domingo, 12 de fevereiro de 2017


PARA
ONDE

IR

 
(UMA “MASTER CLASS”
DE
TEATRO.
 
ou

“MAS OS SENHORES, POR FAVOR, NÃO FIQUEM INDIGNADOS,
POIS TODOS NÓS PRECISAMOS DE AJUDA, COITADOS!”.)

 

 


 

            Mais um monólogo entra em cartaz no Rio de Janeiro. Trata-se de “PARA ONDE IR”.

No lugar da palavra “monólogo”, poderia ter sido utilizado o termo “master class”, expressão em inglês, que significa, mais ou menos, uma aula magna, uma super aula, uma aula inesquecível, para a qual só estão aptos os mais sensíveis e talentosos, visto que quem a profere é um suprassumo naquilo que faz, um mestre dos mestres.

            O nosso grande mestre dessa aula é YASHAR ZAMBUZZI, o qual, com a brilhante direção de sua mulher, a também atriz, VIVIANI RAYES, nos brinda com uma belíssima aula de interpretação teatral. E nós, seus discípulos, temos de também ter talento, de estar sintonizados com tanta sensibilidade e verdade, para sermos merecedores daquele deleite.

Isso tudo acontece, em temporada relâmpago, na Sala Rogério Cardoso, na Casa de Cultura Laura Alvim, de 3ª feira a domingo – OS BELOS TEMPOS DO TEATRO VOLTARAM!!! – apenas, infelizmente, até o dia 19 de fevereiro.

            A peça é livremente inspirada em livros do escritor russo FIÓDOR DOSTOIÉVSKI (1821-1881) e do poeta francês ARTHUR RIMBAUD (1854-1891).

O texto é uma adaptação do próprio YASHAR. Foi construído a partir do personagem MARMIELÁDOV, do romance Crime e Castigo”, escrito por DOSTOIÉVSKI, e da trama de Uma Temporada no Inferno”, de RIMBAUD.


 



 
 

 




 
SINOPSE:
 
“PARA ONDE IR” é um monólogo, que conta a história de MARMIELÁDOV (YASHAR ZAMBUZZI), funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna.
 
O personagem é homônimo ao protagonista do romance Crime e Castigo”, um dos pontos de partida para a construção da peça.
 
MARMIELÁDOV, na taberna, acompanha a chegada dos fregueses e aproxima-se, ora de um, ora de outro, para contar-lhes as dificuldades por que passa, por conta do vício, a necessidade de sustentar sua família e as desventuras de sua vida. 
 
A peça dialoga com o público, numa linguagem dinâmica e coloquial, promovendo um contato direto e desmistificador com dois grandes autores da literatura universal, cujas obras têm, em comum, as situações extremas da vida.
 
Alcoolismo, desemprego, pobreza, miséria, violência contra a mulher, prostituição infantil, infanticídio e autodestruição são temas pelos quais passeia o texto.
 
Mais atual que isso é impossível!
 

 
 
 


            Segundo o “release” do espetáculo, enviado pela assessoria de imprensa (DUETO COMUNICAÇÃO - ALESSANDRA COSTA), “Há mais de dez anos, YASHAR estuda a transformação da literatura clássica em fenômeno cênico, especialmente as obras de DOSTOIÉVSKI, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. A concepção do espetáculo interliga DOSTOIÉVSKI e RIMBAUD a BERTOLD BRECHT (1898-1956), o que faz, da peça, segundo VIVIANI e YASHAR, também, uma homenagem à poesia crítica do poeta e dramaturgo alemão”.

            O espetáculo marca o primeiro trabalho de direção de VIVIANI RAYES, a qual se inicia, na função, com o pé direito.

Não é muito fácil criar, em termos de direção, sobre um texto como o da peça, nem há muito a inventar sobre como deve atuar o protagonista. VIVIANI, totalmente cônscia de sua responsabilidade, permitiu que a narrativa dramática fluísse naturalmente, explorando os meandros da vida do personagem, traduzindo-os, em postura cênica e cobrança, naquilo de comiseração que MARMIELÁDOV deve provocar na plateia, seus amigos de copo e, talvez, de infortúnios e descaminhos, sem exageros, sem pieguice, sem tornar o espetáculo monótono e desagradável, o que seria um desastre. Ao contrário, tudo escorre regularmente, com o dedo certo da direção, a qual conta com um grande ator, que, de há muito, merecia um personagem como o que representa nesta peça.

