sábado, 17 de fevereiro de 2018


GRANDE SERTÃO: VEREDAS


(DAS PÁGINAS DE UM CLÁSSICO 
DA LITERATURA MUNDIAL
AO PALCO,
UMA MAGNÍFICA ADAPTAÇÃO
E
UMA FANTÁSTICA MONTAGEM TEATRAL.)







           
Estando em São Paulo, no final do ano passado, não consegui assistir a um espetáculo indicado por todos os meus amigos paulistanos e pela crítica local, tão grande era a procura por um lugar para vê-lo.

Finalmente, há alguns dias, matei o meu grande desejo a saciei a minha imensa curiosidade. É uma OBRA-PRIMA!!! Basta esse único adjetivo composto, para uma classificação justa!!!

            OBRA-PRIMA!!! É como qualifico o espetáculo “GRANDE SERTÃO: VEREDAS”, uma leitura cênica, ou uma “instalação cênica”, de um dos melhores livros da literatura brasileira, mundialmente consagrado, de autoria de um gênio, JOÃO GUIMARÃES ROSA, idealizada e realizada por uma das nossas grandes encenadoras, BIA LESSA, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB - RJ) (VER SERVIÇO.).

            No detalhadíssimo e cuidadoso “release” da peça, enviado pela assessoria de imprensa (SAULO CAMPOS - APRROACH COMUNICAÇÃO), o espetáculo é “vendido” como uma “instalação/espetáculo”, e a designação está muito bem aplicada à obra, já que se trata de um trabalho multimídia, que extrapola os limites de um palco e a linguagem única do TEATRO.






            A começar pelo espaço em que se dá a ação, qual seja a rotunda do CCBB-RJ, na qual foi montada uma estrutura retangular, com andaimes metálicos, de maneira a formar um teatro de arena, em dois níveis. Tudo parece se passar dentro de uma gaiola ou uma cela, que, ao mesmo tempo que aprisiona, liberta. E, aqui, o vocábulo “arena” quase que pode ser decodificado com o seu valor denotativo: “parte central dos anfiteatros romanos, coberta de areia, onde se realizavam combates entre gladiadores e feras”; ou “espaço circular, fechado, para touradas e outros espetáculos”. É que o se vê, durante os 160 minutos de duração do espetáculo, embora a areia só seja “vista” pelos olhos se quem deseja vê-la: uma sangrenta batalha entre homens, jagunços, em busca de vingança ou lavagem da honra, seguindo-se os ditames de uma cultura primitiva, rudimentar, mas na qual cabe espaço para a descoberta do amor e uma luta contra, e por, ele. A tentativa da não-aceitação e o arrependimento por não tê-lo vivido, na sua plenitude.

            O espetáculo impacta o espectador, desde que este adentra o CCBB, e se deixa embevecer por uma instalação, que ocupa a rotunda daquele espaço cultural, um pouco mais concentrada nas proximidades do Teatro I, desativado, enquanto durar a temporada de “GRANDE SERTÃO...”. A obra de arte, assinada por BIA LESSA, que envolve, também, iluminação, pode ser admirada e “sentida” por quem transitar por aquele espaço, durante o dia e a noite.











SINOPSE:

Em montagem inédita, na rotunda do CCBB Rio de Janeiro, BIA LESSA propõe, a um só tempo, uma peça de TEATRO e uma instalação, em sua adaptação do livro “GRANDE SERTÃO: VEREDAS” – matriz do moderno romance brasileiro e obra-prima de JOÃO GUIMARÃES ROSA. 

A peça traz, para o palco, a saga do jagunço RIOBALDO (CAIO BLAT), que atravessa o sertão, para combater seu maior inimigo, HERMÓGENES (LEON GÓES), fazer um pacto com o diabo e viver seu amor por DIADORIM (LUIZA LEMMERTZ).

O cenário-instalação estará aberto à visitação do público.







SINOPSE (AMPLIADA) DO TEXTO ORIGINAL:

A peça se inicia com o narrador, em primeira pessoa, RIOBALDO, contando fatos diversos e de difícil compreensão, desconexos, acerca de suas inquietações sobre a vida. Ele parece não ter domínio do seu juízo.
Aborda, de forma meio alienada, e alienante, questões complexas, dentre as quais há espaço para a origem do homem, reflexões sobre a vida, com destaque para digressões sobre o bem e o mal, Deus e o diabo... Tudo isso, repito, sem obedecer a uma organização de suas ideias, o que não as torna muito claras, para o leitor/público.
As coisas só começam a ser ditas de forma compreensível, com o surgimento de um personagem, QUELEMÉN DE GÓIS, que o ajuda, em parte, e o protagonista dá início à narrativa, propriamente dita, o corpo principal da obra.
Uma vez com os pensamentos mais organizados, inicia por trazer à luz memórias de seu passado, contando fatos sobre sua mãe e como conheceu o menino REINALDO, que se declarava ser “diferente” e de quem admirava a bravura.
Com a morte de sua mãe, RIOBALDO é levado, para viver com o padrinho, SOLORICO MENDES, na fazenda São Gregório, onde tem a oportunidade de conhecer JOCA RAMIRO, grande chefe dos jagunços.
SELORICO ocupa-se de que o rapaz estude e, após um tempo, RIOBALDO chega a ensinar as letras e outros conhecimentos a ZÉ BEBELO, um fazendeiro local. Este, que objetivava acabar com a atuação dos jagunços na região, convida RIOBALDO, para fazer parte de seu bando, o que o jovem, prontamente, aceita.  E, assim, começa a história da primeira guerra, narrada no romance.
HERMÓGENES liderava um bando de jagunços. Ele e seus homens, por um pouco tempo, assumem uma contenda contra ZÉ BEBELO e os soldados do governo, entretanto resolve desistir da batalha.
Após isso, RIOBALDO decide deixar o bando de ZÉ BEBELO e é quando se dá o seu encontro com REINALDO, um rapaz, como já disse, “diferente”, muito valente e corajoso, que integrava o bando de JOCA RAMIRO, mas decidiu, então, juntar-se ao grupo do qual RIOBALDO fazia parte.
A amizade entre os dois se fortalece, assim como a confiança de um no outro, paulatinamente, até que REINALDO decide confidenciar, a RIOBALDO, seu nome verdadeiro: DIADORIM.





