terça-feira, 25 de março de 2025

 

“ROCKY –

O MUSICAL”

ou

(DO MEIO MORNO

À FERVURA TOTAL.)


 



 


 

 

         Recentemente, fiz uma maratona teatral, a primeira de algumas que virão no decorrer deste ano, em São Paulo, assistindo a 8 espetáculos em 5 dias, e, para a minha alegria, todas são excelentes montagens, sendo, portanto, merecedoras da minha atenção, em forma de críticas, as quais serão escritas e publicadas aos poucos, em virtude do volume de trabalho e de pouco tempo disponível, de minha parte. Obedecerei à ordem em que as temporadas vão terminando. Dessa forma, inicio meu trabalho, comentando o espetáculo “ROCKY – O MUSICAL”, a última a que assisti, em cartaz no “033Rooftop”, em curta temporada, para uma montagem de seu porte.



 

 

SINOPSE

Apaixonado por Adrian (LOLA FANUCCHI), funcionária de um “pet shop”, Rocky Balboa (DANIEL HAIDAR) é um boxeador talentoso, mas com resultados irregulares, que ganha a vida cobrando dívidas para um agiota.

Por conta de um golpe de sorte (e “marketing”), ele é desafiado pelo campeão dos pesos-pesados, Apollo Creed (HECTOR MARKS), para uma chance de ouro, única na vida.

O azarão treina, corre pelas ruas da Filadélfia e vira um “popstar” da noite para o dia.


 

 


 

         O musical é inspirado no sucesso de 2012, da Broadway, cuja adaptação da tela para o palco é assinada por THOMAS MEEHAN e SYLVESTER STALLONE, com música de STEPHEN FLAHERTY e letras de LYNN AHRENS. Assim como na tela, o “033Rooftop”, um agradável “prolongamento” do “Teatro Santander”, virou palco para um centro de treinamento de boxe, onde ocorrem as competições de um dos lutadores mais conhecidos e referenciados da cultura pop no mundo: Rocky Balboa. A trama mostra uma história de superação, resiliência, disciplina e paixão de Rocky, mostrada no cinema em uma vitoriosa produção de 1976, encabeçada por Sylvester Stallone, que escreveu e protagonizou o longa, ganhador de três “Oscars” nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição, além de ter concorrido em outras sete, incluindo Melhor Ator e Melhor Roteiro Original, ambos para Stallone.



 

         Não sei como foi encenado na Broadway – imagino que num palco italiano; não sei -, mas trata-se de um musical imersivo muito interessante, que eu considero um grande desafio para qualquer diretor, tarefa da qual ZÉ HENRIQUE DE PAULA deu conta, com seu enorme talento, optando por utilizar uma arena. O primeiro ato, para mim, pelo menos, não chegou a empolgar. Percebi que era um bom trabalho e que poderia, no total, me agradar, porém, ainda, sem aquele “plus” que, já no início, começa a prender a nossa atenção, até nos arrebatar. Ocorre que aquilo que senti meio “morno”, durante a primeira metade, “pega fogo e ferve”, na segunda. Que segundo ato vibrante, intenso, que já começa no alto – para mim, o ápice da encenação-, com ALINE CUNHA (Glória) soltando sua poderosa voz, interpretando o “hit” “Eye of the Tiger”, que leva a plateia ao delírio! E não poderia ser de outra forma.



 

         Durante 120 minutos, com um intervalo de 15, o público toma conhecimento de momentos “icônicos e nostálgicos” da vida do lutador, com destaque para o seu combate contra Apollo Creed (HECTOR MARKS), além de cenas com músicas marcantes, como “Gonna Fly Now”, faixa-tema do filme, e a já citada “Eye of the Tiger”, canção que se tornou um hino de superação, atravessando gerações.


 

         Gostei demais da bela direção de ZÉ HENRIQUE DE PAULA, muito econômica, na mesma proporção que extremamente criativa, abrindo mão da cenografia – apenas um ou outro móvel (cadeira)-, que tem um fantástico aproveitamento em cada cena. A “carência” de cenário leva o público a imaginar cada ambiente – identifiquei todos-, com o auxílio de algumas ótimas projeções em telas de “led”.


 

         Todas as canções são apresentadas ao vivo, os atores acompanhados por uma excelente banda, de 12 músicos, sob o comando de FERNANDA MAIA. Merecem ainda destaque os figurinos (ÙGA AGÚ) e a iluminação (FRAN BARROS).


 

         Quanto ao elenco, só me resta dizer que cada um, dos 15 atores e atrizes, que pisa naquela arena o faz com muita determinação, empenho e talento, com os merecidos focos mais expressivos voltados para o protagonista, DANIEL HAIDAR; a já citada ALINE CUNHA; bem como HECTOR MARKS, LOLA FANUCCHI e CLEOMÁCIO INÁCIO.