            Já tivemos a oportunidade de aplaudi-lo, com muitos “bravos”, e de pé, no espetáculo “Blackbird”, onde também fez um trabalho irrepreensível, ao lado de VIVIANI, como atriz, também com igual rendimento. O espetáculo foi sucesso nos anos de 2014 a 2016, e está pronto para ser remontado, a qualquer hora, com público garantido.

            YASHAR é um “monstro” em cena. A sua docilidade, como pessoa, é transferida para a cena, acrescida de um sentimento de subserviência, de aceitação das desagradáveis surpresas que a vida lhe reservou, embora, em alguns momentos, ensaie uma revolta, que não se esgota; aliás, que sente dificuldade de trair a sua boa índole.







O espetáculo é, em certa parte, interativo, já que o ator se dirige a algumas pessoas da plateia, sentando-se às sua mesas e fazendo-lhes determinados questionamentos, cobrando-lhes concordância ou discordância acerca de suas teorias, perguntas às quais ninguém é obrigado a responder, e o espetáculo segue em frente, cumpre o seu destino. É como se o personagem não esperasse mesmo qualquer resposta, como se soubesse que estava sendo ignorado, que seus lamentos e desabafos não merecessem crédito. Repete, por várias vezes, em relação ao comportamento “indiferente” do púbico, a seguinte fala: “MAS OS SENHORES, POR FAVOR, NÃO FIQUEM INDIGNADOS, POIS TODOS NÓS PRECISAMOS DE AJUDA, COITADOS!”. É o grande recado que ele dá a cada um de nós.



 
 

            MARMIELÁDOV é um personagem difícil de ser representado e riquíssimo, mas que pode proporcionar, a quem o interpreta, a oportunidade de deixar marcado o seu talento ou pôr em destaque o pouco traquejo para a representação. YASHAR só fez valorizá-lo, com seu talento e sensibilidade.

            Desde que surge em cena, saído de um dos cantos da decadente taberna, disposto a dividir seus lamentos e dores com os que habitam aquele soturno espaço, já vai ganhando a empatia do público, atraindo-o para si. Todos parecem se identificar com o personagem, não pelos fatos que ele vai narrando, mas pela certeza da nossa falibilidade, da possibilidade de um profundo mergulho no abismo, em algum momento da nossa vida, como ocorreu ao personagem, ali, tão próximo de nós, tão verdadeiro, tão merecedor da nossa atenção e de uma mão amiga, pela qual, aliás, ele suplica, quase ao final da peça, sem encontrar o que procurava.

Confesso que tive vontade de me levantar e ir ao encontro dele, não apenas para apertar-lhe a mão estendida, mas para abraçá-lo e, até mesmo, provar minha solidariedade com um beijo no rosto. Fiquei entre soltar a minha emoção e atrapalhar o andamento da peça. Falou mais alto o racional.

            Apesar de uma produção modesta, com apoiadores, mas sem patrocínios, YASHAR e VIVIANI não abriram mão do bom gosto e da criatividade e se cercaram de excelentes profissionais, para montar um texto que merecesse os aplausos do público e o reconhecimento da crítica.

            Ao tomar conhecimento do título da peça, senti falta de um ponto de interrogação, ao final (“PARA ONDE IR?”). Assistindo ao espetáculo, entendi que a ausência de tal sinal de pontuação é perfeitamente justificada. O personagem não questiona para onde deva ir, porque ele já conhece a resposta, tem consciência do fim de sua triste trajetória. Se algum sinal de pontuação coubesse, no caso, seria o de reticências. Mas está ótimo do jeito que está. Quem assistir a esta linda montagem haverá de compreender a ausência, que, antes, eu considerara.

