“8º PRÊMIO
DO HUMOR – RJ”
Tive o privilégio, a alegria e o prazer
de ter sido convidado, mais uma vez, para a festa de premiação do “8º PRÊMIO
DO HUMOR – RIO”, anteontem (16 de março de 2026), no Teatro
TotalEnergies, em todas as suas dependências. Foi uma noite que ficará
marcada, na minha mente, como um grande encontro da alegria e da amizade. E do
grande reconhecimento aos profissionais do HUMOR. Muitos amigos
presentes, numa salutar confraternização. Com um grande amante e
incentivador das boas COMÉDIAS, prezo
e valorizo muito essa premiação, criada pelo ator
e humorista FABIO PORCHAT, visando a incentivar e qualificar,
constantemente, os profissionais e projetos relacionados à COMÉDIA,
além de resgatar e divulgar a memória do gênero no Brasil.
Infelizmente,
neste país, por total ignorância e preconceito, de uma forma
geral, a COMÉDIA
é relegada a um patamar que, absolutamente, não lhe cabe, de
inferioridade, em relação a outros gêneros teatrais. Muito ao contrário do que
pensam os leigos, a COMÉDIA é um gênero primoroso, de dificílima concepção e realização,
apesar de, por infelicidade, muitos produtores se envolverem em montagens de “gosto
muito duvidoso”, para usar um eufemismo. Mas uma boa COMÉDIA tem
lá o seu grande valor. Se tem!!!
O
evento foi dividido em três momentos: Recepção, com um coquetel
de boas-vindas, no “foyeur” do Teatro, seguido da solenidade
de anúncio dos indicados e premiação aos vencedores; finalmente, a festa,
propriamente dita.
O “PRÊMIO” abraça 5 categorias, a saber: “Melhor
Texto”, “Melhor Direção”, “Melhor ‘Performance’”,
“Melhor Espetáculo” e “Prêmio Especial”. Com
relação ao Texto, os indicados foram: Cecilia Ripoll, por “Como nos Livros”;
Gregório
Duvivier e Luciana
Paes, por “O
Céu da Língua”; Gustavo Vilela, por “O Dinossauro de Plástico”; Thiago Bomilcar Braga, por “Édipo, de Novo?”;
e Thiago Marinho, por “O Formigueiro”. Sagraram-se
vencedores Gregório e Luciana, aquele representado por sua
mãe, Olívia Byngton, acompanhada por Fernando Padilha,
produtor do espetáculo, e Luciana Paes, pelo fato de Greg
estar em turnê de grande sucesso, na Europa, com abertura de
sessões extras, exatamente com “O Céu da Língua”. O troféu foi
entregue por Hélio de Lá Peña.
Na categoria Direção, as indicações
foram para Caio Riscado, por “Imbróglia”; Debora Lamm, por “Toda Donzela Tem um
Pai que É Uma Fera”; Luciana Paes,
por “O Céu da Língua”; Rohan Baruck,
por “Maldita”; e Thiago Bomilcar Braga, por “Édipo, de Novo?”.
O prêmio foi para Debora Lamm, entregue por Cacá
Mourthé.
“Performance” teve como indicados: Bruce Gomlevsky, por “Toda Donzela Tem um Pai
que É Uma Fera”; Bruna Guerin,
por “Canções que eu Guardei pra Você”; Carmen Frenzel, por “Você Ri de Quê?”;
Goos Meeuwsen, por “Como um Palhaço – Like a
Clown”; Gregório Duvivier, por “O Céu
da Língua”; Gustavo Mendes, por “A Manhã
Seguinte”; Heloisa Périssé, por “Avesso
do Avesso”; Rodrigo
Fagundes, por “O
Formigueiro”; e Suzy Brasil, por “Uma Noite Horripilante”.
Rodrigo
Fagundes foi o
premiado, tendo recebido seu troféu das mãos de Bruno Mazzeo.
Para a escolha do “Melhor Espetáculo”,
estavam concorrendo “O Céu da Língua”; “Como um Palhaço – Like a Clown”; “Édipo,
de Novo?”; “Imbróglia”; e “Toda Donzela Tem um Pai
que É Uma Fera”. Mais uma vez premiado, a láurea coube a “O Céu da Língua”. Ao seu produtor, Fernando
Padilha, entregou o prêmio Zezé Polessa.
Finalmente, a última premiação, o “Prêmio Especial”, tendo como indicados: Bel Flaksman, Juliana Brisson e Laura de Castro, pela atuação conjunta e construção colaborativa da dramaturgia em “Imbróglia”; Elenco de “Maldita”, pela atuação conjunta no espetáculo; Julio Adrião, pela curadoria do projeto “Três Histórias que Mudaram a História”; Pedro Nêgo, pela direção musical de “Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera”; e Rafael Raposo e Christina Streva, pelo projeto do “Cabaré do Gláucio”. Este último sagrou-se vencedor, e o prêmio foi entregue por Érico Braz.
Formaram o júri deste “8º PRÊMIO
DO HUMOR – RJ”: Alice Borges, atriz e diretora; Éber Inácio,
ator, diretor e dramaturgo; Rafael Teixeira, jornalista; e Josie
Antello, atriz.
Em
seguida, deu-se uma merecida homenagem a MARCO NANINI. Sim, o “PRÊMIO DO HUMOR”, a cada ano,
homenageia um dos grandes nomes da COMÉDIA brasileira, e NANINI foi o desta edição. PORCHAT,
organizador e apresentador do evento, chamou, ao palco, Marcelo Adnet
e Luis Lobianco, para que homenageassem a grande personalidade. O ator
foi aplaudido de pé e lembrado pela plateia, por sua vitoriosa trajetória em
várias mídias, como o TEATRO, a televisão e o cinema. Na ocasião,
assim se pronunciou FABIO PORCHAT: “É uma felicidade ver o
prêmio chegar ao oitavo ano com força, potência e respeitado pela classe. Isso
só me motiva a fazer cada vez mais. Homenagear MARCO NANINI foi, praticamente,
realizar um sonho de infância. É um cara que eu cresci assistindo e que
sempre me inspirou”.
Agradeço
a Tânia Barbato, que faz parte da equipe de assessoria de
imprensa de FABIO PORCHAT, pelo suporte que me deu com um “release”
do evento. Já estamos nos preparando para a próxima edição; espero que com um
novo patrocínio, visto que o “PRÊMIO” perdeu o que tinha e FABIO
não interrompeu a sequência de edições, bancando tudo com recursos próprios,
contando com algumas parcerias, de gente que acredita no seu projeto.
FOTOS: GILBERTO BARTHOLO
GALERIA PARTICULAR
(Fotos: Ana Cláudia Matos.)
É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!
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