“MEU FILHO É
UM MUSICAL”
ou
(BELA HOMENAGEM
À ALTURA DO
TALENTO MASTER
DE PAULO GUSTAVO.)
Com
uma grande e festejada FICHA TÉCNICA, está em cartaz, no Teatro
Multiplan, Rio de Janeiro, uma superprodução
de TEATRO MUSICAL: “MEU FILHO É UM MUSICAL”, uma bela e
merecidíssima homenagem ao talento master de PAULO GUSTAVO, um dos
maiores artistas que o Brasil já conheceu, falecido tão
precocemente, aos 42 anos, em 2021, tragicamente uma
das mais de 700.000 vítimas da Covid-19.
Apresentado
pelo Ministério da Cultura e BB Seguros, com
patrocínio do BNY e da Robert Half, o espetáculo é idealizado
por RENATA BORGES e DÉA LÚCIA, mãe de PAULO GUSTAVO, e tem produção assinada por DÉA LÚCIA, em parceria com a Touché
Entretenimento, de RENATA BORGES. A direção artística
é de JU AMARAL e JOÃO FONSECA, o qual dirigiu o artista na
montagem original do espetáculo “Minha Mãe É Uma Peça”, de 2006,
e, também, em várias temporadas de uma série televisiva, o “sitcom”
“Vai Que Cola”.
O roteiro do espetáculo, ótimo,
diga-se de passagem, é assinado por FIL BRAZ, um dos melhores amigos do
homenageado e que entende de tudo, e mais um pouco, quando o assunto é PAULO
GUSTAVO. Por oportuno, FIL também é o responsável pelos roteiros dos
três filmes que fazem parte da franquia “Minha Mãe É Uma Peça”,
um dos grandes campeões de bilheteria do cinema brasileiro, um fenômeno
popular, tendo levado milhões de pessoas às casas de exibição. Penso que não
havia ninguém melhor do que FIL para nos trazer a vida de PAULO
GUSTAVO, pessoal e profissional, nos seus mínimos detalhes, muitos dos
quais já bem conhecidos e outros nem tanto. O texto é formidável!
O musical não entrega nada mais
do que promete: muita diversão, com um humor rasgado, bem na linha PAULO
GUSTAVO, bastante amor e uma dose superlativa de emoção. Como diretores
artísticos, JU AMARAL e JOÃO FONSECA, entendendo muito
bem aquilo a que o roteiro se propunha passar aos espectadores, conduzem a peça
com dedos de mestres, facilitando, em tudo, a integração
plateia/palco/palco/plateia.
SINOPSE:
A
vida e o legado de PAULO GUSTAVO (1978–2021) ganham forma em uma superprodução
teatral que transforma sua história pessoal e profissional em um
musical original de grande escala, pleno em qualidades.
O
espetáculo concretiza um desejo manifestado, em vida, pelo artista e, agora,
conduzido por sua própria família, em uma construção que conecta memória
afetiva e linguagem cênica contemporânea.
Em
cena, os intérpretes reúnem trajetórias que transitam entre TEATRO
e audiovisual, compondo diferentes camadas de uma figura que marcou o
imaginário popular.
Vinte
anos depois de transformar a própria história em um dos maiores fenômenos do
humor brasileiro, PAULO GUSTAVO volta aos palcos, como personagem de um
musical que nasce da memória, do afeto e da própria família.
O processo seletivo do elenco foi de grande monta,
longo e meticuloso, mobilizando cerca de 800 inscritos, de
diferentes regiões do país, além de, aproximadamente, 200 candidatos,
para papéis ligados ao universo do homenageado, e mais de 40 crianças.
Ao longo de seis dias de audições presenciais, somando 48 horas de testes,
cerca de 216 artistas foram avaliados e o resultado final deságua
num fabuloso elenco de 31 nomes, reunindo novos talentos e
artistas já consolidados no TEATRO MUSICAL.
O elenco, dos principais personagens àqueles que podemos chamar de “elenco de apoio”, no melhor dos sentidos, sustenta, da primeira à última cena, os arcos dramáticos do texto. Resumindo, ninguém sobra em cena e todos dão o seu melhor, até mesmo em alguns poucos momentos de uma importância não tão especial. O grande destaque do elenco, como não poderia deixar de ser, vai para JOÃO PEDRO CHASELIOV, talhado para interpretar o homenageado, quer quando se apresenta como o personagem PAULO GUSTAVO, quer quando se mostra como a icônica Dona Hermínia, o alter ego de sua hilária e espontânea mãe. JOÃO PEDRO e PIERRE BAITELLI se alternam na pele do protagonista. Assisti ao espetáculo com o primeiro à frente do elenco, mas desejo rever o musical conduzido pelo PIERRE; não para estabelecer comparações, mas para conhecer uma outra forma de interpretação. Nos principais papéis, muitos aplausos para STELLA MARIA RODRIGUES, que interpreta uma impecável e convincente Dona Déa; CASTORINE, no papel de Juju; MARCELO VÁRZEA, como Júlio, o pai de PAULO GUSTAVO; TALITA CASTRO, Tia Penha, segunda esposa de Júlio; e JOSIE ANTELLO, sempre muito engraçada, como Iesa, uma das tias. Também me deixei encantar pelo enorme talento de um dos três meninos que interpretam, como alternantes, PAULO GUSTAVO, quando criança: MIGUEL VENERABILI, uma grande promessa para, quando crescer, se tornar um ótimo ator de musicais, em função de sua afinada voz, no canto, e da leve e deliciosa interpretação.
