domingo, 1 de novembro de 2026

 “UMA VELHA CANÇÃO,

QUASE ESQUECIDA”

ou

(UM TRATAMENTO DELICADO PARA UM TEMA AMEAÇADOR.)

 


 



 

           Uma doença, considerada um transtorno neurodegenerativo progressivo e a forma mais comum de demência, caracterizada por perda de memória recente (dificuldade em recordar fatos ou eventos recentes), dificuldades de comunicação e linguagem e desorientação no tempo e no espaço, além de mudanças de comportamento, humor e perda graduada de autonomia, para atividades do cotidiano, que acomete, principalmente, pessoas em idade avançada, sendo mais comum após os 65 anos, serve de gatilho para a escrita de um texto teatral, ora sendo encenado, em temporada curtíssima, infelizmente, no Teatro Fashion Mall (Sala Mauro Mendonça). (Ver SERVIÇO.) A doença é o Mal de Alzheimer, e a peça, “UMA VELHA CANÇÃO, QUASE ESQUECIDA”, que chega para os cariocas, depois de uma brilhante temporada em São Paulo, no SESC Pompeia, amplamente reverenciada pelo público e pela crítica especializada, tendo sido um de seus atores, GENEZIO DE BARROS, indicado a, talvez, o maior prêmio de TEATRO em evidência. Divide a cena com ele IURI SARAIVA.






 Nos últimos cinco anos, devo ter assistido a, pelo menos, uma meia dúzia de peças, ou mais, creio eu, cuja temática principal é o Alzheimer e tudo o que esse mal implica, em termos de perdas, mormente as afetivas e sentimentais. Não me recordo de as ter avaliado mal; a todas. Muito pelo contrário, foram produções que me emocionaram contundentemente. Das que mais me arrancaram lágrimas e, muito próximas a nós, no tempo, destaco “O Pai” e “O Formigueiro”. O primeiro é um dos espetáculos mais premiados e aclamados do país, protagonizado por Fúlvio Stefanini. A montagem brasileira, do texto do francês Florian Zeller, retrata, de forma brilhante e impactante, a confusão mental e a perda de referências de um idoso que convive com a doença, sob a ótica do próprio paciente. “O Formigueiro”, ainda em cartaz, é uma sensibilíssima e humana produção, cujo texto transita entre o humor e o drama familiar, para expor as profundas transformações práticas e emocionais que ocorrem em uma casa, quando o Alzheimer se instala. Também reservo um aplauso para “Pra Você Lembrar de Mim”, que apresenta um diferencial, com o foco no Alzheimer precoce e na inversão de papéis, jogando luz sobre as angústias, dores e o esgotamento do familiar que se torna o cuidador principal, e para “Aos Sábados”, um drama familiar, baseado em fatos reais, que mistura humor e emoção para retratar o amor, a resiliência e o empoderamento feminino, também tendo o Alzheimer como pano de fundo.







  Mas o espaço agora é para falar sobre “UMA VELHA CANÇÃO, QUASE ESQUECIDA”, uma montagem da Cia Ludens, que acompanha a história de um velho ator, enfrentando o Alzheimer. A narrativa usa a música e a poesia, para abordar a finitude, a perda de memória e o poder do afeto, com extrema delicadeza.

 

 








SINOPSE:

Uma jornada para dentro da alma e da história de James O'Brien (GENEZIO DE BARROS / IURI SARAIVA), um velho ator, que, convivendo com o Alzheimer, escreve, obstinadamente, na tentativa de manter vivos pessoas e fatos que marcaram a sua trajetória.

Durante um concerto, no asilo onde mora, movido pela música e provocado pela presença de sua versão mais jovem, representada por IURI SARAIVA, o personagem quando jovem, tenta reconstruir suas memórias de carreira, família e amores.

Aos poucos, passado e presente se fundem, enquanto a escrita e a música representam a tentativa de organizar uma memória que já não se deixa acessar inteiramente.


 

 






         Em primeiro lugar, considero um grande ato de empatia e nobreza a atitude da dramaturga irlandesa, DEIRDRE KINAHAN, nem um pouco conhecida por aqui, porém muito festejada, como uma celebridade, em seu país, pela primeira vez, encenada no Brasil, apesar de já ter, em seu currículo, 19 peças, quando se propôs a escrever um texto dramático para o ator irlandês Bryan Murray, referência das artes cênicas na Irlanda, com mais de cinco décadas entre teatro, TV e cinema, afastado da carreira, devido ao Alzheimer, e que retornou aos palcos, em 2023, para atuar nesta peça. Diagnosticado com Alzheimer, em 2019, Murray vinha se afastando, gradualmente, dos palcos, mas retornou a um deles, em 2023, para interpretar James O'Brien, personagem que ficciona sua própria trajetória. Uma obra sobre memória, criada, especialmente, para um ator que enfrentou, na própria vida, a experiência desse desencontro consigo. Detalhe interessante e que merece se tornar conhecido: “Em 2024, DEIRDRE KINAHAN e Bryan Murray receberam, conjuntamente, o inaugural “Pratchett Prize”, concedido pelo Trinity Centre for Literary and Cultural Translation, pelo trabalho da peça, no enfrentamento do estigma associado ao Alzheimer.”. O espetáculo é isso mesmo, a história de um ator que enfrenta o Alzheimer, texto que vem embalado em uma delicada e poética reflexão sobre memória, o tempo e os vínculos que permanecem.







