terça-feira, 12 de novembro de 2019


OS
IMPOSTORES

("É PRECISO ESTAR ATENTO 
E FORTE.".
ou
O CASAMENTO ENTRE 
A HIPOCRISIA 
E A DISSIMULAÇÃO.
ou
SÓ NÃO ENXERGA 
QUEM NÃO QUER VER.)





 



            Parece-me que, em TEATRO, a fórmula para se chegar ao acerto é a mesma de sempre, e muito simples, embora, paradoxalmente, difícil de ser ajustada; que o caminho para se atingir o sucesso não apresenta muitas variações. Bom texto + boa direção + bom elenco + bons elementos técnicos = SUCESSO. É logico que, a isso, devem ser somados esforço e dedicação. Hoje em dia, no Brasil, muita coragem e ousadia também se fazem necessários, sendo que estas, sozinhas, não são garantidoras de sucesso. Quem for ao Teatro SESC Ginástico, até o dia 1º de dezembro de 2019, vai encontrar essa fórmula no palco, concentrada na peça “OS IMPOSTORES”, com texto de GUSTAVO PINHEIRO e RODRIGO PORTELLA (e mais a colaboração dos atores e atrizes do elenco e da assistente de direção), direção de RODRIGO PORTELLA e um elenco de primeiríssima qualidade, um sexteto de excelentes atores e atrizes de TEATRO, acima de tudo. Jamais um espetáculo como “OS IMPOSTORES” poderia dar errado.







SINOPSE:

Num futuro próximo, o Brasil é devastado por uma hecatombe ecológica.

Movimentos de placas tectônicas parece formar uma nova Pangeia*.

A força das águas inunda, destrói, arrasa tudo.

Uma tradicional e rica família brasileira sobrevive ao caos, confinada num suntuoso “bunker”, debaixo da terra, há anos (Ou seriam décadas? Quem sabe, séculos?).

Os membros dessa família estão tocando a vida – ou o que sobrou dela, entre taças de champanha Cristal e latas de caviar Beluga –, salvos do caos externo, até que recebem uma visita inesperada, de um HÓSPEDE (GUILHERME PIVA), que, tal como lá fora, irá mexer com as estruturas dessa família e colocar em xeque a aparente harmonia em que viviam até então.

“OS IMPOSTORES” aborda ruínas éticas e morais, inundadas de água, lama e ambição, embaladas pela lavagem cerebral das promessas vazias de fé.

Em síntese, uma visita inesperada questiona os valores e a aparente harmonia de uma família.







(*Segundo Alfred Wagener e outros autores, supercontinente, hipotético e único, que teria existido, na Terra, até o período cretáceo – aproximadamente, entre 136 milhões e 65 milhões de anos, o qual, ao se fragmentar, teria dado origem aos continentes atuais.)




            Que não paire a menor dúvida de que, no meu entendimento, pelo que venho acumulando de experiências, no TEATRO, há um pouco mais de cinco décadas, como ator, professor, crítico e jurado de prêmios, e, em primeiro lugar, um exigente espectador e amante dessa arte maior, antes e acima de tudo, este espetáculo recebe a classificação máxima, estabelecida por mim, em termos de qualidade: OBRA-PRIMA.




A peça é uma gigantesca metáfora, de que se valem os autores do texto, para denunciar o que precisa ser posto em evidência, aquilo que não está fazendo bem às pessoas, ao país. Num momento de trevas profundas, de uma maneira geral, principalmente no campo político-social, que atravessa o Brasil“página infeliz da nossa História”, que “Vai Passar” (Chico Buarque de Holanda), como outras já passaram -, o texto representa, na verdade, mais que uma metáfora, uma profunda alegoria, muito explícita, para quem for inteligente, de tudo o que estamos vivendo e serve como uma denúncia do inadmissível estado de coisas a que chegamos, ou a que nos permitimos chegar, sob a “égide” de um regime fascista, muito mal maquiado de democracia “para defender os bons costumes e a família brasileira”, com “O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.” (Tentando conter a ânsia de vômito.).




          GUSTAVO PINHEIRO é, sem nenhum favor, um dos melhores dramaturgos de sua geração, já nos tendo dado provas de seu imenso talento em espetáculos anteriores, todos recentes, aos quais prefiro fazer referência, apropriando-me, com seu consentimento, de um pequeno texto, postado pelo próprio autor, recentemente, em uma rede social: “1) Quando o Fla x Flu ideológico começou a se desenhar, falamos sobre o exercício da tolerância diante da diferença, em “A Tropa”. 2) Quando propuseram a ‘cura gay’, discutimos o desejo, em “Alair”. 3) Enquanto o talibã neopentecostal se organiza, para um tsunâmi, abordamos a hipocrisia de cada dia, em “OS IMPOSTORES”. 4) Quando cada um só tem tempo (ou interesse?) de olhar pra si, trazemos a importância da empatia, em “Relâmpago Cifrado. (O último espetáculo da relação acabou de estrear no Teatro Petra Gold; assistirei a ele nesta semana.). É por isso que o poder não gosta da gente.”É importante frisar que o texto de “OS IMPOSTORES” não foi escrito apenas por GUSTAVO, como já disse, anteriormente, sobre o que voltarei a falar adiante.


Gustavo Pinheiro.


