terça-feira, 20 de janeiro de 2026

“CREDORES”

ou

(UMA “DR” A TRÊS.)

ou

(O AMOR PASSADO

A LIMPO. SERÁ?!)

 


 




         Sejam as minhas primeiras palavras uma importantíssima recomendação que faço a todos os cariocas que amam, profundamente, o bom TEATRO, chamado, por muitos, de “TEATRÃO”, “TEATRO como se fazia antigamente”: Sempre que o Grupo TAPA vier ao Rio de Janeiro, com alguma de suas montagens, não deixe de assistir a ela, pois verá resgatado um tipo de TEATRO “puro”, no qual predominam todos os valores positivos que cercam e garantem uma grande produção teatral clássica: texto, direção e interpretação, principalmente. Jamais me arrependi de ter assistido a alguma peça encenada pelo Tapa e não seria agora que eu trairia meus princípios éticos e estéticos, diante de um magnífico espetáculo como “CREDORES”, um clássico da literatura dramática, escrito pelo dramaturgo sueco AUGUSTE STRINDBERG, em 1987, com tradução, do original sueco, e direção de EDUARDO TOLENTINO DE ARAUJO, um dos fundadores do Grupo, interpretado por um trio de estupendos atores, em cartaz no Teatro Poeira, até o dia 08 de março (2026) (Ver SERVIÇO.).







         O Grupo está completando 46 anos de profícuas atividades, seis no Rio de Janeiro e quarenta em São Paulo. Reconheço-me um dos mais ardentes fãs dos trabalhos do Tapa, que, embora fundado no Rio, por estudantes da PUC, se estabeleceu, há quatro décadas, na capital paulista e muito pouco vem para cá. Já fazia oito anos que os cariocas não tinham a oportunidade de saborear uma das montagens da companhia. Sempre que vou a São Paulo, a cada dois meses, procuro assistir a algum espetáculo deles em cartaz naquele momento. Dessa forma, mantenho-me bem atualizado com relação ao repertório da trupe.

 

 


SINOPSE:

A peça gira em torno de um triângulo amoroso e psicológico entre Adolfo (BRUNO BARCHESI), sua esposa Tekla (SANDRA CORVELONI) e Gustavo (ANDRÉ GAROLLI), o primeiro marido de Tekla, que retorna, buscando vingança. 

Passando-se por amigo, Gustavo sonda Adolfo sobre o casamento com Tekla e o passado desconhecido da esposa.

Pouco a pouco, vai manipulando Adolfo contra Tekla e propõe um plano para que ele conheça, de verdade, a mulher com quem se casou.

Fragilizado e doente, Adolfo morde a isca e aceita o tal plano, mas os acontecimentos saem do controle, levando a um trágico desfecho.

Há um quarto personagem em cena, o Encarregado (FELIPE SOUZA), que executa, silenciosamente, as funções subalternas, limpando e arrumando os ambientes, além de ajudar Adolfo a se locomover, por conta de um problema nas pernas deste.



 


  Johan August STRINDBERG (Estocolmo, 22 de janeiro de 1849 - Estocolmo, 14 de maio de 1912) foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e contista sueco, tendo influenciado, profundamente, o moderno TEATRO universal. Na verdade, é considerado um dos pais do TEATRO moderno, sendo dos mais representativos autores escandinavos de todos os tempos. Os estudiosos o classificam como pertencente aos movimentos literários naturalista e expressionista e apontam traços autobiográficos em suas obras, sempre bastante dramáticas. Alguns dos mais expressivos dramaturgos, como Eugene O’Neill, Tennessee Williams, Harold Pinter e Edward Albee, certamente, beberam na fonte de STRINDBERG, o qual escreveu mais de sessenta peças teatrais. CREDORES” (Fordringsägare, no original sueco.) foi escrita numa época de grande produção artística, entre os anos de 1886 e 1890, período durante o qual escreveu cinco de suas peças mais conhecidas: “Camaradas”“Pai”“Senhorita Júlia” (a mais popular e a mais montada no Brasil)“A Mais Forte”, além desta aqui comentada. Nesta, “os conflitos e as contradições entre os três personagens são amplificados pela unidade de ação e o complexo jogo de ironia dramática que se desenrola”.