Ainda completam o numeroso e
afiado elenco BELLA MORAES, IVANA TKOTZ e NINA VARGENS,
alternando-se no papel de Juju, na infância (Infelizmente,
não sei quem atuou na noite em que estive presente.); CRIS POMPEO;
PEDRO MADEIRA; LUIZA LEWICKI; THIAGO VOLTOLINI; GASPAR;
OSCAR FABIÃO; LUCAS COLOMBO; e, em papéis múltiplos,
VALÉRIA BARCELLOS, FABRÍCIO NEGRI, CÁSSIA SANCHES, ELIZÂNDRA
SOUZA, FERNANDA SABOT, MILENA MACHADO, ANDRÉ CELANT, BETO
MÀCEDO, GLAUBER SEVLA e CAIO NERY.
Também são dignos de reconhecimento os trabalhos de TONY LUCCHESI, que assina a admirável direção musical e os arranjos; DANIEL SALVE, responsável pelas excelentes músicas e letras originais; e ALONSO BARROS, pelo interessante desenho coreográfico e pela direção de movimento, que agregam muita ação às cenas, normalmente curtas e ágeis, o que é muito bom numa COMÉDIA. Ainda na parte dos criativos não podem, de forma alguma, ficar em segundo plano algumas menções, articulando diferentes camadas da linguagem teatral, como a da pesquisadora e antropóloga BEATRIZ COELHO, na colaboração dramatúrgica, além de uma bela e funcional cenografia, assim como os originais e criativos figurinos, o belo desenho de luz, o cristalino desenho de som e o excelente visagismo. Todos os profissionais, “cada um no seu quadrado” (VER FICHA TÉCNICA.), emprestaram seus talentos para engrandecer o musical.
A data de estreia da peça carrega
um simbolismo particular, uma vez que marca os 20 anos da
primeira apresentação de “Minha Mãe É Uma Peça”, monólogo que deu origem
a uma das maiores franquias do entretenimento brasileiro, nas telonas. Duas
décadas depois, é DONA DÉA quem retorna ao palco, numa singela
participação afetiva, cantando, para retribuir ao filho a homenagem feita em
vida, quando dividiram a cena em “O Filho da Mãe”, espetáculo de 2019,
que reunia humor, música e muito afeto.
No palco, a narrativa acompanha
o artista, desde sua infância, em Niterói, quando já imitava a
mãe e as tias, até se tornar um dos nomes mais populares do humor brasileiro. O
percurso atravessa seus primeiros passos no TEATRO, sua formação
artística, o reconhecimento nacional, a criação de personagens icônicos e
feitos históricos, como os mais de 11 milhões de espectadores de “Minha
Mãe É Uma Peça 3”, a maior bilheteria da história do cinema nacional.
“Falar de PAULO
GUSTAVO é falar de uma força da Natureza. Ele não veio do nada; veio do tudo:
do amor imenso de DONA DÉA, da parceria de vida com JUJU, de uma coragem rara e
de um brilho que o Brasil inteiro reconhece. Produzir este espetáculo é uma
honra e uma travessia, porque cada cena carrega a memória viva de um artista
que não apenas fazia rir, mas fazia sentir. PAULO GUSTAVO e DONA DÉA são
patrimônios afetivos do Brasil”,
afirma RENATA BORGES.
A trilha sonora é bastante
eclética e combina canções já conhecidas, músicas presentes em sua trajetória,
com outras originais, criadas para a montagem, refletindo sua irreverência,
generosidade e impacto cultural. “A encenação articula humor e emoção, em
uma dramaturgia que resgata não apenas o legado público, mas também as
relações, referências e modos de criação que marcaram sua carreira”. (Trecho
extraído do “release”, via GRAZY PISACANE.)
