humor e afeto.
A peça aborda as inseguranças de uma mãe de primeira viagem e a busca por independência da filha, mostrando a evolução dessa relação, ao longo dos anos.
A montagem é no formato de um musical que mistura músicas autorais e sucessos conhecidos.
Os temas abordados são situações cotidianas, conflitos geracionais, o “drama”
materno e a transição da infância para a vida adulta.
Ângela Cristina e Malu,
ou melhor, Maria de Lourdes, como a mãe a trata, estão
enfrentando um dos momentos mais complicados da vida de uma mãe: quando a filha
decide sair de casa.
Malu
vive a dizer que já é uma mulher, aos 18 anos, enquanto a mãe a
vê como sua eterna criança.
Malena (CLARA NOVAIS)
e Mamá, ou melhor, Mário Márcio (DUDA ALVES),
completam o trio de amores da mamãe.
Os três filhos estão comprometidos na
montagem de um espetáculo de TEATRO.
Paralelamente ao conflito central da
trama, há outros, trazidos pelos filhos, amigos do trio de rebentos de Ângela
Cristina, e suas respectivas mães.
O
texto é simples, como deveria mesmo ser, alegre e divertido, muito engraçado, em quase
sua totalidade, e, por vezes, poético e emocionante, tudo muito bem dosado e
dito “em linguagem de gente”, como já dizia o genial João
Guimarães Rosa; para todo mundo entender. Pode parecer
superficial, mas não o é; em absoluto. É escrito para atingir o público-alvo e
cumpre a sua função, “in totum”. Um olhar mais profundo sobre a dramaturgia
vai nos conduzir a uma constatação: além de tudo, trata-se de um
espetáculo didático, ensinando, sem ser “chato”, o
que, no fundo, os pais – as mães, principalmente – não deveriam
falar nem fazer, de uma maneira leve e engraçada. O texto mostra a nós, adultos, como as mães – E por que não pais também? –
são todas iguais, só mudando os CEPs. E eu acrescento: mudam,
também, de nomes, classes sociais, raças, religiões... Mãe é mãe, ontem,
hoje, amanhã e sempre. Confesso que eu, sendo pai, também vesti, por várias
vezes, as carapuças daquelas mães que se revezam no palco. Quanto de suas
atitudes e palavras eu e a mãe dos meus dois filhos tivemos com eles, hoje pais
dos meus três netos?
Uma das cenas mais hilárias da peça é uma em que as mães reclamam, entre si, da "comunicação" com seus filhos, que insistem em responder por meio de emojis.
Observando,
tecnicamente, como faz o crítico, a montagem, não notei nem anotei,
absolutamente, nada que desabone este trabalho; muito pelo contrário: só
enxerguei nele virtudes, detalhe a detalhe muito bem alinhavado, a favor de uma
superprodução à altura do público que vai ao ROXY, procurando
se divertir com um espetáculo de altíssima qualidade.
Texto
muito bom, dramaturgia azeitada, assinada por THALITA REBOUÇAS,
em parceria com GUSTAVO REIZ. Cenografia (TUCA MARIANA)
muito impactante, com o predomínio de magníficos videografiasmos,
da primeira à última cena, de uma beleza e qualidade ímpares, projetados em
gigantescos telões de led de última geração (140m²),
com algumas peças em 3D, utilizadas sobre o palco, em algumas
cenas. Os atores contracenam com a cenografia projetada, em total sincronização, o que é fantástico. A cenografia digital e audiovisual é
assinada por IGOR CORRÊA, e é, sem a menor sombra de dúvidas, um
dos grandes diferenciais da montagem. Figurinos (CLÁUDIA
KOPKE) alegres e divertidos, de ótimo acabamento e originalidade, dando um
colorido especial à peça, imagens essas que se destacam, ainda mais, ao sabor
da sempre competente iluminação de PAULO CESAR MEDEIROS.
Do mesmo modo, destaco a criativa caracterização (visagismo) de BETO
CARRAMANHOS.
Para
que a ideia da peça pudesse chegar à sua verdadeira concepção, conta-se com um
time de excelência das artes cênicas brasileiras: direção geral
de ABEL GOMES, direção de produção de SHEILA ROZA, direção
artística de PRISCILLA MOTA, direção teatral de TAUÃ
DELMIRO, direção de movimento de RODRIGO NEGRI e TONY
LUCCHESI, como responsável pela direção musical e pelos arranjos,
musicais e vocais, do espetáculo, todos e tudo com total aprovação.
Nesta
encantadora produção, de 80 minutos de duração, pisam o palco 30
atores/cantores/bailarinos, com predominância de uma turma muitíssimo
jovem e talentosa, alguns dos quais já vêm brilhando no universo dos musicais,
como o já premiado CAIO NERY, ao lado de outros nomes já “cascudos”,
como CRISTIANA POMPEO, ÉRIKA AFFONSO, ESTER DIAS, INGRID KLUG,
ALINE CARROCINO e CAROL FUTURO.
O
protagonismo da peça recai sobre CELLA BÁRTHOLO (Minha prima proparoxítona.
