“UMA VELHA CANÇÃO,
QUASE ESQUECIDA”
ou
(UM TRATAMENTO DELICADO PARA UM TEMA AMEAÇADOR.)
Uma doença, considerada um transtorno neurodegenerativo progressivo e a forma mais comum de
demência, caracterizada por perda de memória recente (dificuldade em
recordar fatos ou eventos recentes), dificuldades
de comunicação e linguagem e desorientação no tempo e no espaço, além de mudanças de comportamento, humor e perda graduada de autonomia, para
atividades do cotidiano, que acomete, principalmente, pessoas em idade avançada,
sendo mais comum após os 65 anos, serve de gatilho para a escrita de um texto teatral,
ora sendo encenado, em temporada curtíssima, infelizmente, no Teatro
Fashion Mall (Sala Mauro Mendonça). (Ver SERVIÇO.) A doença é o Mal de Alzheimer,
e a peça, “UMA VELHA CANÇÃO, QUASE ESQUECIDA”, que chega para os
cariocas, depois de uma brilhante temporada em São Paulo, no SESC
Pompeia, amplamente reverenciada pelo público e pela crítica
especializada, tendo sido um de seus atores, GENEZIO DE BARROS, indicado
a, talvez, o maior prêmio de TEATRO em evidência. Divide a cena
com ele IURI SARAIVA.
Nos últimos cinco anos, devo ter assistido a,
pelo menos, uma meia dúzia de peças, ou mais, creio eu, cuja temática
principal é o Alzheimer e tudo o que esse mal implica, em
termos de perdas, mormente as afetivas e sentimentais. Não me recordo de as ter
avaliado mal; a todas. Muito pelo contrário, foram produções que me emocionaram
contundentemente. Das que mais me arrancaram lágrimas e, muito próximas a nós,
no tempo, destaco “O Pai” e “O Formigueiro”. O
primeiro é um dos espetáculos mais premiados e aclamados do país, protagonizado
por Fúlvio Stefanini. A montagem brasileira, do texto do francês Florian
Zeller, retrata, de forma brilhante e impactante, a confusão mental e a
perda de referências de um idoso que convive com a doença, sob a ótica do
próprio paciente. “O Formigueiro”, ainda em cartaz, é uma sensibilíssima
e humana produção, cujo texto transita entre o humor e o drama familiar, para
expor as profundas transformações práticas e emocionais que ocorrem em uma casa,
quando o Alzheimer se instala. Também reservo um aplauso para “Pra
Você Lembrar de Mim”, que apresenta um diferencial, com o foco no Alzheimer
precoce e na inversão de papéis, jogando luz sobre as angústias, dores
e o esgotamento do familiar que se torna o cuidador principal, e para “Aos
Sábados”, um
drama familiar, baseado em fatos reais, que mistura humor e emoção para
retratar o amor, a resiliência e o empoderamento feminino, também tendo o Alzheimer
como pano de fundo.
Mas o espaço agora é para falar sobre “UMA
VELHA CANÇÃO, QUASE ESQUECIDA”, uma montagem da Cia Ludens,
que acompanha a história de um velho ator, enfrentando o Alzheimer.
A narrativa usa a música e a poesia, para abordar a finitude, a perda de
memória e o poder do afeto, com extrema delicadeza.
SINOPSE:
Uma jornada para dentro da alma e da história de James
O'Brien (GENEZIO DE BARROS / IURI SARAIVA), um velho ator, que, convivendo com
o Alzheimer, escreve, obstinadamente, na tentativa de manter
vivos pessoas e fatos que marcaram a sua trajetória.
Durante um concerto, no asilo onde mora, movido
pela música e provocado pela presença de sua versão mais jovem, representada
por IURI SARAIVA, o personagem quando jovem, tenta reconstruir suas memórias de carreira, família e
amores.
Aos poucos, passado e presente se fundem, enquanto
a escrita e a música representam a tentativa de organizar uma memória que já
não se deixa acessar inteiramente.