            Gosto muito do formato da peça, da ambientação cênica, mais que um simples cenário, que reproduz, com muita fidelidade, uma decadente taberna da época, com riquíssimos detalhes na decoração. Um verdadeiro achado cênico, assinado por YASHAR e VIVIANI.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ao adentrar a Sala Rogério Cardoso, ou a “taberna”, o espectador recebe uma toalha de papel, para forrar seu lugar em uma das mesas, a qual – a toalhinha - nada mais é que o programa da peça, e um copinho de cachaça ou de café (para os abstêmios ou os que não desejam ser flagrados pela maldita “Lei Seca”), a fim de compartilhar a encenação.

            Os andrajos, vestidos pelo personagem, são uma criação do figurinista ROGÉRIO FRANÇA, em acertada mão e escolha.

            ELISA TANDETA propôs uma luz predominantemente fria, praticamente, de salão, para a maior parte do tempo, com algumas modulações, que sublinham uns poucos trechos da peça, enriquecidos por essas variações. É um espetáculo em que a luz funciona com um suporte, que se destaca em breves momentos, a não ser num detalhe especial, durante um longo tempo, ao final do espetáculo, em que todo o espaço cênico recebe apenas um intenso foco, que consegue iluminar somente a cabeça do personagem, sentado, num dos mais fortes momentos do texto. Belo trabalho dessa grande profissional da luz!

            Há uma trilha sonora original, a cargo de CHICO ROTA, que aparece pouco, porém funciona muito bem no espetáculo.

            Quase sempre esquecida, nos comentários críticos, quero render uma homenagem a THIAGO RISTOW, THIAGO FONTIN e RAPHAEL JESUS, pelo ótimo trabalho de programação visual, sendo que o último ainda assina as ilustrações. 

            O espetáculo é, no mínimo, impactante e instigante e não deixa nenhum espectador imune à comiseração pelo personagem, pelo “outro”, à solidariedade a ele, por seu sofrimento, e a uma reflexão acerca das armadilhas que a vida nos prepara e que é impossível fugir aos seus desígnios. Qualquer um de nós pode se transformar, amanhã, num MARMIELÁDOV.

            O espetáculo agrada em todos os aspectos, mas, certamente, poucos atores, ao longo desta temporada, demonstrarão a mesma força e capacidade interpretativa de YASHAR ZAMBUZZI, na pele do pobre MARMIELÁDOV. Grandes possibilidades de premiações!!!

            Espero que o espetáculo consiga outras pautas e faça uma carreira tão brilhante quanto a que fez “Blackbird”!

E que eu consiga revê-lo na semana que se inicia, a última da atual temporada!

 

 
 





 
FICHA TÉCNICA:
 
Texto: Livremente inspirado em “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski, e “Uma Temporada no Inferno”, de Arthur Rimbaud 
Adaptação: Yashar Zambuzzi
Direção: Viviani Rayes
 
Elenco: Yashar Zambuzzi
 
Figurinos: Rogério França
Iluminação: Elisa Tandeta
Trilha Original: Chico Rota
Cenário: Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes
Assessoria de Imprensa: Duetto Comunicação
Programação visual: Thiago Ristow, Thiago Fontin e Raphael Jesus
Ilustrações: Raphael Jesus
Fotos de Cena: Lu Valiatti
Idealização: Te-Un TEATRO
Produção Executiva e Realização: Rayes Produções Artísticas
 
Assessoria de Imprensa “PARA ONDE IR”
Duetto Comunicação – (21) 2533-5206
Alessandra Costa – alessandracostadivulga@gmail.com (21) 97618-0422
 
Assessoria de Imprensa CASA DE CULTURA LAURA ALVIM
Dedicata Comunicação: (21) 3852-7922
Jaciara Rodrigues – jaciaradedicata@gmail.com – (21) 98121-2474
 

 


 
 

 

 
SERVIÇO:
Temporada: De 7/2 até 19/2, de terça-feira a sábado, às 20h; domingo, às 19h
Local: Teatro Rogério Cardoso - Casa de Cultura Laura Alvim
Endereço: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema – Rio de Janeiro
Funcionamento da Bilheteria: De terça-feira a domingo, das 16h às 19h
Tel: (21) 2332-2015
Duração: 60 minutos
Gênero: Drama
Lotação: 53 lugares
Classificação Indicativa: 14 anos
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada)
 

 

 

 

 

(FOTOS: LU VALIATTI)
 
 
 

Com Yashar Zambuzzi.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017


MOGLI,

 O MUSICAL

 

(UMA LIÇÃO DOS BICHOS DA MATA AO BICHO HOMEM.)

ou

(UM MUSICAL INFANTIL PARA GENTE DOS OITO AOS OITENTA.)