Mentira! Brincadeira! Segundo momento descontração.), talentosa atriz e
dona de uma suave e melodiosa voz. Ao seu lado, compartilhando o privilégio de
tal protagonismo, THALITA REBOUÇAS, que se comporta como uma veterana em
cena, principalmente em musicais, cantando, dançando e interpretando. A
primeira pergunta que lhe fiz, quando fui levado à sua presença, para ser
apresentado a ela, foi, depois de parabenizá-la, qual teria sido a sua formação
na área das artes cênicas. Para a minha total surpresa, THALITA me
confessou ser uma espécie de “autodidata”, tendo, como
experiências anteriores, somente alguns trabalhos amadores, na escola, no seu tempo
de estudante. Um caso de talento inato. Isso é fabuloso, pois a vi, em cena, totalmente desembaraçada e
integrada ao elenco de atores profissionais. Considero-a um fenômeno de autenticidade,
de naturalidade. É preciso que os meus leitores o comprovem! Pela primeira vez, em mais de duas
décadas de carreira, THALITA REBOUÇAS assume, profissionalmente, o palco,
como atriz, interpretando Ângela Cristina, uma mãe intensa,
amorosa, exagerada e inesquecível, um marco simbólico que celebra sua
trajetória. “São 25 anos contando histórias e me conectando com vocês.
Agora vou contar essa história de um jeito diferente. Nos palcos. Pela primeira
vez”, diz THALITA.
O
espetáculo recebeu um ótimo tratamento de direção teatral,
assinado por um gênio, na minha concepção, o irrequieto TAUÃ DELMIRO, com direção
geral de ABEL GOMES e direção artística de PRISCILLA
MOTA.
FICHA TÉCNICA:
Texto
Original: Thalita Rebouças
Dramaturgia:
Thalita Rebouças e Gustavo Reiz
Direção
Geral: Abel Gomes
Direção
Artística: Priscilla Mota
Direção
Teatral: Tauã Delmiro
Direção
de Movimento: Rodrigo Negri
Direção
Musical: Tony Lucchesi
Elenco:
Protagonistas: Thalita Rebouças (Ângela Cristina) e Cella Bártholo (Malu); Mães:
Cristiana Pompeo (Amelinha), Érika Affonso (Jussara), Ester Dias (Alair) e
Ingrid Klug (Sabrina); Filhos: Alan Ribeiro (Carlos André), Caio Loureiro (Thadeu),
Caio Nery (Ricarddinho), Clara Novais (Malena), Duda Alves (Mamá), Eloá Ataíde
(alternante Bella), Esther Samuel (alternante Bella), Maria Esff (Anna Júlia),
Sara Chaves (Carol) e Yasmin Tozzi (Valentina); Coro Mães: Aline Carrocino,
Carol Futuro e Fernanda Sabot; Coro Filhos: Bruna Negendank, Brunno Pastori,
J.R. Moreno, Júlia Araújo, Lara Leão, Laura Trentin, Lyana Freitas, Mariana
Barreto, Paulo Becken, Paula Tavares e Vinícius Pieri
Cenografia:
Tuca Mariana
Cenografia
Digital e Audiovisual: Igor Corrêa
Figurino:
Cláudia Kopke
Iluminação:
Paulo Cesar Medeiros
Caracterização
(Visagismo): Beto Carramanhos
Direção
de Produção: Sheila Roza
Assessoria
de Imprensa: Rozangela Silva
Fotos: Rafael Catarcione
Produção e Realização: SRCOM e Accioly Entretenimento (Alexandre Accioly).
SERVIÇO:
Temporada:
De 07 de janeiro a 29 de março de 2026.
Local:
Roxy.
Endereço:
Rua Bolívar, nº 45 – Copacabana – Rio de Janeiro.
Bilheteria:
Tel.: (21) 3032-9130 / WhatsApp: (21) 96742-6359.
Dias
e Horários: Sábados e domingos, às 16h30min (Abertura da casa às 15h30min.).
Valor
dos Ingressos: A partir de R$ 60.
Compra “online”:
https://ingressos.falaseriomaeespetaculo.com.br/ingresso-fala-serio-mae
Formas
de pagamentos: “On-line”:
cartões de crédito e PIX / Bilheteria física: cartões de crédito, PIX e
dinheiro. (Assinantes do Clube O Globo tem 10% de desconto.);
Meia-entrada: Todas as categorias garantidas por lei, com documento de identificação e comprovação.
Capacidade:
626 lugares.
Acessibilidade
na casa.
Classificação:
Livre
Gênero:
COMÉDIA Musical.
Este espetáculo, saído das páginas de um “best-seller”, como são todos os livros de THALITA REBOUÇAS, inaugura, no Roxy, um formato que amplia a experiência teatral: teatro, música, quitutes e convivência, reunidos em um único programa. Um combo especial, que transforma cada sessão em um encontro afetivo, pensado para acompanhar o clima do espetáculo e reunir toda a família em torno da arte.
Com produção e realização
da SRCOM e da Accioly Entretenimento (Leia-se: Alexandre Accioly.), o espetáculo surge como uma superprodução,
pensada para reunir gerações. A principal estreia do ano, a peça em tela, ocupa
o palco mais simbólico do Rio de Janeiro, o Roxy,
propondo uma experiência em que emoção, entretenimento e convivência familiar
se encontram. Esta COMÉDIA musical inaugura o formato de dramaturgia
no Roxy, que passa a abrigar, também, produções narrativas e
musicais, em novos horários. A casa mantém em cartaz, desde sua
inauguração, em 17 de outubro de 2024, o espetáculo musical “Aquele
Abraço”, que vai sofrendo pequenas mudanças em sua estrutura, ao longo
do tempo, o qual também vale a pena ser visto.
RECOMENDO
ESTE “FALA SÉRIO...” aos
públicos mais ecléticos que possam existir, com foco nas famílias de qualquer
classe social, visto que há lugares acessíveis aos menos afortunados.
FOTOS: RAFAEL CATARCIONE
GALERIA
PARTICULAR