 O Grupo Tapa cultiva o salutar hábito de sempre produzir montagens inéditas, mas, também, de manter um repertório, que, frequentemente, é revisitado, como no caso em tela, montagem de mais de dez anos. Podemos dizer que o texto da peça, denso, mas de fácil assimilação pelo público, é universal e atemporal, dialogando, indiscutivelmente, com os dias de hoje, através de um acerto de contas entre um triângulo amoroso, permitindo que voltem à superfície temas como a “guerra dos sexos”, a complexidade das relações conjugais, a manipulação e o poder masculino. É ou não é atual?



  A temática não é nada simples; pelo contrário, é bem complexa, porque envolve sentimentos dentro de uma relação amorosa e conflituosa. Na trama, dois homens e uma mulher se encontram, num hotel de um balneário, para um acerto de contas. O encontro evidencia marcas que nunca cicatrizaram. São palavras de EDUARDO TOLENTINO DE ARAUJO: “Essa é uma peça que se aprofunda nos dilemas entre os personagens, que expõem seus conflitos, questão longe de se resolver nos tempos contemporâneos. Escrita em 1887, o texto projeta uma DR que atravessa dois séculos (sic) e, como diz a canção popular, ‘ainda somos os mesmos como nossos pais’”.





 Tão cirúrgica quanto parece ter sido a escrita do texto, inchado de dramas, culpas e desconfianças, mágoas e desacertos, recheado de tensão, é a direção de TOLENTINO, muito comedida e, ao mesmo tempo, paradoxalmente, expansiva, pousada em marcações muito precisas, com um resultado estético deslumbrante. O espetáculo é, sobejamente, “clean”, nas formas e na estética, para o que contribuem os ajustados cenário e figurinos, com total predominância do branco e tons pastéis afins, e a iluminação, um formidável trabalho de criação coletiva.



  Quantas boas lembranças de atuações brilhantes anteriores me trouxe à mente o trio de excelentes atores: SANDRA CORVELONI (Tekla), BRUNO BARCHESI (Adolfo) e ANDRÉ GAROLLI (Gustavo)! Sem titubear nem um pouco, vejo-os como postulantes a premiações de TEATRO, referentes ao ano teatral de 2026, no Rio de Janeiro, a prevalecer a meritocracia, é claro. Cada um dos três magníficos atores se agarra, com unhas e dentes, à construção de seu personagem, e o resultado é esplêndido: um Adolfo bastante fragilizado e inseguro, um Gustavo bem maquiavélico e vingativo e uma Tekla perdida em seus sentimentos. O trio soube assimilar todas as intenções do autor do texto no que se refere à forma bem detalhada como este estabelece, com um olhar de lince, as relações entre os três.





  Texto extraído do rico “release”, que me chegou às mãos, via STELLA STEPHANY, assessoria de imprensa, e que pode ser percebido por qualquer espectador atento à encenação: A cena privilegia o trabalho e a movimentação dos atores. Cenário, figurino e iluminação, criados coletivamente pelo grupo, apenas sugerem uma temporalidade, remetendo a uma época passada, não determinada.”




 

FICHA TÉCNICA:

Texto: August Strindberg

Direção: Eduardo Tolentino de Araujo

 

Elenco / Personagem: Sandra Corveloni / Tekla, Bruno Barchesi / Adolfo, André Garolli / Gustavo e Felipe Souza / Encarregado

 

Cenário, Figurino e Iluminação: Criação Coletiva

Fotos: Ronaldo Gutierrez

Redes Sociais: Felipe Pirillo (Inspira Teatro)

Operação de Luz: Walace Furtado 

Produção Executiva: Bárbara Montes Claros

Produção Local: Celso Lemos

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany


 


 

 











 

 


 


SERVIÇO:

Temporada: De 08 de janeiro a 07 de março de 2026.

Local: Teatro Poeira.

Endereço: Rua São João Batista, nº 104 – Botafogo – Rio de Janeiro.

Telefone: (21) 2537-8053.

Dias e Horários: De 5ª feira a sábado, às 20h; domingo, às 19h.

Valor dos Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada).

Ingressos à venda na Bilheteria do Teatro (sem taxa de serviço) ou na plataforma SYMPLA (com taxa de serviço) – www.sympla.com.br

Horário de funcionamento da Bilheteria: De 3ª feira a sábado, das 15h às 20h; domingo, das 15h às 19h.