 
 
 

 

            No ano passado, fui levado ao Méier, subúrbio do Rio de Janeiro, para assistir a um musical infantil: “MOGLI, O MUSICAL”.

Fui com o firme propósito de me divertir e de gostar do espetáculo e saí do teatro bastante frustrado. Por que a peça não era boa? NÃO! Porque não consegui assistir a ela até o final, pois, mais ou menos, na metade da encenação, que estava bastante agradável, um problema sério, na rede elétrica local, fez com que a peça fosse interrompida, deixando uma plateia, que superlotava o Imperator, chateada e triste, principalmente as crianças.

Não pude voltar, para vê-la em outro dia, nem comparecer a um outro teatro, o Riachuelo, onde, posteriormente, a peça cumpriu uma segunda temporada, meteórica.

Já estava perdendo a esperança de poder assistir, até o final, ao espetáculo, quando veio o convite para poder conhecer toda a trajetória do Menino Lobo, agora em cartaz no Teatro Bradesco, no Village Mall, na Barra da Tijuca, onde fica em cena por apenas mais um final de semana, até o dia 12 de fevereiro, aos sábados, às 11h30min, e, aos domingos, às 15h.

Assisti à peça, no último sábado e recomendo muito o espetáculo.


 



 
 
 
 



 
SINOPSE:
 
Criado por lobos, após ter sido abandonado na selva, MOGLI recebe ajuda dos seus amigos URSO BALU e da pantera BAGUERA, para se defender de SHERIKAN, o tigre-de-bengala, que detesta os homens e que matara seus pais.
 
É assim que começa a história do espetáculo “MOGLI, O MUSICAL”, com o objetivo de tratar temas tão recorrentes hoje em dia: a tolerância, a aceitação e o preconceito.
 
A peça é inspirada no texto “O Livro da Selva”, do grande autor inglês Rudyard Kipling, que retrata a divertida história desse menino, de 12 anos, que precisa ser aceito por todos os animais da selva.
 
MOGLI e seus amigos saem, em uma jornada, rumo à aldeia de homens, em busca da flor vermelha, a única coisa que pode protegê-lo de SHERIKAN.
 
Mas, o caminho é longo e apresenta diversos desafios: a trupe terá que passar por um bando de macacos enlouquecidos e enlouquecedores, uma manada de elefantes e um jacaré faminto.
 

 
 



 
 
 
 



            O espetáculo merece ser visto, não só pelos valores éticos e humanos que o texto, de forma bem simples, clara, em “linguagem de criança”, apresenta, como também pela plasticidade que conseguiram alcançar, com ótima cenografia, de WANDERLEY NASCIMENTO, que também assina os lindos e criativos figurinos, assim como a variada, ajustada e expressiva iluminação, de RICARDO VIANA.

            A ficha técnica ainda nos revela os nomes de LARISSA LANDIM, responsável pelas ótimas coreografias e direção de movimento, e de MÁRCIO LOUZA, que assina o visagismo. Há, também, uma boa direção musical e preparação vocal, de LEDJANE MOTTA, além dos ótimos arranjos musicais e vocais, de EDUARDO LOUZADA e VINÍCIUS RODRIGUES

            É um espetáculo leve e dinâmico, como deve ser uma peça infantil, mais ainda por se tratar de um musical, no qual um dos pontos de destaque são as doze canções, de melodias simples e de fácil apreensão, para os ouvidos, com letras interessantíssimas, engraçadas e que dizem muitas verdades que os adultos costumam dizer, utilizando outras palavras. A trilha sonora, toda original, foi composta por MATHEUS BRITO.

            Numa época tão difícil para o TEATRO, principalmente o infantil, sem patrocínios, devo louvar a coragem de MATHEUS BRITO, autor do texto e diretor da peça, além de um de seus produtores, ao lado de Alex Felippe, o outro produtor, quando colocam dez atores em cena, fazendo, alguns, vários personagens, o que torna bem dinâmica e surpreendente a montagem.