Num determinado momento, ocorre uma batalha entre o bando de ZÉ BEBELO e o de JOCA RAMIRO, quando aquele é capturado e julgado por um “tribunal”, composto pelos líderes dos jagunços, dos quais JOCA RAMIRO é o chefe supremo. HERMÓGENES e RICARDÃO são favoráveis à morte do prisioneiro. No fim do julgamento, porém, JOCA RAMIRO decide-se pela liberdade de ZÉ BEBELO, com uma condição: a de que ele “se exilasse”, para Goiás, e não voltasse, até segunda ordem.
Após o julgamento, RIOBALDO e REINALDO juntam-se a um outro bando, o de TITÃO PASSOS, que também lutou ao lado de HERMÓGENES.
Dá-se um longo período de paz e prosperidade no sertão, até que um jagunço, chamado GAVIÃO-CUJO, procura o grupo de TITÃO, para informá-lo de que JOCA RAMIRO fora traído e morto por HERMÓGENES e RICARDÃO, os quais passam a ser considerados como “os judas”, assim denominados dali em diante.
Quando se dá tal revelação, RIOBALDO estava tendo um caso amoroso com a prostituta NHORINHÁ e, posteriormente, envolve-se, amorosamente, com OTACÍLIA, por quem se apaixona. Isso, curiosa e estranhamente, provoca ciúme em DIADORIM, que fica com raiva e, durante uma discussão com RIOBALDO, perde o domínio da razão e chega a ameaçá-lo, com um punhal.
Os jagunços se reúnem, para combater “os judas”, e, assim, começa a segunda guerra, organizada sob novas lideranças: de um lado, HERMÓGENES e RICARDÃO, assassinos de JOCA RAMIRO e traidores do bando; do outro, os jagunços liderados por ZÉ BEBELO, que retorna, para vingar a morte de seu salvador. Em certo momento da narrativa, os dois bandos se unem, para tentar fugir do cerco armado pelos soldados do governo, mas o bando de ZÉ BEBELO foge, na surdina, do local, e deixa HERMÓGENES e seus homens lutando, sozinhos, contra os soldados.
RIOBALDO entrega um topázio a DIADORIM, o que simbolizaria a união entre os dois, numa metáfora, ainda que não intencional, de um anel de compromisso, que os prenderia, como um casal, mas DIADORIM o recusa, dizendo que deveriam esperar o final da batalha.
Quando o grupo de ZÉ BEBELO chega às Veredas-Mortas, em dado momento, RIOBALDO faz um pacto com o diabo, sob o pretexto de conseguir vencer o bando de HERMÓGENES. Assumindo uma fictícia identidade, com o nome de URUTU-BRANCO, ele toma a si a chefia do bando e ZÉ BEBELO deserta do grupo. Não conformado com a recusa de DIADORIM, em receber o topázio, RIOBALDO pede a um jagunço que o entregue, então, a OTACÍLIA, o que firma o compromisso de casamento entre os dois.





O bando liderado por RIOBALDO (ou URUTU-BRANCO) segue em caça por HERMÓGENES, chegando até sua fazenda, já em terras baianas. Lá, eles aprisionam a mulher do “judas” e, não o encontrando, voltam para Minas Gerais. Em um primeiro momento, dão de cara com o bando de RICARDÃO, e URUTU-BRANCO o mata. Por fim, chegam ao grupo de HERMÓGENES, no Paredão, e há uma grande e sangrenta batalha.
DIADORIM enfrenta HERMÓGENES, em confronto direto, e ambos morrem. RIOBALDO descobre, então, que DIADORIM é, na realidade, a filha de JOCA RAMIRO e se chama MARIA DEODORINA DA FÉ BITTANCOURT MARINS.


OBSERVAÇÃO: À exceção de CAIO BLAT, LUIZA LEMMERTZ e LEON GÓES, que assumem um único papel, os nomes dos demais atores não aparecem ao lado dos seus respectivos personagens, pois eles se revezam em vários e, por vezes, o mesmo personagem é vivido por mais de um ator/atriz.