Capacidade: 170 espectadores.

Duração: 90 minutos.

Classificação Indicativa: 14 anos.

Gênero: Drama.


 






 


         Oxalá tenham os cariocas a oportunidade de receber, mais amiúde, uma visita do Grupo Tapa! RECOMENDO, COM O MÁXIMO DE EMPENHO, “CREDORES”, que estou certo de que será uma das grandes lembranças da temporada teatral do Rio de Janeiro, em 2026, como uma das melhores peças encenadas nesse período.


 

 

 

 



 

FOTOS: RONALDO GUTIERREZ

 

 

 



 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!

   










































































segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

 

“CÃO”

ou

“O QUE JÁ ERA BOM

SE TORNA AINDA

MELHOR.)






             Se eu tivesse que organizar uma lista com as melhores companhias de TEATRO do Brasil, certamente, a “Clowns de Shakespeare”, de Natal (RN) e a “Magiluth”, de Recife (PE), fariam parte dela, por tudo quanto já assisti de trabalhos das duas, todos de excelente qualidade. E, se ambas, separadamente, são de uma potência incomparável, imaginem quando se juntam, para apresentar um espetáculo, “CÃO”, em cartaz no Teatro I, do CCBB – RJ, até o dia 15 de março (2026) (Ver SERVIÇO.). Trata-se de uma fábula contemporânea sobre relações de trabalho, poder e precarização, que encanta o público durante 120 minutos (No SERVIÇO, consta a informação de 90 minutos.) de um excelente humor e muito dinamismo. O tempo cronológico “não bate” com o psicológico, visto que a qualidade do espetáculo é tão superlativa, que não sentimos o tempo passar.

 

 


 

SINOPSE:

“CÃO” é uma colaboração entre os grupos “Clowns de Shakespeare” (RN) e “Magiluth” (PE), que nasceu de uma pesquisa sobre o Brasil contemporâneo, suas contradições, afetos e resistências, com foco na questão do trabalho precário em suas diversas facetas.

Um grupo de trabalhadores de eventos — mestres de cerimônia, técnicos de som e luz, cenógrafos, figurinistas, músicos, maquiadores, produtores, seguranças e outros —, após trabalharem, ininterruptamente, por 48 horas, para garantir que o Teatro estivesse impecável, para a posse do recém-eleito líder da jovem república do Lácio, recebe uma notícia que interrompe toda a programação e os coloca em uma situação de extremo estresse e submissão aos interesses de pessoas poderosas, cujas motivações lhes são incompreensíveis.

Tal revelação desmonta toda a cerimônia e os coloca num vertiginoso jogo de pressões, ordens e urgências incompreensíveis: a morte do novo governante.

A partir dessa situação fabular, “CÃO” lança luz sobre o lugar do trabalhador no Brasil contemporâneo, na América Latina e no mundo.


 



      O TEATRO, mais uma vez, empresta o seu palco, para que seja representada uma luta de classe bem alegórica, que pode ser aplicada aos trabalhadores do próprio TEATRO, como também a qualquer outro setor laboral. Essa luta, que, via de regra, acontece nos campos, nas fábricas, em várias outras divisões, até mesmo no TEATRO, se insere no ambiente de uma sala de espetáculos no Centro do Rio de Janeiro. Aqui, fica claro como o esforço de muitos sustenta o poder de poucos. É a partir daí que se desenrola o enredo de “CÃO”.



           A montagem, com brilhante direção, a quatro mãos, de FERNANDO YAMAMOTO e LUIZ FERNANDO MARQUES (LUBI), foi criada a partir de cinco residências artísticas, realizadas entre Natal, Recife e Rio de Janeiro. “Embora inspirado na tragédia shakespeariana ‘Coriolano’, a peça não busca adaptá-la. O que se vê em cena é uma fábula contemporânea, atravessada por elementos do realismo fantástico, comicidade e música, marcas que se entrelaçam nas linguagens do ‘Clowns’ e do ‘Magiluth’, tão bem exploradas em suas produções anteriores e imensamente aplaudidas por mim.



