domingo, 6 de agosto de 2017


LUIS ANTONIO – GABRIELA

(MAIS QUE UM
PEDIDO DE DESCULPAS;
UMA DECLARAÇÃO DE AMOR,
FEITA COM A CORAGEM
DOS VERDADEIROS HOMENS.
ou SIMPLESMENTE,
UMA OBRA-PRIMA.)

 

 


            Há bem mais de meia hora, diante do computador, tento encontrar o ponto de partida para o início desta crítica e confesso que está sendo muito difícil. Muito difícil...
            Agora, finalmente, sinto que a poeira baixou um pouco e o nível de adrenalina também. Então, vamos, pelo menos, tentar.
Foi uma das piores noites de sono que já tive, a do dia 3 de agosto de 2017.
Sono agitado, que teimava em não vir, em não me deixar em paz, em mexer com os meus nervos, em convocar os meus fantasmas, em me trazer à lembrança as imagens que eu acabara de ver, o texto que eu acabara de ouvir...
Uma sensação, paradoxalmente, boa e ruim, de encantamento e de “impactação” (um neologismo, não registrado no léxico da língua portuguesa). De alegria e de sofrimento. De celebração e de dor, por uma perda. Ou muitas... E quem me causou esse “estrago bom”?
Aqui está a resposta: NELSON BASKERVILLE, DAY PORTO, LUCAS BEDA, MARCOS FELIPE, SANDRA MODESTO (indiretamente), VERÔNICA GENTILIN, VIRGÍNIA IGLÉSIAS, VIRGÍNIA CAVENDISH, GUSTAVO SARZI e PEDRO AUGUSTO.
Eles e, acima de todos, “LUIS ANTONIO – GABRIELA”.




 
 
Como eu ansiava por esse espetáculo!!! Tantas vezes, em São Paulo, nos últimos anos, não consegui ver a peça. Peça? Não! Essa OBRA-PRIMA.
Esse pedido de desculpas, em forma de uma declaração de amor, de poesia, feito com a coragem dos verdadeiros HOMENS: fortes e sensíveis; humanos e inteligentes.
NELSON BASKERVILLE é um HOMEM com todas as maiúsculas, que, em 2011, teve a coragem de abrir seu coração e expor as chagas lá expostas, dividindo-as com quem topasse a parceria, como num grito de socorro: AJUDEM-ME A REVIVER, A RENASCER! AJUDEM-ME A RESGATAR O MEU PASSADO E A ME PERMITIR SONHAR EM TRAÇAR, PELO MENOS, NA MINHA CABEÇA, UMA OUTRA ROTA, PARA ME LIBERTAR DA DOR DO ARREPENDIMENTO!
“LUIS ANTONIO – GABRIELA” é muito mais que, simplesmente, uma peça de TEATRO. É algo que eu não consigo traduzir numa só palavra; talvez, nem em muitas. É um espetáculo para ser visto; só vale se for visto, e muitas vezes, se possível. E sentido, e reverenciado, como uma experiência única. E muito amado. É daqueles espetáculos transformadores, que ficam na nossa alma, como uma tatuagem, indelével.








 
SINOPSE:
 
O diretor NELSON BASKERVILLE leva à cena a história de seu irmão LUIS ANTONIO, homossexual assumido, filho mais velho, com mais cinco irmãos.
 
A história começa em 1953, com o nascimento de LUIS ANTONIO, que, desde a mais tenra idade, sabia que era homossexual, e se comportava como um, e passa pela sua infância, adolescência e parte da juventude, em SANTOS, onde desafiava as regras de uma família conservadora dos anos 1960, em plena época em que o país vivia seus anos de chumbo, sob a “égide” de uma ditadura militar, nascida de um golpe de estado.
 
Pressionado por um ambiente de violência familiar (era, constantemente, espancado pelo pai, que, dessa forma, acreditava que o “curaria”) e repressão social, reflexo do regime ditatorial, aos 30 anos, sob o nome de GABRIELA, parte para a Espanha, onde se torna uma das estrelas da noite de Bilbao, cidade que escolheu para viver, até o final de sua vida, aos 53 anos.
 