            Sabe-se que o espaço físico em que se dão as ações, no romance, é o sertão brasileiro, centrado em partes dos estados da Bahia e de Minas Gerais. Algumas referências geográficas correspondem à realidade; outras, porém, são frutos da fertilíssima imaginação de ROSA. O sertão é, incrivelmente, transposto para o espaço cênico, desprovido de elementos de cena desnecessários. O pouco que lá existe é muito, é tudo.

            Antes de qualquer comentário sobre esta inesquecível montagem, faz-se necessário exaltar o trabalho de BIA LESSA, na adaptação e direção da peça, a sua coragem, a sua determinação e o seu talento. ROSA escreveu: “Contar é muito, muito dificultoso.”. “Carece de ter coragem...”. Mais “dificultoso”, ainda, foi o irretocável tratamento que BIA deu ao texto, que é longo (mais de 600 páginas), mantendo todas as situações e sendo fiel à singular linguagem de ROSA, sua marca registrada, como o maior neologista brasileiro de todos os tempos. Acrescente-se a isso a fusão de linguagens que BIA utilizou nesta montagem, mesclando o TEATRO com outras formas de expressão artística, como, a dança, as artes plásticas a música. Os 250 bonecos, em tamanho de um adulto, confeccionados pelo artista plástico, aderecista, cenógrafo e diretor FERNANDO MELLO DA COSTA, feitos de um material rústico, que se assemelha ao feltro e, ao mesmo tempo, lembra aqueles cobertores de baixíssima qualidade, é algo que impressiona o espectador, à primeira vista, e já colabora para que ele seja transportado ao universo pretendido pela encenadora. O conjunto compõe “uma imagem permanente: a cena da morte de DIADORIM, como um presépio, passível da participação do público, não só como espectador, mas também como agente da ação, ocupando o lugar da personagem”.











            No original, o livro, único romance escrito por GUIMARÃES ROSA, publicado em 1956,  não é marcado por divisões. O personagem-narrador conta a história a um interlocutor desconhecido, que nunca se pronuncia, a quem ele chama "Senhor", "Moço" ou "Doutor". Esse passa a ser cada um dos espectadores.

O romance constrói-se como uma longa narrativa oral. As histórias vão sendo emendadas, articulando-se com a preocupação do narrador de discutir a existência ou não do diabo, do que depende a salvação de sua alma. Isso, na adaptação para o TEATRO, faz com que o espetáculo ganhe bastante dinamismo.

O que nos é oferecido, fisicamente, atinge a nossa visão, a audição e, pode-se dizer, o tato; apenas o paladar e o olfato não são aguçados, provocados, se bem que, confesso, em alguns momentos, pareceu-me sentir um cheiro áspero de terra seca, aquela que o espectador “vê”, em cena, sem que ela lá esteja fisicamente. Uma obra-de-arte!!!

            Há um “mito” acerca da leitura da obra, considerada hermética em demasia, de difícil compreensão, por boa parte das pessoas, principalmente pela linguagem rosiana,  entretanto é inacreditável a capacidade que BIA LESSA teve de fazer uma leitura do romance e uma adaptação dramatúrgica, capaz de atingir a quem leu o livro e aos que não o fizeram, da forma mais simples e descomplicada possível. Para conseguir isso, é preciso ter uma convivência profunda com a obra de GUIMARÃES ROSA e um conhecimento pleno de seu SERTÃO, o que BIA tira de letra. Basta lembrar o grande sucesso que fez, na inauguração do Museu da Língua Portuguesa (São Paulo), em 2006, com uma exposição sobre o SERTÃO do grande mestre, aclamada, pelo público e pela crítica, por onde passou.










            Não é por acaso que o espetáculo foi vencedor do Prêmio APCA, como Melhor Direção (BIA LESSA) e indicado ao Prêmio Shell de Teatro (São Paulo), nas categorias Direção (BIA LESSA), Ator (CAIO BLAT) e Música (EGBERTO GISMONTI), após uma longa temporada, de casa lotada, na capital paulista, no SESC Consolação.

            Segundo BIA, “O TEATRO, para mim, é sagrado. Me dedico a ele, de tempos em tempos, não me sinto com capacidade de realizar espetáculos, um após o outro. Me deparei com o ‘GRANDE SERTÃO’ e ele se apoderou de mim mais uma vez. Quando montei a exposição, algumas questões se apresentavam: a principal delas era como utilizar imagens, sem que o significado do SERTÃO de GUIMARÃES ficasse reduzido a um único lugar. A opção, na época, foi trabalhar apenas com palavras. No TEATRO, essa questão volta a se impor: 'o sertão está dentro da gente'. Nosso caminho foi realizar um trabalho em que homens, animais e vegetais estabelecessem uma relação de diálogo, sem supremacia entre eles. Não estamos, exatamente, no sertão, mas em um espaço “ecológico” e metafísico, onde tudo cabe. Um espaço, uma imagem, que nos possibilita a experiência proposta pelo romance, sem, obviamente, realizar o romance, tal como é – fidelidade absoluta (todas as palavras ditas são de GUIMARÃES ROSA), mas liberdade infinita, visto que é apenas uma das leituras possíveis da riquíssima obra de GUIMARÃES. Escolhemos não utilizar grandes efeitos ou recursos, a não ser a valorização do universo sonoro dos espaços propostos pelo romance, apenas os próprios atores”.