          Se “não gostam”, o motivo é muito simples e claro: é porque o dramaturgo incomoda o poder, os poderosos, pressionando, fortemente, o dedo nas feridas, que “eles” preferiam que ficassem camufladas, embaixo do tapete. GUSTAVO não poupa ninguém e, com um profundo domínio das palavras e da boa técnica de construir diálogos e engendrar excelentes enredos, urdiduras, roteiros, lança-se, de peito aberto, desafiando o poder autoritário e burro, cruel e dissimulado, com seus textos cheios de verdades e provocações, propondo, ao espectador atento, muitas reflexões, como  em todos os seus escritos e, agora, com bastante ênfase, neste “OS IMPOSTORES”.




            Transcrevo, agora, um comentário de CLÁUDIA MARQUES, produtora e idealizadora da montagem, ao lado de GUSTAVO, extraído do “release”, enviado por NEY MOTTA – CONTEMPORÂNEA COMUNICAÇÃO – ASSESSORIA DE IMPRENSA): “Embusteiros, falazes, dolosos, enganadores, mentirosos, patranheiros, sub-reptícios, trapaceiros, IMPOSTORES! Pessoas que encontramos por todos os lugares: na padaria do lado de casa e no metrô, nas cadeiras de espera do atendimento do banco e nas filas dos supermercados. Eles estão por aí. Pessoas que se aproveitam dos buracos da alma e do vazio no coração. Impostores são predadores, mas podem ser presas também.”.




            O texto, um verdadeiro primor, me atingiu em cheio, arrebatou-me, desde a primeira cena, porque trata de jogar muita luz sobre “o perigo que nos ronda, quando estamos vulneráveis e frágeis, de falar sobre opressão e oprimido e sobre a importância de estarmos fortalecidos e atentos aos sinais” (Também são palavras de CLÁUDIA.). E é exatamente assim que nos sentimos no momento: vulneráveis e frágeis, diante de tanto horror que nos cerca; horror que, cruelmente, da forma mais vil possível, vem estraçalhando e tentando destruir a cultura, neste país, construída, ao longo do tempo, com muito sacrifício, muito suor e lágrimas, a despeito do nosso poder de resistência, o qual não sabemos até onde, ou se, nos levará à vitória. Mas só não podemos perder a fé e a força. “Ninguém solta o rim de ninguém!” (GLÓRIA, personagem de CAROL PISMEL, na peça.).






            Não bastasse tudo isso, há um outro fator, relativo ao texto, que me fez aplaudi-lo de pé, que é o fato de ele conter muito do Teatro do Absurdo, um movimento que sempre me chamou a atenção e pelo qual nutro uma paixão incontida.




            A peça chega ao público como baseada num clássico da dramaturgia universal, “Tartufo” (ou “O Impostor”), escrita pelo “Pai da Comédia Francesa” (Eu diria: um mestre da comédia satírica.), Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, levada à cena, pela primeira vez, em 1664. A peça aborda uma impostura, no caso, a religiosa, abrindo fogo contra os hipócritas e os dissimulados. O texto aqui analisado é uma livre adaptação daquele e, neste, o que não falta, também, é hipocrisia e dissimulação, tão ativas na moderna sociedade brasileira. Todos os dias, quando acordamos, nos damos conta das mais diversas imposturas cometidas contra o povo, sejam elas religiosas, morais e éticas, partidas de quem deveria ser exemplo de probidade e justiça, como os políticos, principalmente. Apenas para quem não conhece o clássico de Molière, vale dizer que a trama de seu “Tartufo” gira em torno de uma família que recebe a visita de um homem dissimulado, capaz de desestabilizar a dinâmica daquele grupo social. Isso também ocorre, em “OS IMPOSTORES”. Diz GUSTAVO PINHEIRO: “Minha sensação, como autor, é que ‘coloquei a bola no campo’, trazendo temas tão atuais, para discussão neste grupo de profissionais extremamente inteligentes e estimulantes. A cada novo ensaio, surgiam muitas ótimas ideias e caminhos, num trabalho verdadeiramente colaborativo, que dialoga com o Brasil contemporâneo. É como se disséssemos: ‘Molière, querido, obrigado pela sugestão de enredo. Daqui em diante, é com a gente’”. O texto que vemos e ouvimos, em cena, está distante do original, na medida em que foi ganhando, a cada ensaio, novos contornos, um “upgrade”. E continua, o dramaturgo: “Se alguém me perguntar qual o gênero dessa peça, eu direi IRONIA, uma narrativa que opera na oposição, no atrito e na gozação.”.