            É preciso que o espectador se distancie da realidade que o cerca e se deixe levar pelo tom da proposta, permitindo-se abraçar pelo realismo fantástico e conseguir perceber todas as críticas sociais e políticas, muito próximas a nós, exploradas nas duas horas de duração do espetáculo, marcado por um humor cáustico e, por vezes, propositalmente, exagerado e circense.



     “CÃO” revela a capacidade de transformar o caos em comicidade. A partir daí, abre-se um sem-fim de situações rocambolescas, desdobramentos absurdos e peripécias hilárias, que incluem confusões políticas, protocolos impossíveis, desmandos surrealistas e a necessidade de reorganizar tudo em poucas horas, absolutamente, tão do nosso conhecimento, infelizmente. Isso abarca o conflito de classes, a insatisfação do povo, a manipulação política e o jogo de forças, que recai sempre sobre quem trabalha.



      Se o espetáculo provoca o riso e muitas gargalhadas no público, é bem verdade que, por vezes, esse comportamento é um tanto uma maneira de reagir aos absurdos desfilados no palco, contra os quais é, praticamente, impossível se lutar. Assim, às vezes, esse riso é bem “nervoso”, fruto das reflexões que o texto provoca. O humor sempre explorando a crítica ferina e o ridículo. Não é difícil – é até bem fácil, na verdade - o espectador se enxergar na pele de algum daqueles personagens, diante de temas urgentes e profundos, especialmente as relações de trabalho, tão em voga no Brasil contemporâneo. O humor não serve, aqui, para, simplesmente, aliviar a crítica, fazer o assistente extravasar, se sentir mais leve, mas, isto sim, expõe tal observação crítica e joga luz sobre ela, leva-a a uma potência exagerada. “Cada atropelo, cada falha de comunicação, cada ordem descabida evidencia a precarização que, realmente, vem atravessando as relações de trabalho no Brasil.”



               São palavras de um dos diretores, LUBI: “A cultura é um campo em que a precarização aparece de maneira gritante. E é, justamente, nesse campo que seguimos criando, resistindo e nos reinventando.”. E, se assim não fosse, o TEATRO, talvez, já não existisse mais. Fica, porém, a certeza de que ele, o fazer teatral, jamais deixará de existir, graças à força e determinação dos artistas das tábuas, em qualquer setor de atuação, quando se propõem a erguer um espetáculo teatral.



            Perderá seu tempo quem quiser “fabricar algum pretexto” para criticar, negativamente, o espetáculo, porque tudo, nesta montagem, o descredibilizará. A dramaturgia (GIORDANO CASTRO e FERNANDO YAMAMOTO) é uma delícia, da mesma forma como souberam, como ninguém, trabalhar sobre ela os diretores YAMAMOTO e LUBI.



     O elenco que “dá corpo a essa engrenagem” é formado, em ordem alfabética, por CAJU DANTAS, DIOGO SPINELLI, ERIVALDO OLIVEIRA, GIORDANO CASTRO, LUCAS TORRES, MÁRIO SERGIO CABRAL, OLIVIA LEÓN e PAULA QUEIROZ. Um detalhe que muito me chamou a atenção, nesta montagem, é que não consegui notar a presença de um ou mais protagonista(s), quer como fruto da “arquitetura dramática”, quer em termos de “aparecer mais que os outros”. Trata-se de um “elenco muito afinado pela mesma nota do diapasão”, todos, sem exceção, com um justíssimo “timing” de COMÉDIA, em excelentes participações, num único personagem ou se revezando em outros.



         Agradou-me, sobremaneira, a cenografia, proposta por FERNANDO YAMAMOTO, LUIZ FERNANDO MARQUES e ROGÉRIO FERRAZ, refletindo o caos da situação. Da mesma forma, são bem hilários, criativos e ajustados aos personagens os figurinos, de MARIA ESTHER. Também aprovo os adereços utilizados na encenação, com destaque para uma “perna humana” (Isto não é “spoiler”), trabalho bastante realista de MONA MAGALHÃES e RAILBOT, e a iluminação, a cargo de RONALDO COSTA.