A diretora tem a intenção de abrir nossos olhos para o fato de que há um “GRANDE SERTÃO” dento de cada um de nós, uma aridez que nos desafia a vencer nossos inimigos, surjam eles da forma como surgirem.







De forma alguma, para criar o clima de sertão, do agreste, poderia faltar a colaboração preciosíssima de EGBERTO GISMONTI, na parte musical. EGBERTO, um dos mais completos e competentes músicos brasileiros, com carreira internacional, assina a trilha sonora, composta por três “camadas”, as quais, por vezes, se sobrepõem: os ruídos e sons ambientes, de animais, principalmente; a música original, composta pelo próprio; e canções que mexem com a nossa memória emotiva/afetiva, com músicas que fazem parte do imaginário popular. A utilização de fones de ouvido, distribuídos a cada espectador, leva cada um, do atento público, a se fixar mais em um ou outro som, cada um vivendo o que se pode chamar de uma experiência única.

            Como a acústica, para TEATRO, no espaço em que se dá a encenação, praticamente, não existe, a direção, muito inteligentemente, houve por bem espalhar, estrategicamente, microfones, direcionais ou não, muito possantes, por todo o espaço cênico, além de pôr à disposição de cada espectador, como já disse, um fone de ouvido, com tratamento higienizado, de forma que não se perde, absolutamente, nada das falas dos atores e dos sons de pássaros e outros animais, além de ruídos diversos, tais como vento, chuva e carros de boi, por exemplo, com a maior nitidez de som, o que ajuda o público a se deixar levar por aquela viagem e “participar”, de certa forma, das ações. Contribui, para isso, o impecável desenho de som, de FERNANDO HENNA e DANIEL TURINI. É algo extraordinário!!! Uma experiência inenarrável e inesquecível!!!

Vale o registro de que a plateia tem um comportamento exemplar e fica, durante quase três horas, sem intervalos, presa ao espetáculo, atenta e interessada, “sorvendo” cada palavra, alimentando-se de cada gesto... Ninguém se lembra, sequer, do maldito celular, ninguém conversa, à exceção, no dia em que assisti à peça, de um grupo de senhoras, ao meu lado, que não deviam nem saber por que estavam ali, as quais sorriam e trocavam comentários jocosos, a cada vez que um ator ou atriz se despia em cena, o que me fez pedir-lhes, mais de uma vez, que se comportassem como pessoas educadas, civilizadas.

            A atmosfera sombria da obra não comporta uma paleta de cores vivas e diversas, de modo que SYLVIE LEBLANC optou, acertadamente, na confecção de todos os trajes, pela cor preta: calças, blusas, batas, camisetas, malhas, vestidos, tudo meio amorfo, como uns andrajos, sem obedecer a formas padronizadas de corte e feitio, provocando um excelente efeito visual, sem a menor preocupação em desenhar trajes típicos do sertão. Isso facilita, bastante, para ao ator, que se multiplica em vários personagens, fazendo uso, apenas, de um ou outro adereço, e a plateia, ao mesmo tempo que parece nivelar todos, jagunços e fazendeiros, poderosos e oprimidos, por meio desse fantástico figurino.







            Nem precisava dos números que estão presentes, no “release”, para se chegar à conclusão de quanto esforço físico e tempo foram necessários durante todo o processo: mais de 600 horas com o elenco, em ensaios diários por 92 dias. Nessa faina toda, se encaixa o incrível trabalho de movimentação e preparação corporal, a chamada direção de movimento, por conta de AMÁLIA LIMA, diariamente, durante todo o tempo de ensaios.

            Fiquei com uma certa dúvida, quanto a quem assina o desenho de luz da peça, uma vez que a ficha técnica do espetáculo registra os nomes de BIA LESSA e, também, de BINHO SCHAEFER. Não importa. Basta saber que funciona muito bem, na encenação. 

            Para encerrar esta cuidadosa análise da peça, falta falar do magnífico elenco, outro grande acerto da direção, que reúne atores experientes, de comprovado talento, no TEATRO e em outras mídias, e jovens incipientes, porém não insipientes, de várias partes do Brasil. São dez pessoas, totalmente engajadas no projeto, que, praticamente, estão presentes, no espaço cênico, ou circulando pelas adjacências, durante toda a peça, num perene exercício de profunda interpretação, vivendo seres humanos, animais diversos, como bois e vacas, peixes, sapos e galinhas, além de outros elementos da natureza, tais como pedras, árvores, plantas...  

            O protagonismo da peça caiu nas mãos de CAIO BLAT, que, já há muito tempo, não precisa mais provar que é um dos melhores atores de sua geração. CAIO se entrega ao personagem, numa interpretação visceral, muito forte, bastante convincente, quer nos momentos de fragilidade do personagem, por suas dúvidas e medos, quer na demonstração de seu poderio humano.















            O modelo de interpretação visceral, profundo, intenso, de total entrega, aliás, está presente no trabalho de todos.

