“GIL – ANDAR
COM FÉ -
O MUSICAL”
ou
(“O MELHOR LUGAR
DO MUNDO
É AQUI E AGORA.”
[GILBERTO GIL].)
Sempre gostei de musicais e continuo
gostando, cada vez mais, quando bem-feitos, sejam eles
biográficos, sejam calcados em outros temas. E fico muito feliz, quando assisto
a espetáculos desse gênero que homenageiam artistas ou personalidades ainda em
vida, o que considero um ato expressivo do valor atribuído a tal pessoa reverenciada.
Isso deve ser, para o homenageado, motivo de profundo regozijo, por se ver distinguido
no palco. O nome de quem está merecendo uma honraria, neste momento, num estupendo
espetáculo em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo (Ver
SERVIÇO.), como parte das comemorações dos 10 anos da casa,
onde foram encenados muitos dos mais festejados e premiados musicais, aqui numa superprodução,
é Gilberto Passos Gil Moreira, ou, simplesmente, para o Brasil
e o mundo, Gilberto Gil, um dos nomes mais importantes da Música
Popular Brasileira, que carrega consigo uma história tão rica quanto
seu indiscutível e supremo talento. Pensei, antes de iniciar os comentários
críticos sobre a peça, em fazer um resumo da biografia de Gilberto Gil,
entretanto, para poupar tempo e ir direto ao assunto, acho totalmente
desnecessário fazê-lo, não fosse ele uma das pessoas públicas mais conhecidas.
Para mim, na tarde daquele domingo, dia 27 de setembro de 2026, era
ali, numa poltrona da 5ª fila da plateia do Teatro Santander, o melhor lugar
do planeta e naquele momento (“O melhor lugar do mundo é aqui e agora.” –
Gilberto Gil – 1977 – álbum “Refavela”.).
SINOPSE:
Combinando memória e poesia, o musical, autoral, oferece um retrato
sensível e vibrante da vida de Gilberto Gil, a primeira biografia
musical sobre a vida e a obra do cantor e compositor, um artista plural,
como é o Brasil.
Sua história e seu legado transbordam ricas memórias, diferentes ritmos
e mensagens que ajudaram, e ainda ajudam, a compor a identidade brasileira.
Gil segue, caminhando com fé, encantando multidões e inspirando diferentes
gerações.
Sua longeva jornada musical nos brinda com grandes canções.
Suas palavras e versos atravessaram décadas e ajudaram a retratar o Brasil,
consagrando-o como uma das maiores referências culturais do país.
O espetáculo, dedicado à vida e à obra do artista, reúne canções,
episódios marcantes e passagens que atravessam suas diversas fases como
criador, intérprete e pensador da música popular brasileira.
Como
é gratificante assistir a um espetáculo de TEATRO musical autoral!
Para iniciar, venho com comentários sobre o enxuto texto, de NEWTON
MORENO, que foi fundo na sua rica pesquisa, para criar a dramaturgia
do musical, ocupando-se de não deixar de citar nem explorar nada de importante
da vida pessoal e artística do ídolo brasileiro, admirado por muitas gerações e
que está em total evidência e atividade laboral e criativa ainda nos dias de hoje.
A narrativa acompanha a trajetória de Gilberto Gil (GUI
VENTURA), a partir do período do exílio, em Londres, momento
decisivo para o artista, a partir de quando sua vida e obra passaram a ganhar
novas camadas de significado. Desse ponto em diante, o espetáculo conduz o
público por lembranças que resgatam sua formação no sertão de Ituaçu,
Bahia, a efervescência de Salvador, os palcos do Rio
de Janeiro e de São Paulo, que o projetaram para o Brasil
e o mundo, e episódios marcantes, como o histórico e memorável “show”
de despedida, “Barra 69”, imortalizado em um disco LP,
gravado ao vivo, sob péssimas condições técnicas, em apenas um canal, salvo
engano, mas que tem um valor histórico inestimável (Tenho uma cópia.),
momento que antecedeu sua partida do país, forçada pelos gorilões da
ditadura militar que tomou conta do país, desde 01 de abril de 1964, “Página
infeliz da nossa História” – Chico Buarque – “Vai Passar” – 1984 – álbum “Chico
Buarque”), junto com Caetano Veloso e respectivas
famílias.