        Trata-se de um belíssimo espetáculo, muito comovente, na sua simplicidade explícita, que gira em torno de um mesmo personagem, em diferentes momentos da vida: James O'Brien, um ator que, já na velhice, percorre as lembranças de uma vida dedicada ao TEATRO, enquanto convive com o avanço gradativo de um algoz, o Alzheimer. Estamos diante de uma peça sobre o tempo, sobre o que a memória leva, em função de uma doença neurodegenerativa, mas, também, sobre o que não se apaga, porque deixou marcas indeléveis. O texto coloca, cara a cara, dois atores, representando diferentes fases de um mesmo homem, o qual luta, consigo mesmo, para preservar vivas as boas lembranças de um passado de glória e “glamour”. O encontro entre os dois tempos – passado e presente – faz, da memória, não apenas tema, mas também estrutura da própria narrativa.





           Não é apenas com o distanciamento dos fatos, a progressiva fragilidade da memória, que a autora se ocupa; ela “observa a demência progressiva não apenas como perda, mas como um processo de transformação da percepção, da linguagem e da relação do indivíduo com sua própria história”. E o faz de uma maneira muito delicada, cuidadosa, generosa, leve, poética e, ao mesmo tempo, bastante realista, jogando luzes sobre algo tão indesejado e, ao mesmo tempo, tão perto de nós, que se aproxima aos poucos, sem sintomas físicos perceptíveis, tão presente na vida de qualquer um, a ponto de fazer acender, em cada espectador, uma luz amarela para o problema. Não acredito que exista alguém que não se preocupe com ele, que não tenha, na família ou no círculo de amigos, ou que não conheça, alguém acometido desse cruel mal, que, aos poucos, vai deteriorando uma identidade pessoal. “Com muita delicadeza, ela (a autora) nos conduz, através do personagem, a meditar sobre a fragilidade humana, sobre a finitude e, principalmente, sobre o amor.”, diz GENEZIO DE BARROS.






          A Cia Ludens, cujo trabalho, se a minha memória não me trai – Não é obra do Alzheimer, felizmente. -, eu ainda não conhecia, é um grupo de TEATRO, fundado, em São Paulo, em 2003, por DOMINGOS NUNEZ e Beatriz Kopschitz Bastos, conhecido por seu trabalho contínuo de pesquisa, tradução e encenação de dramaturgia irlandesa e suas conexões com a realidade brasileira. É uma das realizadoras desta produção, que, no projeto acima citado, vem desenvolvendo uma busca em torno da representação de “deficiências” físicas, no TEATRO irlandês, desde o começo do século passado até o tempo presente – detalhe que me chamou muito a atenção -, representando esta encenação um coroamento de tal pesquisa, como observa o tradutor do original e diretor do espetáculo, DOMINGOS NUNEZ, em uma expectativa: “Espero que os espectadores do Rio saiam tocados pelo espetáculo, como aconteceu em São Paulo.” Julgo que não deve duvidar disso, meu caro DOMINGOS, a quem tive o prazer de conhecer, após a sessão de estreia. Aconteceu ontem, não só comigo, mas também representando a reação de uma plateia inteira, que aplaudiu, demoradamente, o espetáculo, ao fechar das cortinas.







    De minha parte, só pela apresentação deste cartão de visitas, aprovo, humildemente, DEIRDRE KINAHAN como uma ótima dramaturga, que ainda tem muito de bom a nos apresentar, acredito. É assaz interessante e criativa a ideia de construir, em forma de diálogos, uma relação entre o homem e sua versão mais jovem, “através do cruzamento de diferentes tempos e personagens, que vão se encontrando e se sobrepondo”. Ainda que o faça de uma forma marcante, o fato de, numa peça de TEATRO, vermos uma autora investigando a demência progressiva, focando nos impactos do Alzheimer sobre a memória, a identidade e o comportamento humano não é, hoje em dia, nenhuma grande novidade; mas KINAHAN se utiliza de tintas próprias para fazê-lo. Ganha relevo, no texto, o emprego de um recurso metalinguístico, apresentado na forme de o protagonista, frequentemente, ler as próprias falas, escritas por ele mesmo, em um esforço obstinado para reter fatos, sensações e recordações de sua carreira de ator.