Em primeiro lugar, considero
um grande ato de empatia e nobreza a atitude da dramaturga
irlandesa, DEIRDRE KINAHAN, nem um pouco conhecida por aqui, porém
muito festejada, como uma celebridade, em seu país, pela primeira vez, encenada
no Brasil, apesar de já ter, em seu currículo, 19 peças,
quando se propôs a escrever um texto dramático para o ator irlandês Bryan Murray,
referência das artes cênicas na Irlanda, com mais de cinco
décadas entre teatro, TV e cinema, afastado da carreira, devido ao Alzheimer,
e que retornou aos palcos, em 2023, para atuar nesta peça. Diagnosticado
com Alzheimer, em 2019, Murray vinha
se afastando, gradualmente, dos palcos, mas retornou a um deles, em 2023,
para interpretar James O'Brien, personagem que ficciona sua
própria trajetória. Uma obra sobre memória, criada, especialmente, para um ator
que enfrentou, na própria vida, a experiência desse desencontro consigo.
Detalhe interessante e que merece se tornar conhecido: “Em 2024, DEIRDRE
KINAHAN e Bryan Murray receberam, conjuntamente, o inaugural “Pratchett Prize”,
concedido pelo Trinity Centre for Literary and Cultural Translation, pelo
trabalho da peça, no enfrentamento do estigma associado ao Alzheimer.”.
O espetáculo é isso mesmo, a história de um ator que enfrenta o Alzheimer,
texto que vem embalado em uma delicada e poética reflexão sobre
memória, o tempo e os vínculos que permanecem.
Trata-se de um belíssimo
espetáculo, muito comovente, na sua simplicidade explícita, que gira em torno
de um mesmo personagem, em diferentes momentos da vida: James O'Brien,
um ator que, já na velhice, percorre as lembranças de uma vida dedicada ao TEATRO,
enquanto convive com o avanço gradativo de um algoz, o Alzheimer.
Estamos diante de uma peça sobre o tempo, sobre o que a memória
leva, em função de uma doença neurodegenerativa, mas, também, sobre o que não se
apaga, porque deixou marcas indeléveis. O texto
coloca, cara a cara, dois atores, representando diferentes fases de um
mesmo homem, o qual luta, consigo mesmo, para preservar vivas as boas
lembranças de um passado de glória e “glamour”. O encontro entre
os dois tempos – passado e presente – faz, da memória, não apenas
tema, mas também estrutura da própria narrativa.
Não é apenas com o
distanciamento dos fatos, a progressiva fragilidade da memória, que a autora se
ocupa; ela “observa a demência progressiva não apenas como perda, mas
como um processo de transformação da percepção, da linguagem e da relação do
indivíduo com sua própria história”. E o faz de uma maneira muito
delicada, cuidadosa, generosa, leve, poética e, ao mesmo tempo, bastante realista,
jogando luzes sobre algo tão indesejado e, ao mesmo tempo, tão perto de nós,
que se aproxima aos poucos, sem sintomas físicos perceptíveis, tão presente na
vida de qualquer um, a ponto de fazer acender, em cada espectador, uma luz
amarela para o problema. Não acredito que exista alguém que não se preocupe com
ele, que não tenha, na família ou no círculo de amigos, ou que não conheça,
alguém acometido desse cruel mal, que, aos poucos, vai deteriorando uma
identidade pessoal. “Com muita delicadeza, ela (a autora) nos conduz, através do
personagem, a meditar sobre a fragilidade humana, sobre a finitude e,
principalmente, sobre o amor.”, diz GENEZIO DE BARROS.