Nesse percurso, surge Tempo-Rei (GUGA BARBOSA), um
ser maduro e de caráter quase mítico, que leva o nome de um dos sucessos de Gil,
personagem simbólico, que atua como guia e consciência, aproximando diferentes
fases da vida do artista e estabelecendo diálogos entre o Gil jovem e
o Gil do futuro. Ele é o condutor da narrativa, conectando
memórias, visões e reencontros, que revelam a força transformadora da música.
Não ficaram de fora, o que seria imperdoável, figuras essenciais do
universo do homenageado, como Caetano Veloso (HENRIQUE ZAMITH),
irmão de alma e parceiro fundamental de Gil na criação
tropicalista e nos anos de exílio; Gal Costa (PAMELA MACHADO);
Maria Bethânia (CALU MANHÃES); Luiz Gonzaga (GUGA
BARBOSA); Sandra Gadelha, a Drão (LETÍCIA) e
artistas e familiares que ajudaram a moldar sua trajetória pessoal e musical,
entre os quais cito João Gilberto (GUGA BARBOSA), Jorge
Mautner, Jards Macalé, Roberto Carlos
e Nana Caymmi (LUBO), com quem Gil foi
casado, além de filhos, netos e sua companheira de muitos anos e sua “fiel
escudeira”, parceira de uma fase serena e plena da vida do artista, Flora
Gil (BEL LIMA), que simbolizam a continuidade de seu legado.
Além de confiável aos fatos, NEWTON MORENO foi muito
feliz, ao incluir, na arquitetura dramática do espetáculo, a
presença de um personagem tão curioso quanto enigmático, ainda que bem
identificado pelo público, quase como um “alter ego” de Gil,
sem o ser, na verdade. Também foi milimétrico o dramaturgo nas
falas dos personagens e na costura de todas as cenas, não permitindo “barrigas”
ou qualquer outro desvio de ritmo, detalhe reforçado pela excelente direção
de MIGUEL FALABELLA. Um grande acerto da dramaturgia é o
fato de ela também reunir personagens decisivos na vida pessoal de Gil
e da cultura brasileira, como Belina Paraíso, sua
primeira namorada e, também, primeira esposa; Sandra Gadelha (Drão),
sua segunda esposa, Dedé Gadelha, irmã de Sandra e primeira
esposa de Caetano Veloso, com quem compartilha a experiência do
afastamento forçado do Brasil. A atual esposa Flora Gil, com quem
o artista está casado há mais de 45 anos, marca a fase mais
serena da trajetória do artista, enquanto Preta Gil evoca sua
relação com a paternidade, ele que, ao todo, é pai de oito filhos,
dois dos quais, infelizmente, contrariando a "ordem natural das coisas", já falecidos: Pedro Gil, em 1990, e Preta
Gil, em 2025. Mais um ponto positivo da dramaturgia
é que os dois fatos são mencionados na peça, porém sem nenhum apelo dramático.
Artista mais que tarimbado, como ator e diretor,
principalmente na área de musicais, tantas vezes premiado, nas duas funções, FALABELLA,
de forma bastante acertada, no meu entender, optou por uma narrativa não linear, obedecendo ao tão ajustado roteiro, afastando-se do formato que estamos
acostumados a ver em musicais como este, biográfico tradicional e cronológico,
estruturando a encenação sob a ótica mítica do genial personagem Tempo-Rei, certamente, um grande achado. A direção faz com que
tempos se misturem no palco; passado, presente e futuro se entrelaçam,
permitindo que momentos, como a infância, na Bahia, o grande
sucesso da “subversiva” Tropicália e o exílio, em Londres,
apareçam conectados por essa figura central do tempo. Tempo-Rei ocupa todas as dimensões temporais e espaciais. O diretor
joga bastante luz sobre o aspecto transgressor da geração
dos anos 1960, adversária ferrenha da falta de liberdade de
expressão e manifestação e oposição a um regime de exceção, como um marco que “salvou
o Brasil da caretice” – E viva os tropicalistas!!! -, exaltando a luta
pela arte e pelos direitos humanos. Um dos grandes méritos do diretor,
além de seu trabalho de orientação aos atores e comando geral, reside na
escolha, como sempre, de uma impecável FICHA TÉCNICA, selecionada a dedo
- elenco, artistas de criação e técnicos -, para que o brilhante
resultado da encenação fosse alcançado. Em cena, FALABELLA nos
presenteia com um espesso caldo de fortes referências às
artes plásticas brasileiras, unindo cor, ritmo, dança e humor, em uma grande
festa cênica com elenco grandioso, em número (34 artistas, fora os músicos da banda.) e
qualidade.