DONA DÉA reforça o caráter afetivo do projeto: “Meu filho tinha um talento e um coração raros. Tudo o que fez foi com muito amor e dedicação. Agora eu e JUJU vamos render a ele todas as homenagens e realizar um dos seus maiores sonhos: um grandioso espetáculo.” JU AMARAL completa: “O palco era a segunda casa do meu irmão. Ele pensava grande, queria tudo perfeito e tinha enorme respeito pelo público. É dessa forma que queremos homenageá-lo: com um espetáculo à altura de tudo o que ele foi e representou.” Esteja certa de que o objetivo foi plenamente atingido, JUJU.
FICHA
TÉCNICA:
Idealização: Renata Borges e Dona Déa
Direção Geral e Produção Executiva: Renata Borges e Dona Déa
Direção Artística: Ju Amaral e João Fonseca
Dramaturgia: Fil Braz
Residência de Direção: Marcelo Vasquez
Direção Musical: Tony Lucchesi
Coordenação Artística: Lucas Pimenta
Músicas e Letras: Daniel Salve
Pesquisa e Colaboração Dramatúrgica: Beatriz Coelho
Coreografia: Alonso Barros
Cenografia:
Nello Marrese e Victor Aragão
Figurinos: Theodoro Cochrane
Desenho de Luz: Daniela Sanchez
Desenho de Som: Gabriel D’Angelo, André Breda e Beatriz Martins
Visagismo: Anderson Bueno
Criação de Conteúdo: Bruna Junqueira (Maze FX)
Elenco: João Pedro Chaseliov e Pierre Baitelli (Paulo Gustavo - alternantes);
Stella Maria Rodrigues (Dona Déa); Castorine (Juju); Marcelo Varzea (Júlio); Josie
Antello (Iesa); Miguel Venerabile, Gabriel Gentil e Guilherme Baleixo (Paulo
Gustavo Criança - alternantes); Bella Moraes, Ivana Tkotz e Nina Vargens (Juju
Criança - alternantes); Cris Pompeo (Malu Valle e Iafa); Talita Castro (Penha);
Pedro Madeira (Fil); Luiza Lewicki (Bia); Thiago Voltolini (Porchat); Gaspar (Majella);
Oscar Fabião (Fábio); Lucas Colombo (Thales e Cover Paulo Gustavo); Valéria
Barcellos (Vania, Samara e Camilão); Fabrício Negri (Gato de Botas); Elizândra
Souza (Bianca(); Fernanda Sabot (Valdéa); Milena Machado (Fabiana e Cover Juju);
André Celant (João Marcelo e Cover Fábio); Beto Màcedo (Ensemble e Cover
Majella); Caio Nery (Ensemble e Cover Gato de Botas); Glauber Sevla (Ensemble);
Cássia Sanches (Ensemble); Carol Donato (Swing); e Diego Lemos (Swing)
Direção de Elenco: Vanessa Veiga
Identidade Visual: Gus Perrella
Produtora: Renata Borges
Direção de Produção: Roberta Juricic
Gerência de Produção: Alyzandra Pessanha e Claudio Tizo
Coordenação
Geral — Gui Barros
Fotos:
Eny Miranda e Divulgação
SERVIÇO:
Temporada:
De 28 de maio a 19 de julho de 2026.
Local:
Teatro Multiplan – Shopping VillageMall.
Endereço:
Avenida das Américas, nº 3900 – Barra da Tijuca - Rio de Janeiro.
Dias
e Horários: De 4ª a 6ª feira, às 20h; sábado, às 16h e 20h; domingo, às 16h e
19h30min.
Valor
dos ingressos: Plateia VIP: R$ 360 (inteira) e R$ 180 (meia-entrada); Plateia:
R$ 320 (inteira) e R$ 160 (meia-entrada); Plateia Superior: R$ 280 (inteira) e
R$ 140 (meia-entrada); Frisas: R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada); Camarotes:
R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada); e Ingressos Populares: R$ 50 (inteira)
e R$ 25 (meia-entrada), limitados a 20% da capacidade.
Venda
de Ingressos: Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/113483 (com taxa de serviço) e Bilheteria do Teatro (sem
taxa de serviço).
Classificação
Etária: Livre.
Duração:
120 minutos (com intervalo de 15 minutos).
Gênero:
COMÉDIA Musical.
Com temporada inicial no Rio
de Janeiro e circulação prevista por outras cidades, incluindo São
Paulo, naturalmente, “MEU FILHO É UM MUSICAL” se impõe como um
excelente produção, uma celebração da vida, da arte e da potência criativa de
um dos artistas mais populares do país, motivo que me leva a RECOMENDAR O ESPETÁCULO.
FOTOS: ENY MIRANDA
e DIVULGAÇÃO.
É preciso ir ao TEATRO,
ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói,
sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos
divulgar o que há de melhor no TEATRO.
Gostei muito! Vou voltar pra rever 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
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