A Cia Ludens,
cujo trabalho, se a minha memória não me trai – Não é obra do Alzheimer,
felizmente. -, eu ainda não conhecia, é um grupo de TEATRO, fundado, em São
Paulo, em 2003, por DOMINGOS NUNEZ e Beatriz
Kopschitz Bastos, conhecido por seu trabalho contínuo de pesquisa,
tradução e encenação de dramaturgia irlandesa e suas conexões com a realidade
brasileira. É uma das realizadoras desta
produção, que, no projeto acima citado, vem desenvolvendo uma busca em torno
da representação de “deficiências” físicas, no TEATRO
irlandês, desde o começo do século passado até o tempo presente – detalhe
que me chamou muito a atenção -, representando esta encenação um
coroamento de tal pesquisa, como observa o tradutor do original e
diretor do espetáculo, DOMINGOS NUNEZ, em uma expectativa:
“Espero que os espectadores do Rio saiam tocados pelo espetáculo, como
aconteceu em São Paulo.” Julgo que não deve duvidar disso, meu caro DOMINGOS,
a quem tive o prazer de conhecer, após a sessão de estreia. Aconteceu
ontem, não só comigo, mas também representando a reação de uma plateia inteira,
que aplaudiu, demoradamente, o espetáculo, ao fechar das cortinas.
De minha parte, só pela apresentação deste cartão
de visitas, aprovo, humildemente, DEIRDRE KINAHAN como uma ótima
dramaturga, que ainda tem muito de bom a nos apresentar, acredito. É assaz
interessante e criativa a ideia de construir, em forma de diálogos, uma relação
entre o homem e sua versão mais jovem, “através do cruzamento de
diferentes tempos e personagens, que vão se encontrando e se sobrepondo”.
Ainda que o faça de uma forma marcante, o fato de, numa peça de TEATRO,
vermos uma autora investigando
a demência progressiva, focando nos impactos do Alzheimer sobre a
memória, a identidade e o comportamento humano não é, hoje em dia, nenhuma grande
novidade; mas KINAHAN se utiliza de tintas próprias para fazê-lo. Ganha
relevo, no texto, o emprego de um recurso metalinguístico,
apresentado na forme de o protagonista, frequentemente, ler as próprias falas,
escritas por ele mesmo, em um esforço obstinado para reter fatos, sensações e
recordações de sua carreira de ator.
Como sempre procuro fazer, não
fui assistir à peça “no escuro”. De posse de um “release”,
que a mim chegou, duplamente, pelas mãos de STELLA STEPHANY, assessora
de imprensa, e ANDRÉ ROMAN, diretor de produção, já
sabia do que se tratava o espetáculo e confesso que carregava comigo a
impressão de que pudesse sofrer um pouco, por conta da desdita do personagem,
por já ter acompanhado de perto, em mais de um caso, o sofrimento dos que
gravitam em torno de um paciente de Alzheimer. E fiquei muito
satisfeito, dizendo que, em alguns momentos, até cheguei a sorrir, com uma fala
ou outra, tal é a forma como a dramaturga trata a degeneração da
mente, não com um melodrama pesado, mas com poesia, humor sutil e sensibilidade
sobre a finitude e os afetos que insistem em permanecer, questionando a própria
essência do trabalho do ator, “uma profissão, intrinsecamente, ligada à
memória”, mostrando que “nem mesmo anotações escritas garantem a
retenção do passado”.
Tão logo me acomodei na minha poltrona
e direcionei meu olhar para o palco, gostei muito da cenografia,
ainda pouco iluminada, mas já exposta ao público, com a cortina aberta. Achei
interessantíssima, opinião da qual também comungaram alguns amigos de TEATRO,
alocados próximos a mim, em poucas palavras que trocamos. O palco estava tomado por grandes fardos de papel, pilhas
de jornal, gastos e amarelados pelo tempo, que, com o decorrer da peça, pude
decodificar como simbolizando o acúmulo de uma existência e, também, a
tentativa de armazenamento de uma memória que insiste em escapar. Como é importante
e significativo, nesta montagem, o cenário concebido por MARISA
REBOLLO, acho que o primeiro de seus trabalhos que pude conhecer!