A maior atração do espetáculo, depois, evidentemente, do nome de Gilberto
Gil, uma verdadeira “entidade”, para mim, destacado como o criador e promotor de uma arte que
atravessou fronteiras e segue inspirando novas gerações, é representada pelo ator/protagonista, GUI VENTURA, um multiartista (ator, cantor,
compositor e musicista), que veio das Minas Gerais, escolhido
em um processo de disputadíssimas audições, que mobilizaram mais de 800
candidatos, do Brasil inteiro, com formações e
trajetórias diferentes, ganhando o papel com a posterior bênção do próprio Gil.
Não sei se, no meu repertório léxico, conseguirei encontrar um termo preciso e o
mais adequado possível, para adjetivar o irretocável trabalho de GUI. Logo a partir de sua primeira aparição em cena, o público demonstra sua estupefação,
diante da semelhança física do ator/cantor com Gilberto Gil, logicamente
com a ajuda luxuosa do visagismo, a cargo de DICKO LORENZO, parecença que só faz
aumentar, cada vez mais, à medida que o espetáculo vai transcorrendo, por conta
da voz de GUI, quando fala e canta, num trabalho de composição de
personagem emocionante, raramente visto nos palcos. Não só se sai muito
corretamente na interpretação como nos encanta quando canta. E como canta o
rapaz! Trabalho merecedor de prêmios.
Os demais do elenco,
veteranos e novos talentos do TEATRO Musical, contribuem, todos,
sem a menor exceção, para uma harmonia cênica, no que diz respeito à interpretação,
ao canto e à execução das alegres e marcantes coreografias,
propostas pela dupla LEILANE TELES e TIAGO DIAS. Atores e atrizes
se apresentam em personagens fixos, e/ou representando mais de um papel ou
função. São eles, além dos já citados GUI VENTURA e GUGA BARBOSA e
de outros também já relacionados: MARIEL (Rita Lee), LUCI
SALUZZI (Preta Gil), MARIA ANTÔNIA IBRAIM (Mãe
Claudina), CHICO RUBENS (Ensemble e Gilberto Gil Cover),
JESUS JADH (Personagens Masculinos), OFÀ LÓWÒ (Pai
Zeca e Gilberto Gil Cover), MAURÍCIO REDUCINO (Ensemble),
ANALUHH (Irmã Gildina), JULIANA TEIXEIRA (Ensemble),
YGOR ZAGO (Personagens Masculinos), BIA VASCONCELLOS
(Personagens Femininos), VEHTZ (Ensemble), PAULA
MIESSA (Personagens Femininos), VINÍCIUS LOYOLA (Chacrinha
e Personagens Masculinos), NATÁLIA ANTUNES (Ensemble),
THIAGO ALVES (Ensemble), VITOR VIEIRA (Personagens
Masculinos), JOYCE COSMO (Personagens Femininas), ÁGATA
MATOS (Avó Lydia), ANTÔNIA MEDEIROS (Ensemble),
JEISON LOPES (Ensemble), MOIRA OSÓRIO (Elis Regina),
MARI SARAIVA (Swing Feminino), TIAGO DIAS (Swing
Masculino), PEDRO ARRAIS (Chico Buarque) e ROMES
PINHEIRO (Ensemble e Cover Tempo-Rei). A maioria dos atores se
desdobram em inúmeros personagens da trama, a qual se desenrola ao longo de
décadas.
A fim de dirimir qualquer dúvida, para os que não têm tanta intimidade
com o TEATRO Musical, fica aqui a distinção entre duas funções
importantes neste gênero de espetáculo. O “ensemble”, vocábulo
inglês, ou corpo de baile/coro, é
o grupo fixo de artistas – atores, cantores e bailarinos - que
apoia o elenco principal, cantando e dançando em conjunto, para dar vida, ritmo
e energia às cenas. Já o “swing”, outro representante da língua
de Shakespeare, é o membro do elenco responsável por cobrir e
substituir múltiplos papéis do “ensemble” ou, até mesmo, de
atores principais, em caso de ausência, doença ou imprevistos, sendo que, neste
último caso, via de regra, já há atores definidos, previamente, chamados de “cover”.