Na peça, fisicamente representados ou, simplesmente, citados, transitam, além do protagonista, NELSON, o irmão caçula, abusado sexualmente por LUÍS ANTONIO; a irmã mais velha, MARIA CRISTINA, que sai à procura do paradeiro do irmão, perdido (denotativa e conotativamente falando) no mundo; um pai que não o reconhecia como filho; a madrasta DORACY, o cabeleireiro e amigo SERGINHO, com quem o protagonista chegou a morar, além de amigos e outras pessoas que faziam parte do círculo ao qual pertencia o protagonista. A mãe, GLADYS, que morreu durante o parto de NELSON, é representada por um lençol branco.
 
Um detalhe que não deve ser omitido é que foi por volta dos oito anos de idade que LUIZ ANTONIO descobriu que nascera num corpo errado e que era preciso partir para enfrentar tudo o que o impedia de encontrar sua própria identidade, o que lhe rendeu muito sofrimento.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
            A peça estreou em 2011 e, depois de ter conquistado uma quantidade impressionante de prêmios (nove) e vinte indicações e, após sete temporadas, em São Paulo e em outras praças do Brasil e em Portugal, e de ter realizado mais de 350 apresentações, tendo sido vista por um público superior a 35.000 espectadores, finalmente, chega ao Rio de Janeiro - depois de duas ou três brevíssimas passagens anteriores -, mais propriamente, no Mezanino do SESC Copacabana, para uma, infelizmente, curtíssima temporada, de quatro semanas. Que os DEUSES DO TEATRO nos garantam outras!!!
            O espetáculo tem a chancela da CIA MUNGUZÁ DE TEATRO, nascida em São Paulo, em 2006, pela “união de atores recém-formados, motivados a aprofundar as técnicas aprendidas na escola e, assim, desenvolver um estudo detalhado do Teatro Épico de Brecht e de linguagens estabelecidas na contemporaneidade”, segundo o “release” da peça, enviado por JOÃO PONTES e STELA STEPHANY (JSPONTES COMUNICAÇÃO).





 
            O primeiro grande sucesso da CIA foi o espetáculo “Por Que A Criança Cozinha Na Polenta?”, com cinco temporadas, de “extremíssimo” sucesso, em São Paulo, entre 2008 e 2017, que nós, cariocas, ainda temos a esperança de, um dia, ver, numa montagem na (ex-) Cidade Maravilhosa. Esse espetáculo foi agraciado com 36 prêmios, em diversas categorias.
            Mas voltemos ao nosso “LUIS ANTONIO – GABRIELA”.
            A peça é apresentada como um “documentário cênico”, “gênero” teatral bastante discutido e contestado, por alguns teóricos e críticos de TEATRO, porém, a meu juízo, de grande valor e que vem se ampliando, em termos de novas propostas, nos últimos anos, gerando excelentes espetáculos.
Foi idealizado e criado pelo ator e diretor NELSON BAKSERVILLE, a partir das memórias da convivência com seu irmão transgênero, que “nasceu errado”, até no nome, o qual deveria ser LUÍS ANTÔNIO, com os devidos acentos gráficos, segundo as regras ortográficas oficiais. Mas acertou no GABRIELA. Isso, porém, são meros devaneios de um, também, professor de língua portuguesa e que não fazem a menor diferença nesta análise. Foi só para relaxar e preparar o leitor para o que vem por aí.










 
            Para chegar ao texto final, à montagem, propriamente dita, o diretor e sua equipe contaram com uma garimpagem em documentos, além de depoimentos do próprio NELSON (apelidado de BOLINHO), de sua irmã MARIA CRISTINA (TINA), de sua madrasta DORACY e de SERGINHO, um cabeleireiro, em Santos, amigo de LUIS ANTONIO, cujo apelido era BOLOTA - todos personagens da peça.
            O tempo cronológico da trama vai desde o nascimento do protagonista, em 1953, em Santos, e termina em 2006, com sua morte, aos 53 anos de idade, em Bilbao, Espanha, embora não exista, na dramaturgia, nenhuma preocupação em apresentar os fatos cronologicamente.
            Apesar de todos os pesares, de todas as feridas purgando, de todas as provações por que passa o personagem que dá título à peça, atrevo-me a dizer que, em se tratando de um espetáculo teatral, arrisco chamá-lo de um grande “happening”, no qual não faltam muitas ações, surpresas, cenas inusitadas, música, dança e, por incrível que possa parecer, alegria; não com a intenção de varrer a dor para debaixo do tapete, mas como uma comprovação de que há beleza e poesia até no sofrimento.