            Pela primeira vez, tive a oportunidade de ver, em cena, a atriz LUIZA LEMMERTZ, que vive todo o mistério envolvendo o/a personagem DIADORIM e confesso que seu trabalho muito me encantou. A atriz, por conta de seu talento e de todo o visagismo preparado para DIADORIM, mantém uma expressão dúbia, ambígua, entre o masculino e o feminino. Belíssima interpretação!!! E ainda há quem não acredita em DNA: LUIZA traz, no sangue, o talento de sua mãe, Júlia Lemmertz, e de sua avó, Lílian Lemmertz, uma das mais importantes atrizes do TEATRO BRASILEIRO.






            Em papéis mais marcantes e nos quais brilham, podemos citar LUÍSA ARRAES, que, apesar de bem jovem, já pode ser considerada uma grande e experiente atriz; LEON GÓES e LEONARDO MIGGIORIN.













            Completam o elenco, em ordem alfabética, também com excelentes atuações, BALBINO DE PAULA, CLARA LESSA, DANIEL PASSI, ELIAS DE CASTRO e LUCAS ORANMIAN.


          















FICHA TÉCNICA:

Concepção, Direção Geral, Adaptação e Desenho de Luz – Bia Lessa

Elenco (por ordem alfabética): Balbino de Paula, Caio Blat, Daniel Passi, Elias de Castro, Leon Góes, Leonardo Miggiorin, Lucas Oranmian, Luísa Arraes, Luiza Lemmertz e Clara Lessa.

Concepção Espacial – Camila Toledo, com colaboração de Paulo Mendes da Rocha
Música – Egberto Gismonti
Colaboração – Dany Roland
Desenho de Som – Fernando Henna e Daniel Turini
Adereços – Fernando Mello Da Costa
Figurino – Sylvie Leblanc
Desenho de Luz – Binho Schaefer
Projeto de Áudio – Marcio Pilot
Diretor Assistente: Bruno Siniscalchi
Assistente de Direção: Amália Lima
Fotos: Roberto Pontes
Direção Executiva: Maria Duarte
Produtor Executivo: Arlindo Hartz
Colaboração – Flora Sussekind, Marília Rothier, Silviano Santiago, Ana Luiza Martins Costa e Roberto Machado
Idealização e Realização: 2+3 Produções Artísticas Ltda.
Patrocínio : Banco do Brasil e Globosat
Apoio: Instituto-E | Om Art

Gênero: Drama

Agradecimento especial à viúva do autor, a quem a obra foi dedicada, Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, à Nonada Cultural e a Tess Advogados.













SERVIÇO:

PEÇA:
Temporada: De 28 de janeiro a 31 de março de 2018
Local: CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil – RJ)
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro - Rio de Janeiro
Informações: (21) 3808-2020
Dias e Horários: De 4ª feira a domingo, às 21h
Duração: 140 minutos
Capacidade: 172 espectadores
Classificação Etária: 18 anos
Valor dos Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia).
Ingressos à venda pelo site http://www.eventim.com.br e nas bilheterias do CCBB -  RJ.
Regras: Os ingressos são vendidos sempre na segunda-feira da semana anterior à da sessão pretendida, na bilheteria do CCBB ou no “site”.
Cota do dia: 10% dos lugares são vendidos a partir das 9h do dia da apresentação, na bilheteria do CCBB. 
Clientes do Banco do Brasil têm 50% de desconto, usando o cartão Ourocard. O cupom de desconto corresponde aos 6 primeiros dígitos do cartão.
Regras de meia-entrada: estudantes, idosos, menores de 21 anos, pessoas com deficiência, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino.

INSTALAÇÃO:
Visitação livre: a partir de 29 de janeiro.
Horários: De 4ª feira a 2ª feira, das 9h às 21h.
Capacidade: 100 pessoas
Classificação: Livre











            Mais uma vez, BIA LESSA abusa de suas licenças poéticas, na direção de um espetáculo teatral, e nos surpreende sempre. Depois de expor a nudez de alguns atores, em cenas nas quais ela é totalmente necessária e não-gratuita, era de se esperar que a revelação do sexo de DIADORIM, após a sua morte, se desse pela exposição de seu corpo nu. BIA, porém, nos reserva uma bela surpresa, que não revelarei (#spoillernao), mas que é linda e comovente, além de extremamente criativa.
            O velho ROSA dizia que “Viver é muito perigoso.”. Talvez tão perigoso quanto fazer TEATRO, no Brasil. Talvez tão perigoso quanto se atrever à adaptação de um clássico da literatura para os palcos. Talvez tão perigoso quanto se expor, aos olhos do público e da crítica.
            Nada, porém, pode ser dito de forma a não consagrar este “GRANDE SERTÃO: VEREDAS” como uma OBRA-PRIMA, que haverá de disputar, ainda, muitos prêmios e fazer muito sucesso por onde passar, graças a um esforço conjunto de um “bando de loucos”, gente que entende de TEATRO, gente que vive para o TEATRO, gente que ama o TEATRO.
            E VAMOS AO TEATRO!!!
            OCUPEMOS TODAS AS SALAS DE ESPETÁCULO DO BRASIL!!!
            COMPARTILHEM E DIVULGUEM BASTANTE O TEATRO BRASILEIRO!!!















(FOTOS: ROBERTO PONTES
e
DIVULGAÇÃO.)








































































































quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018



ISAAC
NO MUNDO DAS PARTÍCULAS

(DIDATISMO, SIM, MAS COM LEVEZA, BELEZA E HUMOR.
ou
FÍSICA PARA OS PEQUENINOS.)