O Teatro do Absurdo” está presente nesta obra, por ser difícil imaginar uma família que, por mais rica que seja, consiga viver dentro de um “bunker”, por décadas, sem sair, contando com estoques intermináveis de combustível, água, mantimentos e até oxigênio. Não faltam litros infindáveis de champanha Cristal, o mesmo podendo ser dito com relação a um descomunal estoque de latas de caviar Beluga. Sem falar numa personagem que trabalha, para essa família, há dezenas de gerações; ou seja, não envelhece, tendo servido ao pai do chefe da família, NETO JÚNIOR FILHO (TAIRONE VALE), ao seu avô, bisavô... Por verdadeiro, a personagem da empregada, BABÁ (SUZANA NASCIMENTO), representada por uma só pessoa, significa a mão de obra que sempre foi escravizada pela classe dominante (Foi? Não é mais?). Ainda convivem, absurda e harmoniosamente, enfurnados no “bunker” uma jovem, CAMILLE (PRI HELENA), que tenta salvar o planeta; uma mulher, a mãe, GLÓRIA (CAROLINA PISMEL), viciada em ansiolíticos; e um homem, envolvido em uma paixão compulsiva, AMADO (MURILO SAMPAIO), enquanto outro quer recuperar o poder perdido. E por achar pouco, a dramaturgia ainda faz chegar, de forma inexplicável, àquele lugar de refúgio, um homem, o HÓSPEDE (GUILHERME PIVA), alguém querendo se aproveitar das fragilidades alheias, para tirar alguma vantagem. “Isso seria um verdadeiro absurdo, se não fosse uma ironia”, comenta o diretor da peça.




            Nada mais havendo a dizer sobre o magnífico e inspiradíssimo texto, passemos aos demais elementos da montagem, começando pela direção. RODRIGO PORTELLA é um dos mais conceituados diretores do momento. Já o vem sendo, há um bom tempo, e isso é uma unanimidade. Vencedor de vários prêmios de TEATRO e detentor de inúmeras indicações a outros, sua assinatura, como encenador, está presente em alguns dos maiores sucessos teatrais, recentes, de público e de crítica, a começar pelo premiadíssimo “Tom na Fazenda” (2017), que ganhou, inclusive, um prêmio no exterior, da Associação de Críticos de Montreal (Canadá), onde o espetáculo foi apresentado, a convite local. RODRIGO, em 26 anos de carreira, dirigiu 22 espetáculos e escreveu 8 peças teatrais, todas imperdíveis, como “Uma História oficial” (2012) “Antes da Chuva” (2014), “Alice Mandou Um Beijo” (2016), “Insetos” (2018), e “As Crianças” (2019).  Em 2020, vai dirigir um espetáculo encomendado pelo Festival de Curitiba, uma produção do Teatro Guaíra e do Festival de Curitiba, para estrear durante o Festival, em cujo trabalho já está mergulhado.




            Uma das marcas de seu ofício de diretor é o imenso poder de criatividade e a postura de deixar o ator “ser como ele é”, fazer fluir a sua essência, exercitar e explorar a sua intuição. Isso significa que, apesar do seu reconhecido rigor e seriedade, naquilo que executa, sabendo o que faz e o que quer, por excesso de responsabilidade e amor à profissao, RODRIGO dá liberdade, a seu elenco, para cada um criar e sugerir o que lhe conferir mais conforto, na concretização do personagem. Amigo de dezenas de atores, muitos dos quais já foram dirigidos por PORTELLA, afirmo que todos o têm como um grande mestre, sem falar em outras tantas dezenas que dariam tudo para serem dirigidos por ele. Seria como um "sonho de consumo" para qualquer ator/atriz. A opção por um palco quase totalmente livre, aproveitando todo o seu espaço, sem coxias, sendo o limite de trás a própria parede do Teatro, com sua gigantesca porta, devidamente aproveitada, na encenação, confere ao “bunker” uma dimensão de extrema importância, na grandeza física e na sua função. Suas marcações são formidáveis e, pelo fato de fazer com que o elenco atue utilizando microfones, acertadamente, distribui as cenas por todo o espaço cênico, inclusive o fundo do palco e as coxias, que ficam expostas, por trás de duas cortinas de fitas largas de plástico transparente.


Rodrigo Portella.


            A escolha do elenco não poderia ser mais acertada. Parece coisa de novela, quando os autores escrevem personagens para determinados atores e atrizes. Assim é o que me parece, neste espetáculo. Cada personagem se encaixa, perfeitamente, em cada um que o vive. Ou será o contrário? Não importa. O que interessa é que todos, sem exceção, demonstram muita segurança e verdade, quando vestidos de seus representados.




Apesar da homogeneidade, nas atuações, em função da importância de seu personagem, o HÓSPEDE (Providencialmente, anônimo.), GUILHERME PIVA se destaca, no papel do homem misterioso, desconhecido, que, por força do surrealismo (?), consegue invadir o “bunker” e mexer com a vida de todos os seus habitantes. É o que se pode chamar de um “elemento catalisador” (“Catálise” vem do grego “katalysis” e significa “decomposição”, “dissolução”.). Como um "anjo apocalíptico"PIVA dosa, com muita propriedade, todas as “qualidades/defeitos” concernentes ao personagem. Sabe ser sedutor, sarcástico, perspicaz, perverso, de acordo com a sua conveniência.




Só para reforçar, os demais participantes do elenco são TAIRONE VALE (NETO JÚNIOR FILHO), o marido; CAROLINA PISMEL (GLÓRIA), a esposa; PRI HELENA (CAMILLE), a filha; SUZANA NASCIMENTO (BABÁ), a empregada; e MURILO SAMPAIO (AMADO), o sobrinho, postulante à mão da prima. Cada personagem tem características bem distintas, uns dos outros, e todos são extremamente patéticos e esbanjam traços patológicos, em termos de estrutura interna, psíquica. Reafirmo que é, para o diretor e o público, um privilégio a reunião de um elenco tão talentoso.


Tairone Vale.


Carolina Pismel.