 





 
            NELSON BASKERVILLE amargava uma dor, um grande arrependimento, um sentimento de culpa, por não ter tido, com o irmão “gauche”, um comportamento de amor, aceitação, proteção e tolerância, como deveria, com os olhos que, hoje, ele o enxerga, motivo pelo qual resolveu, num gesto de extrema coragem e generosidade, pedir perdão, por uma culpa que, talvez não lhe coubesse, a julgar pela época em que “conviveram” (?) e pelos padrões rígidos de educação que receberam, ele e os irmãos, de um pai totalmente “cego”, no esplendor da metáfora.
            Creio que vale a pena transcrever um depoimento de NELSON, também extraído do “release” da peça, não para que ele seja julgado por nós.
POR MIM, JAMAIS!!!
PARA ELE, SÓ DEDICO MUITOS APLAUSOS!!!
Servirá para que se entenda a obsessão de criar o espetáculo de que trato aqui:
 
 
Nelson Baskeville.


 
“Em 2002, recebi uma ligação de minha segunda mãe, DORACY - segunda mãe, porque a minha primeira faleceu, após o meu parto, fazendo meu pai, PASCHOAL, viúvo, com seis filhos, casar-se com a DONA DORACY, viúva, com três filhas, quando eu tinha dois anos. Ela me ligou, para dizer que LUIS ANTONIO havia morrido, na Espanha.
LUIS ANTONIO, para mim, era aquele irmão, oito anos mais velho, que sempre mantive na sombra. Só alguns poucos amigos sabiam da sua existência. Ele era aquele que, além de me seduzir e de abusar, sexualmente, de mim, fazia com que muitos dedos da cidade de Santos fossem apontados para nós, os “irmãos da bicha”, “a família do pederasta”  e outros nomes.
Sou obrigado a confessar que a notícia da morte dele não me abalou nem um pouco. Eram quase trinta anos sem saber nada dele, sem saber se ele estava vivo ou morto.
Enfim, liguei para a minha irmã, MARIA CRISTINA, advogada, para passar a notícia para frente, e a preocupação imediata dela foi com os papéis, atestado de óbito, documentação para o espólio etc.. Mas não sabíamos nada do fato e nem, ao menos, o local exato de sua morte.
MARIA CRISTINA empreendeu, então, uma jornada fadada ao fracasso, que era saber notícias do paradeiro dele. Depois de alguns meses, através da embaixada brasileira na Espanha, ela o encontrou (acréscimo meu: 20 anos após a morte do pai). Mas não exatamente da forma que esperava. LUIS ANTONIO estava vivo, morava em Bilbao e, a partir disso, começamos a tentar formar e entender aquela lacuna de 30 anos, que nos separavam dele.
Minha irmã, numa aventura ‘almodovariana’, foi encontrá-lo. LUIS ANTONIO chamava-se, então, GABRIELA, tinha sido uma estrela das noites de Bilbao, era viciada em cocaína e a AIDS era a menor das suas doenças.
 Através da MARIA CRISTINA, passamos, então, a ter notícias dele, até a sua morte, agora verdadeira, em 2006. As perguntas mais frequentes dos amigos, ao saberem da história, eram:
Mas vocês nunca mais se viram?
Resposta: Nunca.
Por que não o trouxeram de volta ao Brasil, quando o encontraram doente?
Resposta: Porque não.
Você não foi nem ao enterro?
Não.

Fiz este espetáculo.”
 