            Assisti a um espetáculo infantojuvenil surpreendente: “ISAAC NO MUNDO DAS PARTÍCULAS”, em cartaz no Teatro OI Futuro Flamengo (VER SERVIÇO.).

A peça é uma adaptação do livro da professora de Física ELIKA TAKIMOTO, feita, para os palcos, por JOANA LEBREIRO, que também dirige o espetáculo. A montagem tem estética inspirada no personagem Ziggy Stardust, de David Bowie.

            Trata-se de um lindo e didático projeto, que une TEATRO, ciência, “rock” e tecnologia, bem ao gosto das novas gerações. Durante o período de duração da temporada, estará exposta, no térreo do OI Futuro Flamengo, uma instalação, que recebeu o nome de “Os mundos de Isaac”, dos irmãos videoartistas RICO e RENATO VILAROUCA, os quais criaram cenários virtuais, usando óculos de realidade virtual, e que criaram e executaram toda a parte de videografismo da peça.








SINOPSE:

A história começa quando o protagonista ISAAC (JOÃO LUCAS ROMERO) vai à praia de Copacabana, segura um pequeníssimo grão de areia e começa a se interessar pelos mistérios universais.

O GRÃO DE AREIA (CLÁUDIO MENDES) ganha vida e, na tentativa de responder a dezenas de perguntas, leva o menino para uma viagem no tempo, que começa na Grécia, em contato com os grandes filósofos Leucipo e Demócrito, e acaba no CERN, com sede em Genebra (European Organization for Nuclear Research - Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear).

Tudo isso é narrado por um enigmático personagem: a partícula subatômica BÓSON DE HIGGS (JÚLIA GORMAN), um dos mais fundamentais elementos do universo.

No elenco, também estão ANDRÉ ARTECHE e JÚLIA SHIMURA, que vivem MÚSICOS-PARTÍCULAS e CIENTISTAS.










Extraído do “release”, enviado por RACHEL ALMEIDA (RACCA COMUNICAÇÃO – ASSESSORIA DE IMPRENSA): “Todo bom cientista deve ser criativo, ter espírito investigativo e uma certa obsessão pelo desafio. Mas como será que nasce esse cientista?  Ou melhor: será que existe um cientista desses em cada um de nós?”

            O espetáculo, chamado de um “musical quântico” (novamente, extraído do “release”) “trata de um tema nada fácil – a física de partículas – de maneira envolvente, divertida e informativa. O músico David Bowie e seu lendário personagem Ziggy Stardust inspiram a estética e a proposta da encenação, que propõe transformar o palco em um show de rock”.

            A diretora e adaptadora do livro, JOANA LEBREIRO, teve uma atitude muito corajosa, completamente oposta à que seria a minha, se estivesse em seu lugar. Confessa JOANA que “Física era uma das matérias de que menos gostava na adolescência” e, quando tomou conhecimento do livro de ELIKA, teve o interesse despertado para torná-lo uma peça para crianças e adolescentes, com o objetivo de introduzi-los nesse universo, só conhecido pelos mais velhos.

Eu, “inexplicavelmente”, odeio Física, sem nunca ter tido uma aula dessa disciplina. Justifica-se o “inexplicavelmente”? Na minha época escolar, o, então, chamado 2º Grau era dividido em dois segmentos: Científico e Clássico. Tendo optado pelo Clássico, por querer, depois, cursar a Faculdade de Letras e, também, TEATRO, jamais tive uma aula de Física, matéria que não fazia parte do currículo referente à minha opção. Conheço, apenas, o básico do básico do básico do básico... Sou quase um analfabeto no assunto. Eu disse “quase”? Fui modesto.

Eu jamais teria, como JOANA, me interessado pelo livro da ELIKA, não por sua qualidade, é óbvio, na qual creio, piamente, mas pelos motivos já, então, revelados.






            Mas que bom que JOANA se sentiu provocada e nos brinda com um lindo espetáculo que, além de bonito, lúdico e alegre, cumpre seu objetivo didático, sem ser “chato”; muito pelo contrário. Não é, propriamente, para crianças pequenas. Eles entendem alguma coisa e ficam sem entender outras, entretanto o que observei, no dia em que assisti à montagem, é que elas saem do teatro muito curiosas, fazendo perguntas aos pais e demonstrando interesse por pesquisar sobre o assunto e se aprofundar nele. Isso é maravilhoso, se considerarmos que são crianças.

O livro, que deu origem à peça, surgiu em função das muitas perguntas que Yuki, o filho caçula de ELIKA TAKIMOTO, lhe fazia “seguidas de infinitos pontos de interrogação”, segundo a própria autora, à medida que ela ia contando, em casa, as suas experiências no CERN, o maior laboratório de Física do mundo, onde ELIKA fizera um curso de física das partículas. Ainda é a mãe do menino quem afirma que, “na essência”, Yuki é o próprio ISAAC; ou seja, deu origem, na ficção, ao simpático e carismático personagem.