    Como sempre procuro fazer, não fui assistir à peça “no escuro”. De posse de um “release”, que a mim chegou, duplamente, pelas mãos de STELLA STEPHANY, assessora de imprensa, e ANDRÉ ROMAN, diretor de produção, já sabia do que se tratava o espetáculo e confesso que carregava comigo a impressão de que pudesse sofrer um pouco, por conta da desdita do personagem, por já ter acompanhado de perto, em mais de um caso, o sofrimento dos que gravitam em torno de um paciente de Alzheimer. E fiquei muito satisfeito, dizendo que, em alguns momentos, até cheguei a sorrir, com uma fala ou outra, tal é a forma como a dramaturga trata a degeneração da mente, não com um melodrama pesado, mas com poesia, humor sutil e sensibilidade sobre a finitude e os afetos que insistem em permanecer, questionando a própria essência do trabalho do ator, “uma profissão, intrinsecamente, ligada à memória”, mostrando que “nem mesmo anotações escritas garantem a retenção do passado”.




  Tão logo me acomodei na minha poltrona e direcionei meu olhar para o palco, gostei muito da cenografia, ainda pouco iluminada, mas já exposta ao público, com a cortina aberta. Achei interessantíssima, opinião da qual também comungaram alguns amigos de TEATRO, alocados próximos a mim, em poucas palavras que trocamos. O palco estava tomado por grandes fardos de papel, pilhas de jornal, gastos e amarelados pelo tempo, que, com o decorrer da peça, pude decodificar como simbolizando o acúmulo de uma existência e, também, a tentativa de armazenamento de uma memória que insiste em escapar. Como é importante e significativo, nesta montagem, o cenário concebido por MARISA REBOLLO, acho que o primeiro de seus trabalhos que pude conhecer!




   CHICO CARDOSO, quero eu crer, não deve ter tido muito trabalho, para acertar bastante no que determinou serem os figurinos da peça, os quais, vestindo o mesmo personagem, apenas em épocas diferentes, seguem o mesmo conceito, visto que a personalidade de James O’Brien permanece a mesma, mantida a sua essência, apenas moldada, um pouco, e como não poderia deixar de ser, ao sabor de cada momento cronológico. São bastante comedidas as peças vestidas pelos dois atores, na pele do mesmo personagem. “O figurino dialoga com a poética da memória, do tempo e da fragilidade humana, sem recorrer a excessos ou caricaturas nostálgicas, compondo a silhueta do artista que revisita sua trajetória e seus afetos.”




   O desenho de luz, assinado por ZERLÔ, numa velocidade frenética – o ritmo das mudanças; não a intensidade -, acompanha as falas dos personagens, alternando-se em mais intenso e menos robusto, levando em consideração “quem” está falando: passado ou presente? A luz ajuda a delinear o encontro entre passado e presente, na memória de James O'Brien – disso, não fica a menor dúvida -, contudo, na opinião da minha porção espectador, não de um experto em iluminação, acredito que o iluminador poderia ter explorado, um pouco mais, as sombras, o que não significa que eu não tenha gostado de sua criação artística.




   A música - violão, violino e acordeão - composta e executada, ao vivo, pelo violonista MÁRIO DA SILVA, em cena, ao lado dos músicos GABRIEL PAIXÃO (violino) e JOYCE SALES (acordeão), tem vital importância, na peça, e simboliza “uma projeção da mente do personagem, que, junto com seus escritos, tenta organizar e reter as lembranças e distinguir o presente do passado” (extraído do “release” já mencionado). É bastante agradável, aos ouvidos, a trilha sonora original, que, apesar do seu papel de, também, acrescentar um sustento da peça, poderia ser, talvez, um pouco enxugada. Mas é bem recebida, mesmo assim.






  DOMINGOS NUNEZ, que, além de ter traduzido o texto, dirige o espetáculo, é digno de aplausos, por seu trabalho de direção; como tradutor, não tenho a menor condição de “julgá-lo”, visto não conhecer o texto em seu original, pelo que nem me atrevo a fazê-lo. O texto, na minha visão, é uma prova de fogo, para qualquer diretor transformar numa encenação, incluindo os mais reconhecidos e premiados na profissão, tarefa muito bem desempenhada por NUNEZ, que soube, com total acerto, articular o encontro de duas fases do mesmo protagonista e “conduzir essa transição de forma fluida, sem cortes bruscos, mesclando lapsos de lucidez, recordações pessoais e fatos históricos”. A direção foi precisa na dosagem, passando ao largo de um tom estritamente dramático ou pesado sobre a demência, privilegiando o afeto, o acolhimento, pequenas doses de humor e a poesia cotidiana, “evitando clichês sobre o meio artístico ou o sofrimento”.