CHICO CARDOSO, quero eu crer, não deve ter tido muito trabalho, para acertar bastante
no que determinou serem os figurinos da peça, os quais, vestindo
o mesmo personagem, apenas em épocas diferentes, seguem o mesmo conceito, visto
que a personalidade de James O’Brien permanece
a mesma, mantida a sua essência, apenas moldada, um pouco, e como não poderia
deixar de ser, ao sabor de cada momento cronológico. São bastante comedidas as peças
vestidas pelos dois atores, na pele do mesmo personagem. “O figurino dialoga com a poética
da memória, do tempo e da fragilidade humana, sem recorrer a excessos ou
caricaturas nostálgicas, compondo a silhueta do artista que revisita sua
trajetória e seus afetos.”
O desenho de luz, assinado por ZERLÔ,
numa velocidade frenética – o ritmo das mudanças; não a intensidade -,
acompanha as falas dos personagens, alternando-se em mais intenso e menos
robusto, levando em consideração “quem” está falando: passado ou
presente? A luz ajuda a delinear o encontro entre passado e presente, na memória de James
O'Brien – disso, não fica a menor dúvida -, contudo, na
opinião da minha porção espectador, não de um experto em iluminação, acredito que o iluminador
poderia ter explorado, um pouco mais, as sombras, o que
não significa que eu não tenha gostado de sua criação artística.
A música - violão, violino e
acordeão - composta e executada, ao vivo, pelo violonista MÁRIO DA
SILVA, em cena, ao lado dos músicos GABRIEL PAIXÃO (violino)
e JOYCE SALES (acordeão), tem vital importância, na peça,
e simboliza “uma projeção da mente do personagem, que, junto com seus
escritos, tenta organizar e reter as lembranças e distinguir o presente do
passado” (extraído do “release” já mencionado). É
bastante agradável, aos ouvidos, a trilha sonora original, que,
apesar do seu papel de, também, acrescentar um sustento da peça, poderia ser, talvez, um
pouco enxugada. Mas é bem recebida, mesmo assim.
DOMINGOS NUNEZ, que, além de ter traduzido o texto, dirige
o espetáculo, é digno de aplausos, por seu trabalho de direção;
como tradutor, não tenho a menor condição de “julgá-lo”,
visto não conhecer o texto em seu original, pelo que nem me atrevo a fazê-lo. O
texto, na minha visão, é uma prova de fogo, para qualquer diretor
transformar numa encenação, incluindo os mais reconhecidos e premiados na
profissão, tarefa muito bem desempenhada por NUNEZ, que soube, com total
acerto, articular o
encontro de duas fases do mesmo protagonista e “conduzir essa transição
de forma fluida, sem cortes bruscos, mesclando lapsos de lucidez, recordações
pessoais e fatos históricos”. A direção foi precisa na
dosagem, passando ao largo de um tom estritamente dramático ou pesado sobre a
demência, privilegiando o afeto, o acolhimento, pequenas doses de humor e a
poesia cotidiana, “evitando clichês sobre o meio artístico ou o
sofrimento”.
Aplaudo, com vigor total,
os trabalhos dos atores GENEZIO DE BARROS e IURI SARAIVA, dois
belíssimos exemplos de profissionais da atuação. Concordo com a indicação de GENESZIO
a um importante prêmio de TEATRO, pelo personagem que representa
nesta peça, mas confesso que não ficaria surpreso, se, ao lado de seu nome,
também fosse incluído o de IURI. Cada um, de acordo com as características
do mesmo personagem, em momentos diferentes, construiu seu representado, ou
melhor, “deu-lhe vida”, com total amor e dedicação, mergulhando em
águas profundas, para os fazer “vivos”. James O’Brian é um ator idoso,
de longa trajetória profissional, tendo dedicado toda a sua vida às artes
cênicas, em várias mídias, mas, principalmente, tendo construído sua identidade
em torno dos palcos. Enfrenta um lastimável processo de demência progressiva,
que causa lapsos de memória, confusão temporal e o apagamento gradual de fatos
de sua história. Mantém o hábito de escrever, compulsivamente, para tentar
registrar e segurar as pessoas, nomes e acontecimentos que sua mente tenta
apagar. Desenvolve uma resiliência afetiva, impulsionado pela música, durante
um concerto, no asilo onde mora, o que o faz buscar um resgate de memórias da
família, de amores e da carreira, mostrando que afeto, gestos e emoções
resistem, mesmo quando a memória lógica falha.