Como cenário, assinado por JÚLIA DECCACHE, apenas uma enorme mesa, retangular, a qual, sobre rodas, é deslocada, o tempo inteiro, por todo o espaço cênico, servindo a várias utilidades, e um carrinho de chá, carregado de garrafas, copos, taças e outros pequenos objetos. Nas laterais, pendem, do teto, duas largas cortinas de plástico transparente, em fitas também largas, fazendo as vezes de tapadeiras, sem, propositalmente, tapar nada, porque tudo deve estar exposto.


Murilo Sampaio.


Pri Helena.

  
            A iluminação, neste espetáculo, dialoga, direta e ininterruptamente, com a cenografia, da primeira à última cena, gerando momentos de enriquecedora beleza plástica. A luz vem com a assinatura de ANA LUZIA MOLINARI DE SIMONI.


Suzana Nascimento.


            Merecem registro, também, a acertada direção musical, a cargo de MARCELLO ALONSO NEVES, os corretos figurinos, de TIAGO RIBEIRO, o visagismo, de VITOR MARTINEZ; e a preparação corporal, de TONI RODRIGUES.


Guilherme Piva.


            A viabilidade deste espetáculo deve muito a CLÁUDIA MARQUES, sócia diretora da Fábrica de Eventos, produtora com olhar artístico sensível e agregador, há 26 anos envolvida com o universo do TEATRO, produtora, também idealizadora da montagem e diretora de produção.


Cláudia Marques.


            Ao ler o programa da peça, antes do início da encenação, hábito meu e que – penso – deveria ser seguido por todos, logo que chegam ao Teatro, chamou-me muito a atenção o texto escrito por RODRIGO PORTELLA, em forma de uma carta a seu pequeno filho, falando do espetáculo e o que ele representa hoje e representará, para o pequeno, quando este for adulto. Cheguei às lágrimas e era minha intenção reproduzi-lo aqui, entretanto o diretor desaprovou a ideia, o que respeito totalmente, justificando que gostaria de que o público o lesse também, por sua inquestionável importância, para quem vai assistir à peça, antes de seu início. Obviamente, fiquei só na vontade, mas aproveito para criticar, negativamente, a grande maioria dos que vão ao Teatro, com relação aos programas de peças. Raríssimas pessoas os leem, muitas o amassam e ficam doidas para se verem livres deles e algumas os descartam, abandonando-os sobre as poltronas, no chão e, até mesmo, dentro dos banheiros, o que considero lastimável. Sendo assim, é uma pena que apenas poucos, como eu, vão se deliciar e se emocionar com o belíssimo texto de RODRIGO PORTELLA, no corpo do programa da peça. Fica a dica: LEIAM-NO!!!







FICHA TÉCNICA:

Texto: Gustavo Pinheiro e Rodrigo Portella
Colaboração Dramatúrgica: Carolina Pismel, Guilherme Piva, Murilo Sampaio, Pri Helena, Suzana Nascimento, Tairone Vale e Mariah Valeiras
Direção: Rodrigo Portella
Diretora Assistente: Mariah Valeiras

Elenco (por ordem alfabética): Carolina Pismel (Glória), Guilherme Piva (Hóspede), Murilo Sampaio (Amado), Pri Helena (Camille), Suzana Nascimento (Babá) e Tairone Vale (Neto Júnior Filho)

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção Musical: Marcello Alonso Neves
Figurinos: Tiago Ribeiro
Visagismo: Vítor Martinez
Preparação Corporal: Toni Rodrigues

Assessoria de Imprensa: Ney Motta - Contemporânea Comunicação
Gestão de Redes Sociais: Flávia Garcia
Programação Visual: Raquel Alvarenga
Fotos e Filmagem: Elisa Mendes
Produção Executiva: Jéssica Santiago
Assistente Administrativo: Luiz Henrique Lopes
Direção de Produção: Cláudia Marques
Idealização: Cláudia Marques e Gustavo Pinheiro
Produção: Fábrica de Eventos











SERVIÇO:

Temporada: De 31 de outubro a 1º de dezembro de 2019.
Local: Teatro Sesc Ginástico.
Endereço: Avenida Graça Aranha, 187, Centro, Rio de Janeiro - RJ. (Próximo à Estação Carioca do Metrô).
Dias e Horários: De 5ª feira a sábado, às 19h; domingo, às 18h. 
Valor dos Ingressos: R$7,50 (habilitados Sesc), R$15,00 (estudantes e idosos) e R$30,00 (inteira).
Horário de Funcionamento da Bilheteria: De 3ª feira a domingo, das 13h às 20h.
Telefone da Bilheteria: (21) 2279-4027.
Capacidade de Público: 513 lugares.
Classificação Etária: 16 anos.
Gênero: Comédia Dramática (Ou Drama Cômico, ou IRONIA, na visão do dramaturgo?)







            Para a minha classificação pessoal, relativa à qualidade do espetáculo, circulo entre sete categorias, a saber: péssimo, ruim, regular, bom, muito bom, ótimo e OBRA-PRIMA. Sem pensar duas vezes, com muita convicção, guardo “OS IMPOSTORES” no último escaninho citado, o “top” do meu “ranking”, como já disse lá em cima, motivo pelo qual recomendo, com o maior empenho, o espetáculo.



 




E VAMOS AO TEATRO!!!