A minha sinceridade me obriga a dizer que fui assistir à peça com uma grande expectativa, em função dos nomes dos profissionais que compõem a ficha técnica do espetáculo, porém sem muita de vontade de fazê-lo, tudo pela minha implicância e quase total ignorância, com relação a um “bicho-papão”, para mim (continua sendo), chamado Física. Meus neurônios, por mais que eu tivesse atento ao texto, não colaboraram. Devem estar muito cansados, de forma que não agreguei mais tantos conhecimentos sobre a matéria, além dos parcos que levava comigo. Chegou um momento em que abandonei qualquer tentativa de apreender Física e me detive nos aspectos técnicos da montagem, um conjunto de acertos, resultando numa interessantíssima produção.

Estou falando por mim, pobre e assumido ignorante em Física, porém JOANA LEBREIRO soube encontrar, metaforicamente, uma fórmula de despertar o interesse dos pequenos pela matéria, a ponto de eles saírem bem satisfeitos da peça, como pude apurar, entre alguns com os quais conversei. Todos disseram ter entendido o que viram e ouviram e que gostaram muito da peça, o que é um bom sinal, porque criança não mente; pelo menos com relação a TEATRO. Quando gostam, aplaudem; quando não gostam, vaiam. Todos aplaudiram. E eles são o público-alvo.






Não conheço o livro e, provavelmente, não o conhecerei, mas confio no acerto da adaptação, feito por JOANA. O que sei, sobre ele, é que ELIKA também encontrou uma maneira simples de explicar, ao filho pequeno e a todos os seus leitores, os mistérios da Física (das partículas), sobre os quais ela mesma se encarregava de fazer seus questionamentos.

A direção de JOANA LEBREIRO também facilita, aos pequenos espectadores, a assimilação dos conceitos, principalmente pela utilização dos apelos para o visual (estéticos) e a música. Transpor o material do livro, para um palco, sob a forma de um musical foi uma jogada de mestre.

Enganam-se, redondamente, os que ainda pensam que, “se é para criança, qualquer coisa serve”. Estupidez total!!! A criança, além de merecer todo o nosso respeito, porque é um ser humano e será o público do futuro, é muito exigente e sincera. Na sua ingenuidade, ela sabe distinguir o joio do trigo. Ela sabe reconhecer o que é bom, o que tem valor. Nesse sentido, aplaudo, de pé, a escalação do time que entrou em campo, nesta peça, do elenco a todos os criadores e técnicos. São eles, além do texto e da direção, que fazem deste “ISAAC...” um espetáculo digno de abrir o ano teatral infantojuvenil de 2018, no Rio de Janeiro, com o pé direito.

No elenco, não há falhas; há, sim, apenas alguns pequenos destaques, o que, no total, nos faz atribuir a ele adjetivos, como competente, coeso, nivelado, amalgamado, engajado (na proposta), produzindo um excelente resultado final.









O protagonista, JOÃO LUCAS ROMERO (ISAAC), já teve várias oportunidades de mostrar seu talento, em trabalhos para crianças, e, aqui, só faz ratificar essa qualidade. Carisma é algo indispensável, para um ator agradar aos petizes, e isso JOÃO tem de sobra. Excelente trabalho!






CLÁUDIO MENDES, grande ator, acostumado a ser visto em ótimos trabalhos “para adultos”, como no recente e excelente “AGOSTO”, por exemplo, aqui, na pele de ARGO, o GRÃO DE AREIA, brinca com o texto e as situações, caindo no gosto das crianças, por saírem de sua boca algumas das falas que provocam humor no espetáculo. É muito bom o seu trabalho!






Se tivermos de apontar um destaque, aplicado ao canto, neste musical, ele vai para JÚLIA GORMAN, que sola a maioria das canções, com uma linda e potente voz, além de narrar boa parte da história e atuar com correção.






Em papéis de menor destaque, na trama, porém de excelente qualidade profissional, estão ANDRÉ ARTECHE e JÚLIA SHIMURA, os dois MÚSICOS-PARTÍCULAS e CIENTISTAS, que dão sustento aos arranjos vocais em grupo, mas também têm seus momentos solo e funcionam muito bem, atuando.






Agradou-me muito a opção de NATÁLIA LANA, por um cenário simples, dispensando o luxo e as peças de grandes dimensões - até porque o palco do OI Futuro Flamengo é bem pequeno –, limitando-o a um praticável, ao fundo, sobre o qual se instala a banda, formada por ARTECHE, GORMAN e SHIMURA, liberando o resto do palco, do centro ao proscênio, para as ações de ISAAC e ARGO. Além disso, apenas duas tapadeiras e duas colunas laterais, feitas de tiras de elástico largo, esticado, do teto ao chão (foi a impressão que tive) branco, assimilando todas as cores, fartamente utilizadas por PAULO CÉSAR MEDEIROS, no seu belo projeto de iluminação, que colabora bastante para a beleza estética da peça.

BRUNO PERLATTO, acertadamente, criou interessantes figurinos, seguindo uma linha meio futurista e psicodélica, para os personagens de ANDRÉ ARTECHE e as duas atrizes / instrumentistas / cantoras, JÚLIA GORMAN e JÚLIA SHIMURA. Para ISAAC, ficou nos trajes do dia a dia de um menino. Abusou da criatividade e da brincadeira para o difícil, indecifrável (no bom sentido) e exótico traje de ARGO. Como vestir um GRÃO DE AREIA? BRUNO sabe.