            E já que falamos do elenco, é preciso registrar a sua boa qualidade, o bom trabalho de interpretação. Todos têm um rendimento muito bom, com destaque para o menino CAIO NERY, que se mostra uma revelação para um futuro no TEATRO MUSICAL, pois, além de interpretar bem, canta satisfatoriamente, se considerarmos que está na fase de mudança de voz.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



            Além dele, ISABELE RICCART (BAGUERA) e ERICK DE LUCA (BALU) conseguem segurar o espetáculo, como dois suportes para toda a trama. Mérito também para todos os demais atores, que conseguem impor, a cada novo personagem, uma postura corporal diferente, assim como a voz.

“MOGLI, O MUSICAL” não é o que se pode chamar de uma superprodução, que, muitas vezes, de “super” só a nomeação e ricos cenários e figurinos, mas é um super espetáculo. Aqui, os cinco cenários e os vinte e cinco figurinos, tudo de muito bom gosto e criatividade, dão conta do recado e ajudam a contar uma bela história.

“É um musical infantil que faz com que, tanto as crianças quanto os pais, se divirtam e entendam essa mensagem de amor e tolerância”, afirma o diretor. E eu assino embaixo.

 
 




 
 
 
 




 




 
FICHA TÉCNICA:
 
Texto e Direção: Matheus Brito
Assistência de Direção: Matheus Castro
 
ELENCO:
Caio Nery  - Mogli
Isabele Riccart - Baguera
Erick de Luca – Balu
Alex Felippe - Akelá/Kaa/Elefante/Humano
Gustavo Genton - Sherikan/Hati
Lucas Baptista - Tabaqui/Macaco/Urubu
Maicon Lima - Rei Macaco/Elefante/Lobo/Urubu
Marcos Gonçalves - Gavião/Macaco/Lobo/Urubu
Rennato Cinelli - Elefante/Macaco/Lobo
 
Trilha sonora original (doze músicas): Matheus Brito
Coreografia e Direção de Movimento: Larissa Landim
Cenografia e Figurinos: Wanderley Nascimento
Visagismo: Márcio Louza
Cenotécnica: Carlos Elias
Iluminação: Ricardo Viana
Fotografia: Marcela Dias
Projeção: Flávia Felinto e Diogo Rodrigo
Designer Gráfico: Matheus Castro, Lucas Huguenin e Nana Suzart
Direção Musical e Preparação Vocal: Ledjane Motta
Arranjos: Eduardo Louzada e Vinícius Rodrigues
Equipe de Figurino: Iramar Alves Cruz, Ilza Fidelis, Ana Cláudia Alves, Rosa Maria Santana Santos, Lucas Francisco, Adriano Camargo, Diva De Freitas Diniz, Vanessa Diolinda Cardoso e Joelson André
Equipe de Cenário e Adereços: Louis Cavalcanthé, Vaneo Wessler, Sizinho, Vilma Macedo, Bárbara M. Almeida, Manoel Antônio, Luiz Cláudio Carvalho, Valéria Chaves, Marcelo Machado e Maria Aida
Boneco Mogli e Kaa: Leandro Mariz
Boneco Jacala: Charles Viana
Produção: Alex Felippe
Assistência de Produção: Matheus Castro, Heitor Esteves e Marcela Dias
Realização: Arlequim Produções
 

 
 
 



 
 
 
 
 

 
SERVIÇO:

Temporada: Até o dia 12 de fevereiro
Local: Teatro Bradesco Rio
Endereço: Avenida das Américas, 3900 – loja 160 -  Shopping VillageMall – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
Dias e Horários: Sábados, às 11h30; Domingos, às 15h
Classificação Etária: Livre
Duração: 75min
Valor dos Ingressos:
Frisa e Balcão Nobre = R$60,00
Camarote e Plateia Alta = R$80,00
Plateia Baixa = R$100,00
Observação: Meia-entrada em todos os setores.
 



 
 



Levem suas crianças e as suas próprias, interiores!
 
 
 
 
 
 
 
(FOTOS: MARCELA DIAS.)