OCUPEMOS TODAS AS SALAS DE ESPETÁCULO DO BRASIL!!!

A ARTE EDUCA E CONSTRÓI!!!

RESISTAMOS!!!

COMPARTILHEM ESTE TEXTO,
PARA QUE, JUNTOS, POSSAMOS DIVULGAR
O QUE HÁ DE MELHOR NO
TEATRO BRASILEIRO!!!


CENSURA NUNCA MAIS!!!



 




(FOTOS: ELISA MENDES.)




































































sexta-feira, 1 de novembro de 2019


SYLVIA

(“O QUE DÁ PRA RIR
DÁ PRA CHORAR”.
ou
UMA COMÉDIA NO TOM CERTO.)



            Depois de grande sucesso, em São Paulo, com casas lotadas e total aprovação do público, além de elogios da crítica, chegou, ao Rio de Janeiro, para curta temporada, uma deliciosa comédia romântica, a qual, de saída, já recomendo, na certeza de que os que me leem haverão de concordar comigo. Chama-se “SYLVIA” e está em cartaz no Teatro PetroRio das Artes (VER SERVIÇO.).

            Comecemos pela sinopse da peça, inserida no “release”, enviado por JULYANA CALDAS (JC ASSESSORIA DE IMPRENSA).








SINOPSE:

KATE (CLÁUDIA VENTURA) é uma professora universitária, de literatura, com uma carreira promissora, à procura de atrair mais luzes para o seu trabalho.

Ao chegar a casa e se deparar com a presença de SYLVIA (SIMONE ZUCATO), age de forma extremamente negativa e pede ao marido, GREG (ALEXANDRE DANTAS), um bem sucedido engenheiro de produção, que “se livre” dela.

Com muita dificuldade, ele tenta convencer a esposa a ficar com SYLVIA e, então, decidem que o motivo da discussão poderia ficar ali por alguns dias.

Era apenas isso o que ficara acordado entre o casal, entretanto GREG e SYLVIA, protetor e protegida, respectivamente, se apegam de tal forma, um ao outro, que, a partir disso, uma grande crise conjugal se instala, ou melhor, ganha potência, entre o casal, conquanto já vinha tomando forma, havia algum tempo.

SYLVIA passa a ser um empecilho naquela relação conjugal (mais um) e se transforma, ingenuamente (e não poderia ser de outra forma), no terceiro vértice de um “triângulo amoroso”.

GREG e SYLVIA passam mais e mais dias juntos, até que o homem decide largar o trabalho e aproveitar mais as coisas simples da vida.

Ele se dá conta de que, apesar de ser uma pessoa bem sucedida, seus dias são dedicados, exclusivamente, ao trabalho e que, por isso, deixou passar despercebidas muitas coisas de extrema simplicidade e importância na vida.

A tensão aumenta entre o casal, GREG se torna obcecado por SYLVIA e KATE teme por seu casamento.

SYLVIA ama GREG profundamente, no que é “correspondida”, e ambos demonstram isso da forma mais explícita possível.

Os conflitos, as incertezas e os sonhos desses personagens começam a mexer com um casamento de 22 anos.







            Um “triângulo amoroso”? Poderíamos, até, dizer que sim, porém não é o que possam estar pensando, uma vez que SYLVIA não é um “humano”; é uma cadela, que GREG encontrou na rua, mais precisamente, num parque, e resolveu levar para casa, o seu “ninho vazio”, com a intenção de  ampará-la, dar-lhe um lar, com amor, carinho e atenção. Na verdade, para preencher o seu vazio interior. Um “triângulo amoroso”, que fica só no terreno do sentimento. “Amor” entre dois seres humanos (KATE e GREG) e amor (GREG e SYLVIA) e desamor (KATE e SYLVIA), entre um humanoide e um animal “irracional” (Será?). Muitas vezes, o amor entre um ser humano e um animal diferente pode ser até mais sincero e profundo que aquele entre dois iguais, humanos.

            A peça foi encenada, pela primeira vez, no circuito Off-Broadway, em 1995, tendo como protagonista nada menos que a grande atriz Sarah Jessica Parker, interpretando a personagem, SYLVIA. Em 2015, teve sua reestreia na Broadway, com Annaleigh Ashford, no papel principal desta comédia. Sim, “SYLVIA” é uma deliciosa comédia romântica, que leva o espectador a dar boas gargalhadas, até o desfecho, o qual é, de certa forma, surpreendente, provocando muita emoção no público. Não raro, algumas pessoas chegam às lágrimas. Eu, por exemplo, amante dos cães.

            Como “o que dá pra rir dá pra chorar” (Billy Blanco, em “Canto Chorado”), apesar de ser uma fantasia deliciosamente divertida”, também abre espaço para “uma visão psicológica da crise de um homem de meia idade, da síndrome do ninho vazio e da importância de um cachorro dentro de uma família”. (Os trechos destacados foram pinçados do já referido “release”.).





            O autor do texto original é A. R. GURNEY (Albert Ramsdell Gurney Jr.), dramaturgo e romancista norte-americano, falecido em 2017, aos 86 anos de idade. No Brasil, ganhou tradução de SIMONE ZUCATO, que interpreta a protagonista e é, também, a produtora e idealizadora do projeto.