      Vez por outra, somos surpreendidos, nas FICHAS TÉCNICAS, por “nomenclaturas estranhas”, que nos obrigam a exercitar a imaginação, para sabermos de que se trata ou fazer uma pesquisa ao “Tio GOOGLE”. VITOR MARTINEZ assina uma certa “Taxidermia Sintética”, que julguei ser algo relacionado a “pele” (“derme”). Recorrendo a uma ligeira pesquisa, verifiquei que o termo, também conhecido como “fake taxiderme” “refere-se à criação de réplicas de animais, usando-se materiais artificiais, como resinas, espumas e tecidos, em vez de peles reais, para fins decorativos, artísticos ou de estudo...”. TEATRO sempre é muito mais cultura.



     E não para por aí. Ainda temos o nome de ERNANI MALETTA, responsável por uma “Dramaturgia Sonora”, que julgo se referir à trilha sonora e à sonoplastia, muito boas, diga-se de passagem.

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia: Giordano Castro e Fernando Yamamoto

Direção: Fernando Yamamoto e Lubi (Luiz Fernando Marques)

 

Elenco (por ordem alfabética): Caju Dantas, Diogo Spinelli, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Olivia León e Paula Queiroz

(“Stand-in”): José Medeiros

 

Cenário: Fernando Yamamoto, Luiz Fernando Marques e Rogério Ferraz

Figurino: Maria Esther

Projeto de iluminação: Ronaldo Costa

Adereços: Boneca: Carlos Alberto Nunes, Mona Magalhães e Raibolt; Perna: Mona Magalhães e Raibolt

Taxidermia Sintética: Vitor Martinez

Dramaturgia Sonora: Ernani Maletta

Colaboração em Palhaçaria: Ésio Magalhães

Engenharia de Som: Gabriel Gianni

Coordenação Geral e Produção Executiva: Renata Kaiser

Direção de Produção: Talita Yohana

“Design” Gráfico: Bruno Parmera

Fotos de Divulgação: Rogério Alves

Assessoria de Imprensa: Prisma Colab (Mario Camelo)

Consultoria e Desenho de Projeto para Lei: Ana Paula Medeiros

Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil e Governo Federal

Patrocínio: Banco do Brasil


 


 








 

 

SERVIÇO:

Temporada: De 15 de janeiro a 15 de março de 2026.

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – RJ (CCBB – RJ) – Teatro I.

Endereço: Rua Primeiro de Março, nº 66, Candelária – Centro – Rio de Janeiro.

Telefone: (21) 3808-2020.

Dias e Horários: De 5ª freira a sábado, às 19h; domingo, às 18h.

Valor dos Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). (Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada,)

Ingressos adquiridos na bilheteria do CCBB ou, antecipadamente, pelo site https:/bb.com.br/cultura 

Duração: 90 minutos (?).

Classificação Etária: 16 anos.

Gênero: COMÉDIA.


 

 


             Não posso deixar de registrar uma certa “frustração”, que me leva a um “desabafo”, ao constatar que, apesar de uma plateia boa, em quantidade e qualidade, que aplaudiu, efusivamente e durante muito tempo, os artistas, não havia uma lotação esgotada, como bem merece o espetáculo. Isso, a meu juízo, é fruto de uma ignorância, que leva o grande público a eleger o eixo Rio de Janeiro / São Paulo como o único a erguer grandes produções teatrais. Isso é uma mentira e um verdadeiro absurdo, dado que conheço magníficas companhias, de norte a sul e de leste a oeste deste imenso país, que não ficam nada a dever aos artistas do sudeste. É preciso que assistam a este espetáculo, por exemplo, para que essa minha afirmação seja ratificada.



    Encerro esta modesta crítica com um trecho, bem elucidativo, que extraí do “release”, a mim enviado por MARIO CAMELO, da assessoria de imprensa da peça: “Entre tropeços, correrias, confusões e descobertas, ‘CÃO’ celebra aquilo que o TEATRO tem de mais vivo: rir da própria tragédia e seguir em frente, mesmo quando o protagonista morre antes mesmo de entrar em cena. O espetáculo também revela, ao público, o movimento dos bastidores e as urgências de quem precisa fazer tudo acontecer e, ainda assim, inventar poesia, em meio ao caos.”



             RECOMENDO MUITO O ESPETÁCULO e vou me empenhar para que consiga um novo espaço na minha agenda, a fim de poder rever a peça.

 

 

 

 

 

 

FOTOS: ROGÉRIO ALVES

 

 

 

 

 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!