 

 


 
 
 
Não é para fazer chorar? Tudo isso está, dramaturgicamente, expresso na peça. E muita coisa mais!!!
A estrutura desta montagem foge a todos os padrões do que se convencionou chamar de TEATRO, o tradicional. Em todos os sentidos. E, por isso mesmo, pela estética adotada pela direção, chama a atenção de qualquer espectador, logo que adentra o espaço em que está sendo apresentada a peça, ao se deparar com um cenário riquíssimo em detalhes, porém, que, à primeira vista, provoca um misto de estupefação e curiosidade. A imagem positiva do caos, se isso é possível.
Às vistas do público, uma “poluição” visual, “do bem”, com os mais insólitos objetos à mostra, com destaque para dezenas de bolsas de soro, penduradas, em todo o espaço cênico. Tudo instiga bastante a imaginação do público, o qual, ao se acomodar em seus lugares, já encontra os atores, fazendo um aquecimento vocal, uma espécie de vocalize, utilizando canções, com letras debochadas e provocativas, compostas, especialmente para o espetáculo, por NELSON BASKERVILLE.
Nessa cenografia, há espaço para 22 telas, do jovem artista plástico THIAGO HATTNER, todas de temática erótica, que são mostradas numa espetacular cena que reproduz o momento em que MARIA CRISTINA leva LUIS ANTONIO a uma visita ao Museu Guggeinhein, de Bilbao.





 
Destacam-se, ainda, objetos pessoais e peças de roupas, pertencentes a alguns personagens, cartas e documentos, originais ou reproduzidos.
Além de tudo, não se pode omitir a parafernália eletrônica, que envolve painéis de “led”, instrumentos musicais e material de iluminação.
Os figurinos, de CAMILA MURANO, também chamam a atenção por fugirem, totalmente, ao que se poderia chamar de “normal”, todos bastante criativos e com um apelo lúdico, ao mesmo tempo que funcionais. Um deles se destaca e é de uma expressividade intensa. Reporto-me a um macacão, de tecido elástico, usado pelo protagonista, durante boa parte do final da peça, com vários bolsos, dentro dos quais se encontram bolsas de soro, que acentuam as deformidades do corpo de LUIZ ANTONIO – GABRIELA, fruto de tantas aplicações de silicone industrial. Realmente, foi uma genial ideia da figurinista.



 
A direção, de NELSON BASKEVILLE, é fantástica. Como marca da CIA, o diretor optou por aplicar a teoria brechtiana, do distanciamento, levando o espectador  a ser cotejado com uma situação que trata da sua própria realidade, e não apenas uma realidade teatral, representada por um ator, na pele de um personagem. Quem assiste ao espetáculo apreende e compreende o que desfila à sua frente, relacionando o que vê ao seu próprio dia a dia.
Os atores parecem brincar com o que há de mais sério em cada cena, todos com um rendimento digno de todos os aplausos, principalmente para os atores MARCOS FELIPE (LUIS ANTONIO – GABRIELA); LUCAS BEDA (PASCHOAL, o pai, e SERGINHO); VIRGÍNIA CAVENDISH (MARIA CRISTINA, a irmã TINA), que, na temporada atual, entra no grupo, como convidada, para substituir SANDRA MODESTO, esta às vésperas de dar à luz; e VERÔNICA GENTILIN (NELSON BASKEVILLE). Mas também brilham os talentos de VIRGÍNIA IGLÉSIAS (DORACY, a madrasta); DAY PORTO, a excepcional cantora; GUSTAVO SARZI, o pianista, diretor musical e autor das composições e dos arranjos, musicais e vocais, além de PEDRO AUGUSTO, o técnico “performer”.
Para a execução da trilha sonora, foi necessário que alguns atores aprendessem a tocar instrumentos musicais, o suficiente para agradar aos nossos ouvidos.



 
A direção acerta, em cheio, em muitos outros detalhes, como o de atribuir aos atores, em cena, a tarefa de operar a luz e o som, durante todo o espetáculo, assim como colocar uma atriz para fazer o seu papel, sem que ela abrisse mão de sua naturalidade feminina. Seria isso uma outra maneira de mostrar, ao irmão, o seu lado feminino, agora reconhecido e aceito? Não estou me referindo, absolutamente, à sexualidade; que isso fique bem claro!
Por oportuno, é preciso realçar que, dentro do objetivo do idealizador do projeto e diretor do espetáculo, não há a menor intenção de levantar qualquer bandeira ou fazer julgamentos desta ou daquela ordem.