            Não é a primeira vez que a peça é encenada no Brasil, já que havia sido montada em 2002, dirigida por Aderbal Freire-­Filho, tendo Louise Cardoso no papel-título. Lá se vão 17 anos e creio que a proposta do texto ganha maior relevância agora, se considerarmos o espantoso crescimento que envolve o mercado dos animais de estimação (Tenho verdadeira ojeriza ao termo “pet”!!!), o que acabou gerando um aquecimento na economia, por mais incrível que isso possa parecer, e mostra o quanto o ser humano evoluiu em termos de um melhor relacionamento com os animaizinhos, os quais “passaram a fazer parte da família”. É comum, muito comum mesmo, as pessoas se referirem a seus cães, gatos e outros animais como “meu/minha filho/filha”, sem que isso cause qualquer constrangimento a quem quer que seja, inclusive àqueles que não são tão amantes dos bichos. É verdade, também, que, muitas vezes, alguns donos, ou “pais", dos animais de estimação exageram no tratamento a eles, como se humanos fossem. Isso, de certa forma, ocorre, na peça, na relação GREG / SYLVIA.

            Por se tratar de uma fantasia, o autor tomou a si a liberdade e o direito de fazer com que a cadelinha “falasse”. De início, sem saber nada sobre a peça, o espectador pode ficar, por pouco tempo, sem entender bem quem é SYLVIA, uma vez que a personagem se apresenta na forma humana, sem qualquer caracterização canina, e em função de um texto inicial meio dúbio, propositalmente. Mas, logo, a identidade da personagem é captada e é só o público entrar no jogo do “faz de conta” e se divertir muito.



  


            Se percebermos, com atenção, iremos constatar que uma das intenções principais do autor é não estabelecer diferença entre o Homem e os animais “irracionais” (Mais uma vez: Será que o são? Para mim – só para registro -, os cães é que são a verdadeira obra-prima de Deus. #prontofalei.). A reboque, vêm outras, como chamar a atenção para a “solidão a dois”, representada pelos 22 anos de casamento de duas pessoas, dois “seres humanos”, numa relação desgastada por tantas causas: o excesso de trabalho e responsabilidades; as cobranças mútuas; a pressão externa, influenciando na vida particular das pessoas; a síndrome do “ninho vazio”, depois que os filhos saem de casa e vão morar sozinhos, investidos de uma autonomia, nem sempre sustentada por muito tempo; a necessidade que o ser (dito) humano tem de estar sempre se reinventando...

            Com relação à dramaturgia, esta, a meu juízo, é muito bem construída, do ponto de vista estrutural, ainda que simples e, aparentemente, despretensiosa, marcada por diálogos, inseridos num contexto – isso tem de ficar bem claro -, que provocam muitas gargalhadas, no espectador que se deixa mergulhar na fantasia, porém essa mesma dramaturgia é capaz de, num repente, ao final da peça, dar uma guinada de 360°, e provocar lágrimas, principalmente naqueles que se identificam com o personagem GREG, quanto ao amor por seu animal de estimação. O autor se fixa bastante no aspecto da relação entre o homem e a cadela, e aborda, um pouco diretamente, ou nas entrelinhas, outros problemas, sem se aprofundar muito neles, o que não acho um erro, e sim uma provocação, para que os espectadores reflitam sobre eles e cheguem, sozinhos, a suas conclusões.

            No que diz respeito à direção, penso que GUSTAVO WABNER encontrou o melhor ponto de equilíbrio, em seu trabalho, conduzindo o enredo de forma bastante criativa e com o cuidado de explorar o potencial de seu excelente elenco, cada personagem alcançando extremos comportamentais, sem, contudo, cair nos clichês e estereótipos. Por exigência do texto, a peça tem de passar, ao público, de forma bem definida, o estilo de vida típico de uma família norte-americana, mas que pode se aplicar também a nós, brasileiros, para o que o diretor atentou, sem, apelar para exageros. Na verdade, aquele “non sense” que se vê no palco é apresentado de uma forma muito natural. WABNER, generosa e acertadamente – e isso merece aplausos, porque nem sempre acontece - cria condições para que os atores se coloquem em posição de destaque, mantendo-se em seu correto lugar, de orientador, de encenador.





            O cenário, de CAMILA SCHMTZ, pareceu-me bastante adequado ao texto. Sem ostentações, representa, com bastante precisão, a sala de estar de uma família norte-americana de classe média (Alta?), de muito bom gosto, com móveis bonitos, em cores vivas, tendo, ao fundo, uma saída para o que me pareceu ser um quintal arborizado ou um jardim de inverno. Os postes de luz, dentro da sala, são um detalhe interessante e, a princípio, intrigantes, porém a sua existência ali, no decorrer da peça, é explicada. Ponto positivo para a encenação. O mesmo se aplica aos figurinos, de MARCELO MARQUES, sóbrios e correspondendo, perfeitamente, à personalidade de quem (Aqui, incluo SYLVIA.) os veste. Não há muito o que dizer acerca da iluminação, idealizada por WAGNER FREIRE, a não ser que se aplica, sem grandes variações e detalhes, à proposta da peça. SUELI GUERRA faz um bom trabalho de direção de movimento, e DANIEL MAIA assina uma agradável trilha sonora.