Antes de pôr em evidência os dois pontos altos do espetáculo, a trilha sonora e o videografismo, quero registrar os ótimos trabalhos dos maquiadores DIEGO NARDES, DIVA CORREIA e LUCAS SOUZA; o visagismo, assinado por DUOELO VISAGISMO; e a direção de movimento e as coreografias, de BRUNO CEZÁRIO.

Este bolo não tem apenas uma cereja. São duas: uma, para ser saboreada durante o espetáculo, e outra idem, mas que, também, nos acompanha no caminho de casa.

A primeira é o magnífico trabalho de videografismo, criado pelos mais competentes profissionais do ramo, que eu conheço. Há outros profissionais, atuando, também de comprovada competência, mas me vejo na obrigação de elevar os nomes dos irmãos RICO e RENATO VILAROUCA ao mais alto patamar de sucesso e competência. As imagens garimpadas pela dupla e as criadas por eles são belíssimas e ilustrativas, colaborando para a pronta assimilação dos conhecimentos transmitidos. Uma pérola de trabalho!!!






A segunda diz respeito à parte musical, começando pela excelente trilha original, que comporta 10 ótimas canções, com letras de JOANA LEBREIRO e melodias de RICCO VIANA, também responsável pela ótima direção musical, estendendo-se à perfeita execução das canções. O público sai do teatro com trechos de algumas delas na cabeça, aquilo que, popularmente, é chamado de “música chiclete” só que no bom sentido São fáceis de serem assimiladas e as letras contêm informações, as quais, mais facilmente são captadas pelo pequenos público.



 








FICHA TÉCNICA:

Baseado na obra homônima de Elika Takimoto 
Texto Adaptado e Direção: Joana Lebreiro

Elenco: André Arteche, Cláudio Mendes, João Lucas Romero, Júlia Gorman e Júlia Shimura
Stand-in: Vicente Coelho e Pedrinhu Junqueira

Projeções do Espetáculo e Videoinstalação ‘Os mundos de Isaac’: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
Direção Musical: Ricco Viana
Canções: Ricco Viana e Joana Lebreiro
Figurinos: Bruno Perlatto
Iluminação: Paulo César Medeiros
Cenário: Natália Lana
Direção de Movimento e Coreografias: Bruno Cezário
Diretora Assistente: Brunna Napoleão
Visagismo: Duoelo Visagismo
Maquiadores: Diego Nardes, Diva Correia e Lucas Souza
Figurinista Assistente: Rachel Rozenberg
Assistente de Figurino: Luísa Marques
Cenotécnico: André Salles
Técnico de Som: Leandro Meireles
Operador de Luz: José Luiz Jr.
Operadora de Vídeo: Stella Maiques
Mídias Sociais: André Mizarela (Humans Creative Group)
Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Programação Visual: Renato Vilarouca e Rico Vilarouca
Fotos: Rudy Hühold e Renato Mangolin
Administração Financeira: Rodrigo Gerstner
Assistente de Produção: Marina Caran
Produtora Executiva: Débora Amorim
Direção de Produção: Camila Vidal
Idealização: Joana Lebreiro e Camila Vidal










SERVIÇOS:

ESPETÁCULO “ISAAC NO MUNDO DAS PARTÍCULAS”:
Temporada: De 27/01 a 25/03 de 2018
Local: Teatro Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 3131-3060
Dias e Horários: sábados e domingos, às 16h
Valor dos Ingressos: R$20,00 (inteira) R$10,00 (meia entrada)
Lotação: 63 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação Indicativa: Livre
Funcionamento da Bilheteria: De 3ª feira a domingo, das 14h às 20h

INSTALAÇÃO “OS MUNDOS DE ISAAC”, DE RICO VILAROUCA E RENATO VILAROUCA:
Temporada: De 03/02 a 19/03 de 2018
Local: Oi Futuro Flamengo / Térreo: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo – Rio de Janeiro
Telefone: (212) 3131-3060
Dias e Horários: De 3ª feira a domingo, das 11h às 20h
ENTRADA FRANCA
Classificação Etária: Livre

LANÇAMENTO DO LIVRO “ISAAC NO MUNDO DAS PARTÍCULAS”, DE ELIKA TAKIMOTO:
Dia 17/02, às 17h10min
Local: Oi Futuro Flamengo
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 3131-3060


 






            “ISAAC NO MUNDO DAS PARTÍCULAS” é daqueles espetáculos infantojuvenis que encantam as crianças, de todas as idades, incluindo os adultos que se propuserem a libertar sua porção guri.

            É um espetáculo que dignifica o teatro infantojuvenil, por ter sido criado por um grupo, dedicado e competente, de profissionais, exigentes consigo mesmos, visando a oferecer um produto de primeiríssima qualidade, como é este musical, o qual eu recomendo com o maior empenho.

            VIDA LONGA A “ISAAC NO MUNDO DAS PARTÍCULAS”!!!

            E VAMOS AO TEATRO!!!

            OCUPEMOS TODAS AS SALAS DE ESPETÁCULO DO BRASIL!!!

            DIVULGUEM O TEATRO BRASILEIRO!!!



 




(FOTOS: RUDY HÜHOLD
e
RENATO MANGOLIN.))