 
BASKEVILLE também assina a cenografia e a iluminação da peça, a quatro mãos, com MARCOS FELIPE, e é responsável por um espetáculo multimídia, que mistura TEATRO, dança, artes plásticas e cinema, tudo junto e misturado, dentro de um caldeirão mágico.
            Com toda a técnica de distanciamento, BASKEVILLE não consegue, contudo, fazer com que o público deixe de se emocionar ao extremo. Nos hiatos de silêncio, ouvem-se respirações arfantes e outros sons, vindos da plateia, que retratam quão profundamente mergulham todos no abissal universo de LUIS ANTONIO – GABRIELA. Sistemática e compulsoriamente, todos aplaudem, de pé, o espetáculo, numa demonstração de reconhecimento a um belíssimo trabalho coletivo e que todos, de certa forma, encontraram algo com que se identificaram e como se todos também externassem, com aquela reação, os seus pedidos de desculpas, por suas fraquezas, intolerâncias, ausências, medos, incertezas...  
            O diretor nos brinda com cenas belíssimas, como uma, em que o protagonista permanece, por um bom tempo, literalmente, no colo da irmã, TINA, como se esta fosse a sua mãe. Já bastante debilitado e à porta da morte, é comovente o “bife” (longo texto de um personagem) dito por LUIS ANTONIO - GABRIELA, no qual, dentre outras coisas ele diz à “mãe” que vai para o céu e que lá não existem homens ou  mulheres; existem travestis. E termina, dizendo que “Tudo o que fiz foi por amor”.








 
            Acho interessante acrescentar que, durante o tempo em que viveu na Espanha, até adoecer, LUIS ANTONIO – GABRIELA fez uma interessante carreira artística, apresentando-se, em “performances’, em grandes casas noturnas de Bilbao, mas sempre movido a drogas, como a cocaína, em que era viciado. No final de sua vida, encontrou abrigo numa instituição, que cuida de prostitutas velhas, já, por conta da idade, afastadas da atividade antes exercida, e de travestis, também velhos e doentes. Essa casa de acolhimento se chama ASKABIDE, que agasalhou o nosso protagonista em 2003, três anos antes de morrer, depois que ele, em carta à sua irmã, diz que sofrera um assalto e que havia perdido tudo, não tendo, por consequência, como se sustentar.



 
FICHA TÉCNICA: 
 
Argumento: Nelson Baskerville
Texto / Relatos: Nelson Baskerville, Cristina Baskerville Ierardi, Doracy e Serginho
Intervenção Dramatúrgica: Verônica Gentilin
Direção: Nelson Baskerville
Diretora Assistente: Ondina Castilho
Assistente de Direção: Camila Murano
 
 
Elenco: Marcos Felipe, Lucas Beda, Virgínia Cavendish, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Day Porto

Técnico "Performer": Pedro Augusto
 
Direção Musical, Composição, Arranjo e Pianista: Gustavo Sarzi
Preparador Vocal: Renato Spinosa
Trilha Sonora: Nelson Baskerville
Preparação de Atores: Ondina Castilho
Iluminação: Marcos Felipe e Nelson Baskerville
Cenário: Marcos Felipe e Nelson Baskerville
Figurinos: Camila Murano
Visagismo: Rapha Henry - Makeup Artist
Vídeos: Patrícia Alegre
Projeto Visual: Luciana Zunfrilli e Leonardo Akio
Fotos: Victor Iemini, Bob Souza e Priscila Prade
Produção Executiva: Sandra Modesto e Marcos Felipe
Produção Geral: Cia Mungunzá de Teatro
Realização: Cia Mungunzá de Teatro e SESC Rio.
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
 

 
 
 



 


 
SERVIÇO:
 
Temporada: De 3 a 27 de agosto de 2017.
Local: SESC Copacabana (Mezanino).  
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana – Rio de Janeiro.   
Telefone: (21) 2547-0156.   
Dias e Horários: De 5ª feira a sábado, às 21h; domingo, às 20h.
Valor dos Ingressos: R$25,00 (inteira); R$12,00 (meia entrada) e R$6,00
(associados SESC).
Horário de Funcionamento da Bilheteria: 2ª feira, das 9h às 16h; de 3ª feira a 6ª feira, das 9h às 21h; sábado, das 13h às 21h; domingo, das 13h às 20h.
Duração: 90 minutos.
Lotação: 80 lugares.
Gênero: Documentário Cênico.
Classificação Indicativa: 16 anos.
 