            Para o final, reservei os comentários direcionados ao elenco, muito afinado, diga-se de passagem. Na versão carioca, houve duas substituições. O casal ALEXANDRE DANTAS e CLÁUDIA VENTURA interpretam os personagens vividos, em São Paulo, por Cássio Scapin e Françoise Forton. Substituições, num elenco, são sempre algo que pode despertar dúvidas e preocupações. Pode dar certo ou não. Ainda que não tenha assistido à peça com Scapin e Forton, estou seguro de que foi muito bem feita a escolha do casal de substitutos. Começando por eles, digo-lhes que acompanho o trabalho da dupla e, a cada novo projeto em que atuam, juntos ou separados, mais os aprecio em cena. Talvez pelo fato de serem casados, na vida real, sem deixar de lado, evidentemente, o talento individual de ambos, há uma química perfeita entre os dois, uma intimidade totalmente necessária, no TEATRO, e, especificamente, entre o casal de personagens desta peça.





            O GREG, de ALEXANDRE, talvez pudesse levá-lo a uma interpretação comum e voltada para o ridículo, apesar de se tratar de uma fantasia, não fosse ele muito competente no seu ofício. O personagem cai nas graças dos espectadores, principalmente daqueles que amam os animais e, em particular, os cães, como eu, exatamente por sua interpretação, até certo ponto, contida, embora, em muitas cenas, possa-se pensar que ele, o personagem, esteja exagerando, nas suas ações e falas, passando a imagem de um “homo sapiens” que sabe pôr em pratica sua humanidade e que, como autodefesa, para se livrar do tédio, provocado pela síndrome do “ninho vazio”, vê, numa cadelinha abandonada (como ele), a possibilidade de encontrar estímulo para viver e fazer novas descobertas; em resumo, reinventar-se. Com o “voo” dos filhos, GREG sente que perdeu um pedaço de si e encontra-o numa frágil e graciosa cadelinha. Faz de tudo para convencer a mulher, que odeia cães e que só se preocupa com sua ascensão profissional, a aceitar a “adoção de uma filha”, batalha difícil de travar e, mais ainda, de vencer, embora... (“Spoiler” não!!!).




  
            O talento de CLÁUDIA VENTURA faz com que ela valorize bastante a sua personagem, uma mulher que chega à meia-idade, já livre das atribuições de mãe, voltada, quase que unicamente, para a sua profissão, sem dar a devida atenção ao marido. Com a “intromissão” de SYLVIA, na sua “vida conjugal”, ela acaba por se sentir ameaçada, quando percebe que o marido passa a dar mais atenção a uma cachorrinha do que a ela, sem se dar conta, porém, de que isso, no caso dos dois, era recíproco. Completamente perturbada com a presença de SYLVIA, KATE “declara guerra” contra a “inimiga” e não mede esforços, até utilizando as mais estranhas e radicais estratégias para conseguir se ver livre da “rival”, tais como mudar-se para Londres, usando, como muleta e desculpa esfarrapada, um curso naquela capital, e indo em busca de um apoio terapêutico, via psicanálise, momento, na peça, muito engraçado, embora, paradoxalmente, não tivesse nada para isso.

            E o que dizer sobre RODRIGO FAGUNDES? Muito!!! O difícil é começar. Sem dúvida, um dos nossos melhores atores que se aplicam à comédia, embora também se saia bem em papéis dramáticos, coisa rara, porém, na sua carreira, RODRIGO brilha, em “SYLVIA”, ratificando seu talento, com um dos melhores “timings” para a comédia, dentre os atores que conheço, sem falar na sua facilidade de improvisar, com “cacos” muito bem colocados, os quais, certamente, não desagradam aos autores e diretores, porque, até para fazer uso deles, o talento é indispensável. Com muita facilidade para criar tipos, aqui, ele vive três personagens, duas mulheres, inclusive, totalmente diferentes. Nestas, o ator se destaca e consegue roubar as cenas, sem desmerecer, em absoluto, o trabalho dos colegas que contracenam com ele. Aparece como TOM, amigo de GREG e também amante de cachorros (Os dois passeiam, juntos, com os seus, no parque.); SÔNIA CUNHA, uma amiga rica de KATE, a qual, como a “mulher” de GREG, odeia cães, e NADIR, uma psicóloga muito “estranha”, que “diz boas verdades”, como ressalta o próprio RODRIGO. A peça é romântica, sim, porém, acima de tudo uma comédia, uma deliciosa comédia, que ganha robustez nas cenas em que RODRIGO FAGUNDES está presente. Além de tudo, de seu talento, de sua veia cômica, de grande calibre, o ator ainda é dono de um carisma incomensurável, construído, ao longo dos anos, principalmente, por alguns de seus personagens na TV, onde marcou território com seu Patrick e o bordão “Olha a faca!”. Nas duas personagens femininas, FAGUNDES leva o público ao delírio, aplaudido em cena aberta, por serem, ambas, hilárias, principalmente a SÔNIA CUNHA, viciada em álcool.