Antes de mim, em função da
temporada paulista, outros críticos já incensaram o trabalho da dupla –
Só faço ratificar. -, destacando a simbiose criada entre os dois e a
sensibilidade de ambos, ao retratar o envelhecimento e o Alzheimer.
É difícil navegar num tema tão delicado. A relação entre o James O’Brien do presente, a realidade atual, e aquele que ficou na
memória e no tempo é comovente, delicada, suave e melindrosa, envolta em afetos
profundos e admiração mútua. A montagem investiga a perda de memória, não apenas como apagamento,
mas questiona o que permanece vivo na essência humana, como os afetos, a
música, a escrita e os vínculos que resistem ao tempo.
FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia Original: Deirdre Kinahan
Tradução: Domingos Nunez
Direção Artística: Domingos Nunez
Curadoria: Beatriz Kopschitz Bastos
Elenco: Genezio de Barros e Iuri Saraiva
Músicos em Cena: Mário da Silva, Gabriel Paixão e Joyce Sales
Cenografia: Marisa Rebollo
Cenotecnia: Alício Silva / Casa Malagueta
Cenotecnia: Alício Silva/ Casa Malagueta
Figurinos: Chico Cardoso
Costureira: Lili Santa Rosa
"Design" de Luz: Zerlô
Operação Técnica de Luz: Jorge Raibott
Trilha Sonora Original: Mário da Silva
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella
Stephany
Fotografia Artística: Ronaldo Gutierrez
Identidade Visual: Dalua Criações
Captação e Edição: Ícarus Filmes
Produção Executiva: Luísa Luísa
Direção de Produção: André Roman
Produção e Realização: Cia Ludens e Teatro de Jardim
Realização: Cia Ludens e Teatro de Jardim SP
SERVIÇO:
Temporada: De 31 de outubro a 15 de novembro de 2026.
Local: Teatro Fashion Mall (Sala Mauro Mendonça).
Endereço: Estrada da Gávea, nº 899 (Shopping Fashion Mall – 2º piso) –
São Conrado – Rio de Janeiro.
Capacidade: 220 espectadores.
Acessibilidade: Espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade
reduzida.
Dias e Horários: Sábado, às 18h; domingos, às 19h.
Valor dos Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada).
Venda dos Ingressos: Pela plataforma SYMPLA (com cobrança de taxa de
serviço), em https://bileto.sympla.com.br/event/127085, ou na bilheteria do Teatro (sem cobrança de taxa de serviço).
Horário de funcionamento da bilheteria do Teatro: De 3ª feira a domingo,
das 14h às 20h.
Duração: 65 minutos.
Classificação Indicativa: 12 anos.
Gênero: Drama.
Espero que os que me leem
e, em função do que escrevo, acreditam nas minhas palavras e aceitam as minhas
indicações, corram ao Teatro Fashion Mall (Sala Mauro Mendonça),
para conferir as “minhas verdades”. E que possam, com elas,
compartilhar. Preciso dizer que RECOMENDO O ESPETÁCULO?!
O elenco e o diretor.
FOTOS: RONALDO GUTIERREZ.
GALERIA PARTICULAR
(Fotos: Júnior Prata.)
É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que
a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais.
Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de
melhor no TEATRO.
















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