 
            A cena final do espetáculo é belíssima, contundente, significativa  e contagiante, quando todo o elenco se traveste de GABRIELA e, com os rostos emoldurados, em espelhos de camarins, devidamente iluminados, juntos, entoam a belíssima canção “Your Song”, cuja tradução da letra, quase literal, resolvi utilizar neste trabalho, para que aqueles que assistiram ao espetáculo ou virão a fazê-lo possam associar o seu conteúdo ao que é mostrado em cena.

 








 
SUA CANÇÃO
(BERNIE TAUPIN / ELTON JOHN)
 
É um tanto engraçado esse sentimento aqui dentro.
Eu não sou um daqueles que conseguem esconder facilmente.
Eu não tenho muito dinheiro, garoto, mas se eu tivesse,
Eu compraria uma grande casa, onde nós dois pudéssemos morar.
 
Se eu fosse um escultor, mas eu também não sou,
Ou um mago, que fizesse poções em uma turnê...
Eu sei que isso não é muito, mas é o melhor que posso fazer.
Meu presente é minha canção, e esta é para você.
 
E você pode dizer a todos que esta é a sua canção.
Ela pode ser um tanto simples, mas, agora, que está pronta,
Eu espero que você não se importe,
Espero que não se importe que eu expresse, em palavras,
Quão maravilhosa a vida é, enquanto você está no mundo.
 
Eu me sentei no telhado e tirei os musgos.
Alguns desses versos me deixaram embaraçado.
Mas o sol tem sido agradável, enquanto eu escrevia esta canção.
É por pessoas como você que ele continua a brilhar.
 
Então me desculpe por esquecer, mas eu faço essas coisas.
Veja só, eu esqueci se eles são verdes ou azuis.
De qualquer forma, o que eu, realmente, quero dizer é
Que seus olhos são os mais lindos que eu já vi.
 
E você pode dizer a todos que esta é a sua canção.
Ela pode ser um tanto simples, mas, agora, que está pronta,
Eu espero que você não se importe,
Espero que não se importe que eu expresse, em palavras,
Quão maravilhosa a vida é, enquanto você está no mundo.
 
 


 



 
É impossível sair do Teatro, depois de assistir a esta peça, sendo a mesma pessoa antes de conhecê-la.
“LUIZ ANTÔNIO – GABRIELA” é um dos mais belos trabalhos teatrais que já vi, em toda a minha longa vida.
É uma daquelas obras que encontram um “vão entre a porta e o armário do quarto das crianças” (assistam ao espetáculo, para entender o sentido do que está em negrito) e ali ficará, eternamente, alojada, quietinha, sozinha e me provocando, até o último segundo da minha vida.
Não esperem um dia a mais e corram ao Mezanino do SESC Copacabana, para fazer parte da lista de privilegiados que conseguirão assistir a esta OBRA-PRIMA do TEATRO BRASILEIRO.
Mas vão preparados para tudo!!!
A temporada é curtíssima.
Em tempo: Surgiu um candidato, em potencial, a muitos prêmios, no Rio de Janeiro.
Certamente o de MELHOR ESPETÁCULO DO ANO será um deles.
Antes de desejar parabéns a todos os envolvidos no projeto, deixo, aqui, um sincero agradecimento: MUITO OBRIGADO!!! Aprendi muito com vocês.
LUIS ANTONIO - GABRIELA é uma flor no asfalto. E não há fantasma que resista a um exorcismo como esta OBRA-PRIMA.

 



 



 


(FOTOS: VICTOR IEMINI,
BOB SOUZA
e
PRISCILA PRADE.)




GALERIA PARTICULAR (FOTOS: GILBERTO BARTHOLO e ALEXANDRE POMAZALI.)