   Aplaudo, com vigor total, os trabalhos dos atores GENEZIO DE BARROS e IURI SARAIVA, dois belíssimos exemplos de profissionais da atuação. Concordo com a indicação de GENESZIO a um importante prêmio de TEATRO, pelo personagem que representa nesta peça, mas confesso que não ficaria surpreso, se, ao lado de seu nome, também fosse incluído o de IURI. Cada um, de acordo com as características do mesmo personagem, em momentos diferentes, construiu seu representado, ou melhor, “deu-lhe vida”, com total amor e dedicação, mergulhando em águas profundas, para os fazer “vivos”. James O’Brian é um ator idoso, de longa trajetória profissional, tendo dedicado toda a sua vida às artes cênicas, em várias mídias, mas, principalmente, tendo construído sua identidade em torno dos palcos. Enfrenta um lastimável processo de demência progressiva, que causa lapsos de memória, confusão temporal e o apagamento gradual de fatos de sua história. Mantém o hábito de escrever, compulsivamente, para tentar registrar e segurar as pessoas, nomes e acontecimentos que sua mente tenta apagar. Desenvolve uma resiliência afetiva, impulsionado pela música, durante um concerto, no asilo onde mora, o que o faz buscar um resgate de memórias da família, de amores e da carreira, mostrando que afeto, gestos e emoções resistem, mesmo quando a memória lógica falha.








 Antes de mim, em função da temporada paulista, outros críticos já incensaram o trabalho da dupla – Só faço ratificar. -, destacando a simbiose criada entre os dois e a sensibilidade de ambos, ao retratar o envelhecimento e o Alzheimer. É difícil navegar num tema tão delicado. A relação entre o James O’Brien do presente, a realidade atual, e aquele que ficou na memória e no tempo é comovente, delicada, suave e melindrosa, envolta em afetos profundos e admiração mútua. A montagem investiga a perda de memória, não apenas como apagamento, mas questiona o que permanece vivo na essência humana, como os afetos, a música, a escrita e os vínculos que resistem ao tempo.

 

 





 

FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia Original: Deirdre Kinahan 

Tradução: Domingos Nunez

Direção Artística: Domingos Nunez

Curadoria: Beatriz Kopschitz Bastos 

 

Elenco: Genezio de Barros e Iuri Saraiva

Músicos em Cena: Mário da Silva, Gabriel Paixão e Joyce Sales

 

Cenografia: Marisa Rebollo

Cenotecnia: Alício Silva / Casa Malagueta

Cenotecnia: Alício Silva/ Casa Malagueta

Figurinos: Chico Cardoso 

Costureira: Lili Santa Rosa 

"Design" de Luz: Zerlô

Operação Técnica de Luz: Jorge Raibott

Trilha Sonora Original: Mário da Silva

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Fotografia Artística: Ronaldo Gutierrez

Identidade Visual: Dalua Criações

Captação e Edição: Ícarus Filmes

Produção Executiva: Luísa Luísa 

Direção de Produção: André Roman

Produção e Realização: Cia Ludens e Teatro de Jardim 

Realização: Cia Ludens e Teatro de Jardim SP


 

 







 

SERVIÇO:

Temporada: De 31 de outubro a 15 de novembro de 2026.

Local: Teatro Fashion Mall (Sala Mauro Mendonça).

Endereço: Estrada da Gávea, nº 899 (Shopping Fashion Mall – 2º piso) – São Conrado – Rio de Janeiro.

Capacidade:  220 espectadores.

Acessibilidade: Espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Dias e Horários: Sábado, às 18h; domingos, às 19h.

Valor dos Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada).

Venda dos Ingressos: Pela plataforma SYMPLA (com cobrança de taxa de serviço), em https://bileto.sympla.com.br/event/127085, ou na bilheteria do Teatro (sem cobrança de taxa de serviço).

Horário de funcionamento da bilheteria do Teatro: De 3ª feira a domingo, das 14h às 20h.

Duração: 65 minutos.

Classificação Indicativa: 12 anos.

Gênero: Drama. 


 

 





            Espero que os que me leem e, em função do que escrevo, acreditam nas minhas palavras e aceitam as minhas indicações, corram ao Teatro Fashion Mall (Sala Mauro Mendonça), para conferir as “minhas verdades”. E que possam, com elas, compartilhar. Preciso dizer que RECOMENDO O ESPETÁCULO?!

 

 




O elenco e o diretor.

 

 

 

 

FOTOS: RONALDO GUTIERREZ.

 

 

 

 

 

GALERIA PARTICULAR

(Fotos: Júnior Prata.)



Com Genézio de Barros.




Com Iuri Saraiva.




Com André Roman.

 



É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO.

 

 

































































































































































































































































































































































































































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