            SIMONE ZUCATO é merecedora de todos os aplausos, primeiramente, pela coragem, nos dias sombrios de hoje, para o TEATRO e as artes, em geral, de focar num grande projeto e erguer um espetáculo como “SYLVIA” e, também, por sua atuação na pele da protagonista, personagem à qual ela se entregou e interpreta de forma excepcional. É visível o seu crescimento, ao longo da peça. A personagem começa meio “fora da caixinha’, deslumbrada, diante de um universo novo para ela, amparada por alguém bem diferente de quem a abandonara, “cética” (Os “irracionais” também o são. Por que não?), e vai conquistando o amor e atenção de seu novo “dono” e a simpatia (Ou seria “empatia”?) da plateia. Deve ter sido um grande desafio, para a atriz, vestir-se de uma personagem já interpretada por uma atriz do gabarito de Sarah Jessica Parker, porém parece que isso não pesou no seu trabalho. Como SIMONE, SYLVIA é muito carismática, misturando pureza, inocência, candura, humor delicado e uma certa fragilidade emocional, que, às vezes, desaparece, quando, direta ou indiretamente, a personagem diz coisas que causam incômodos a quem não gostaria de ouvi-las. Não é mesmo, KATE? Fiquei muito impressionado com sua atuação, valorizada pela postura física, de um humano, e pela falta de caracterização. Representar uma cadelinha de forma não estereotipada ou clássica, sustentada por duas pernas, com trajes de gente, sem qualquer maquiagem e tendo de fazer com que a plateia “veja” uma cadelinha em cena não é tarefa para qualquer atriz. Caricatura é coisa que passa na outra calçada de uma larga avenida, quando se fala na interpretação de SIMONE ZUCATO, como SYLVIA. O amor de um cão por seu “dono” é incondicional. Os cães só desejam ser amados e poder contar com a atenção de quem cuida deles. Esse tipo de amor é, exatamente, o que SIMONE nos mostra.








FICHA TÉCNICA:

Texto: A. R. Gurney
Tradução: Simone Zucato
Direção: Gustavo Wabner

Elenco: Claudia Ventura (Kate)Rodrigo Fagundes (Tom, Sônia Cunha e Nadir), Simone Zucato (Sylvia) e Alexandre Dantas (Greg)

Cenário: Camila Schimtz
Figurino: Marcelo Marques
Iluminação: Wagner Freire
Trilha Sonora: Daniel Maia
Preparação Vocal: Edi Montecchi
Direção de Movimento: Sueli Guerra
Visagismo: Tainá Lasmar
Social Media: Deivid Andrade
Programação Visual: Victor Hugo Cecatto
Fotografias: Victor Hugo Cecatto
Assessoria de Imprensa: Julyana Caldas – JC Assessoria de Imprensa
Assistente de Direção: Chris Penna
Assistente de Cenografia: Sheila Zago
Administração Financeira: Victor Fioravanti
Assistente de Produção: Amanda Leones
“Marketing” Cultural: Rodrigo Medeiros e Gheu Tibério
Diretora Técnica: Débora Zats
Camareiras: Cycy Kalpakian e Leila Viana
Operador de Som: Rafael Junqueira
Operador de Luz: Marcelo Andrade
ContrarregraRafael Alexandre
Captação de Recursos: Gheu Tibério
Leis de Incentivo: Sodila Projetos Culturais 
Contabilidade: Beltrame Contabilidade
Direção de Produção: Simone Zucato
Idealização: Simone Zucato
Realização: SPZ Produções Artísticas










SERVIÇO:

Temporada: De 09 de outubro a 14 de novembro de 2019.
Local:Teatro PetroRio das Artes.
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea – 2º piso) – Gávea - Rio de Janeiro. 
Dias e Horários: 4ªs e 5s feiras, às 21h.
Valor dos Ingressos: R$70,00 e R$35,00 (meia entrada).
Duração: 80 minutos.
Classificação Etária: 12 anos.
Vendas pelo “site” Divertix.
Gênero: Comédia Romântica.






            “SYLVIA” é uma peça voltada para a família, porque fala de relacionamento familiar, mas, também, dirige focos marcantes para a necessidade de mais tolerância e humanização, por parte das pessoas, e põe luzes e cores berrantes sobre a importância do amor, de uma forma geral, além de ser um espetáculo com uma produção cuidadíssima, que respeita o espectador, e um grande entretenimento, justificando a ida ao Teatro, sem falar no fato de ser um agente provocador de reflexões sobre temas que, de há muito, fazem parte de um cardápio de preocupações do ser humano, na sociedade moderna, tais como a crise da meia-idade; a necessidade de afirmação profissional; um comportamento emocional considerado “normal”; as cíclicas crises conjugais; a independência dos filhos, gerando a já tão citada, aqui, “síndrome do ninho vazio”, que vem ocorrendo cada vez mais cedo; a solidão a dois; e o relacionamento, sem distinção, entre o Homem e os outros animais.

            Pelo exposto, motivos não me faltam para recomendar o espetáculo, sem pestanejar, já pensando numa oportunidade de poder revê-lo.





 E VAMOS AO TEATRO!!!


OCUPEMOS TODAS AS SALAS DE ESPETÁCULO DO BRASIL!!!


A ARTE EDUCA E CONSTRÓI!!!


RESISTAMOS!!!


COMPARTILHEM ESTE TEXTO,

PARA QUE, JUNTOS, POSSAMOS DIVULGAR

O QUE HÁ DE MELHOR NO

TEATRO BRASILEIRO!!!


CENSURA NUNCA MAIS!!!




(FOTOS: VICTOR HUGO CECATTO.)




(GALERIA PARTICULAR:

FOTOS: GILBERTO BARTHOLO.)