Outros
aspectos, importantíssimos em musicais, que podem agregar muito valor ao
projeto e que, aqui, merecem destaque nesta montagem, da parte deste crítico, são
a direção musical, assinada por THIAGO GIMENES, e os arranjos
musicais e orquestração, a cargo do mesmo THIAGO,
dividindo a tarefa com TIAGO SAUL e IVAN DE ANDRADE. Uma banda
formidável, regida pelo maestro residente GUI LEAL,
acompanha, ao vivo, os 34 artistas em cena, quando cantam uma fantástica
“setlist”, que abarca alguns dos mais emblemáticos “hits”
da lavra de Gil, como “Eu Vim da Bahia”, “Andar com Fé”, “Aquele Abraço”, “Domingo
no Parque”, “London, London”, “Tempo-Rei”, “Se
Eu Quiser Falar Com Deus”, “Drão”, “Vamos Fugir”,
“Back In Bahia”, “Palco”, “Realce” e “Toda
Menina Baiana”, entre outras, canções que surgem como elemento
dramatúrgico fundamental, transformando lembranças em cena e recriando momentos
de saudade, exílio, resistência, descoberta e celebração. É óbvio que dezenas
de outros sucessos tiveram que ficar de fora da trilha sonora,
porque o espetáculo não poderia durar mais do que os 155 minutos de ação,
já computados os 15 de intervalo.
Ao ser apresentado, por MIGUEL FALABELLA, diretor
do espetáculo, a Gilberto Gil, antes de seu nome ser publicamente
divulgado, com muita emoção, o GUI VENTURA disse ao mestre: “Vou fazer o
melhor que eu puder.”, ao que o baiano, naquele seu jeito manso e sábio
de falar, respondeu: “Faça apenas o que puder, não precisa do melhor”.
O encontro terminou com os dois cantando, em dueto, “A Paz”,
parceria de Gil com João Nonato.
Os artistas criativos esbanjam talento e bom gosto nesta
equipe coesa. Já tendo mencionado os trabalhos de alguns, sinto-me no desejo, e
obrigação, de relacionar outros, como NATÁLIA LANA, responsável pela cenografia
da montagem, concebida,
de maneira fascinante, para refletir a ideia de que o tempo e a vida de Gilberto
Gil não andam em linha reta, mas giram e se conectam, traduzindo a
visão de que o passado, o presente e o futuro dançam juntos, girando e se
reinventando como a obra do artista. Além de toda a descomunal estrutura cênica
concebida por NATÁLIA, a premiada artista pôs, no palco, um elevador que faz com que os atores "surjam do nada" e, pela primeira
vez – para mim, pelo menos -, um conjunto de esteiras
rolantes, material de alta tecnologia, pelas quais, quando acionadas,
os atores deslizam, numa festa de dinâmica e beleza sem par. Por muitas e
muitas vezes, a estrutura cenográfica
se transforma, para acompanhar
os diferentes climas e fases da vida de Gil. Uma preciosidade de
trabalho!
Gil é alegria, é cor, é luz; Gil é vida, em suma. Isso está presente
nos alegres e bem confeccionados figurinos, numa grande e
variedade quantidade, desenhados por MARCO PACHECO e JEMIMA TUANY, dois
nomes que sempre se destacam em grandes e pequenas produções.
A plasticidade que emana do palco é uma festa para os olhos, um esbanjar de
alegria e bom gosto, tudo muito bem iluminado e realçado pelas luzes, cores e
intensidades, inseridas no fenomenal desenho de luz, com o qual
nos brinda WAGNER PINTO. Conversam, em total harmonia, no imenso espaço
cênico do Teatro Santander, o que há de melhor em termos de elementos
cenográficos e iluminação, luz essa que também evidencia
detalhes das indumentárias.