 

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Thomas Meehan e Sylvester Stallone

Música: Stephen Flaherty

Letras: Lynn Ahrens

Versão Brasileira: Rafael Oliveira

Direção Geral: Zé Henrique de Paula

Assistência de Direção e Direção Residente: Mafê Alcântara

Direção Musical: Fernanda Maia

Assistência de Direção Musical e Preparação Vocal: Rafa Miranda

Direção de Movimento: Gabriel Malo

Idealização e Produção Geral: Adriana Del Claro

 

ELENCO: Rocky - Daniel Haidar, Adrian - Lola Fanucchi, Apollo - Hector Marks, Gloria - Aline Cunha, Paulie - Cleomácio Inácio, Mickey - Eduardo Silva, Joanne (Cover Glória) – Larissa Carneiro, Angie (Cover Adrian) - Vanessa Espósito, Linda (Cover Angie/Joanne) - Mari Rosinski, Gazzo (Cover de Mickey) - Eduardo Leão, Jergens (Cover Paulie) - Bruno Sigrist, Empresário e alternante de Apollo - Renato Caetano, Ensemble (Cover Jergens) - Davi Novaes, Ensemble (Cover de Apollo) - Tiago Dias e Ensemble (Cover Rocky) - Bruno Ospedal

 

Prerparadora de Corpo e Movimento: Inês Aranha

Cenografia: César Costa

Figurino: Ùga agÚ

Desenho de Luz: Fran Barros

Desenho de Som: Fernanda Wada

Desenho de Som Associado: Cauê Palumbo

Direção Audiovisual e Projeções Video Mapping: Laerte Késsimos

Visagismo: Jô Sant’Ana

Perucaria: Adriana Almeida

Identidade Visual: Gus Perrella

Fotos: Stephan Solon

 

Apresentado pelo Ministério da Cultura e Zurich Santander.

Patrocínio de Esfera, Venum e Philco.

Apoio de ReturnClínica Muzy e Santander Brasil.

Realização da Del Claro Produções

 

(Assessoria Esportiva: Dr. Paulo Muzy) e Movimentos de Boxe: Filipe Gomes)

 


 

 


 

SERVIÇO:

Temporada: Estreia: 14 de março de 2025. Término da Temporada: não divulgado.

Local: 033Rooftop (Teatro Santander).

Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 2041 - Itaim Bibi - São Paulo.

Dias e Horários: 6ª feira, às 20h30min; sábados e domingos, às 15h30min e às 19h30min.

Valor dos Ingressos: Preços variando entre R$ 21,18 e R$ 350, de acordo com a localização dos assentos e na dependência de descontos (Consultar o “site” do Teatro Santander.).

Ingressos à venda na bilheteria do Teatro Santander (sem taxa de conveniência) ou pelo “site” www.sympla.com.br (com taxa de conveniência).

Horário de funcionamento da bilheteria: Todos os dias, das 12h às 18h. Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação. A bilheteria do Teatro Santander possui um totem de autoatendimento, para compras de ingressos, sem taxa de conveniência, 24h por dia.

Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos).

Classificação Etária: 12 anos.

Gênero: Musical.

 


 


 

         Ainda que não me agrade nem um pouco o boxe (Na verdade, abomino-o!) – nem qualquer outra luta marcial ou esporte de combate, cujo objetivo é golpear o adversário, até que este vá ao chão (Estupidez total!) -, o musical utiliza o universo daquele tipo de luta para pregar valores morais, como confiança, disciplina, resiliência e superação, regados a muita adrenalina, embora saibamos que as lutas em cena sejam totalmente – bem - coreografadas, ainda contando a trama com um molho de romance, que não faz mal a ninguém. O público, principalmente os mais jovens, são chamados a seguir o exemplo construtivo de Rocky. O conjunto de suas irrepreensíveis qualidade como homem levam o público a enxergá-lo como um personagem carismático. Sempre que sobe ao ringue, a assistência “luta com ele”, “vai na fé”, sente junto os duros golpes sofridos, vibra a cada “jab”, gancho ou direto de direita, desferidos, com sucesso, no oponente.




 

         Pelo conjunto da obra e pelo brilhante desempenho do elenco, com realce maior para DANIEL HAIDAR, RECOMENDO O ESPETÁCULO.


 

 

FOTOS: STEPHAN SOLON

 

 

 

GALERIA PARTICULAR

(Fotos: Guilherme De Rose)










Fotos com Daniel Haidar.



Com Lola Fanucchi e Guilherme Del Rose.



Com Aline Cunha.







É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO brasileiro.





























































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