FICHA TÉCNICA:
Texto: Newton Moreno
Direção: Miguel Falabella
Direção Associada: Bárbara Guerra
Direção Musical: Thiago Gimenes
Arranjos Musicais e Orquestração: Thiago Gimenes, Tiago Saul e Ivan de Andrade
Elenco: Gui Ventura (Gilberto Gil), Guga Barbosa (Tempo-Rei), Henrique Zamith (Caetano Veloso), Bel Lima (Flora Gil), Mariel (Rita Lee), Luci Saluzzi Preta Gil), Calu Manhães (Maria Bethânia), Pamella Machado (Gal Costa), Letícia (Sandra Gadelha, Drão), Maria Antônia Ibraim (Claudina, mãe de Gil), Chico Rubens (Ensemble e Gilberto Gil Cover), Jesus Jadh (Personagens Masculinos), Ofà Lówò (Zeca, pai de Gil, e Gilberto Gil Cover), Maurício Reducino (Ensemble), Analuhh (Gildina, irmã de Gil), Juliana Teixeira (Ensemble), Ygor Zago (Personagens Masculinos), Bia Vasconcellos (Personagens Femininos), Vehtz (Ensemble), Lubo (Nana Caymmi), Paula Miessa (Personagens Femininos), Vinícius Loyola (Chacrinha e Personagens Masculinos), Natália Antunes (Ensemble), Thiago Alves (Ensemble), Vitor Vieira (Personagens Masculinos), Joyce Cosmo (Personagens Femininos), Ágata Matos (Avó Lydia), Antônia Medeiros Ensemble), Jeison Lopes (Ensemble), Moira Osório (Elis Regina), Mari Saraiva (Swing Feminino), Tiago Dias (Swing Masculino), Pedro Arrais (Chico Buarque) e Romes Pinheiro (Ensemble e Cover de Tempo-Rei).
Coreografia: Leilane Teles e Tiago Dias
Cenografia: Natália Lana
Figurino: Marco Pacheco e Jemima Tuany
Iluminação: Wagner Pinto
“Design” de Som: Tocko Michellazo
Visagismo: Dicko Lorenzo
Assessoria de Imprensa: Midiorama
Fotos: Felipe Menezes
Produção de Elenco: Giselle Lima
Identidade Visual: Gabriel Wickbold (O fotógrafo Gabriel Wickbold assina o
cartaz do espetáculo, no estilo de seu projeto autoral “I am light”, que também
inspira um dos cenários da montagem.)
SERVIÇO:
Temporada: De 20 de agosto a 29 de novembro de 2026.
Local: Teatro Santander.
Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 2041 – Complexo JK Iguatemi – São Paulo, SP.
Dias e Horários: 5ªs e 6ªs feiras, às 20h; sábados, às 16h e 20h; domingos, às 15h e 19h.
Valor dos Ingressos: Plateia VIP: R$ 400 (inteira) e R$ 200 (meia-entrada);
Plateia Superior: R$ 300 (inteira) e R$ 150 (meia-entrada); Frisa Plateia: R$
300 (inteira) e R$ 150 (meia-entrada); Balcão A: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia-entrada);
Frisa Balcão: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia-entrada); Balcão B: R$ 50 (inteira)
e R$ 25 (meia-entrada).
Venda dos Ingressos: Pela plataforma SYMPLA (com cobrança de taxa de
serviço) e na bilheteria do Teatro (sem cobrança de taxa de serviço).
Horário de funcionamento da bilheteria: A bilheteria do Teatro Santander funciona todos os dias, das 12h às 18h, e, em dias de espetáculo, permanece aberta até o início da apresentação. O Teatro dispõe de totem de autoatendimento, para compras, sem taxa de conveniência, 24 horas por dia.
Duração: 140 minutos, mais intervalo de 15 minutos.
Classificação Etária: 12 anos.
Acessibilidade: Em todas as sessões, há audiodescrição e Libras.
Gênero: Musical.
“GIL – ANDAR COM FÉ – O MUSICAL” é
um espetáculo sem o menor defeito. É um convite às memórias, à poesia, ao amor, à
alegria. É um musical que nos enche de orgulho dos nossos artistas e de paixão
pelo nosso TEATRO, mormente o musical, que sabemos
fazer, com competência e dignidade, a ponto de não dever nada às montagens
estrangeiras. E tudo isso é motivo para que eu RECOMENDE, COM O MAIOR EMPENHO, ESTE ESPETÁCULO, que ainda pretendo rever, no
final da temporada.
FOTOS: FELIPE MENEZES
GALERIA
PARTICULAR
(Fotos:
Carlos Sabag.)
É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que
a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais.
Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de
melhor no TEATRO.












































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