quarta-feira, 22 de abril de 2026

 

“34º FESTIVAL DE CURITIBA”

ABERTURA:

“SAMBA: AS ESCOLAS

E SUAS NARRATIVAS”

ou

(O SAMBA É UM LUXO SÓ!!!)

 

 

 

       Os organizadores do “FESTIVAL DE CURITIBA” sempre nos surpreendem, e muito, quando se trata de preparar um grande evento que marque a sua abertura oficial. Este ano, não foi diferente, e a efeméride desta 34ª edição do majestoso evento se deu no dia 30 de março (2026), na monumental Pedreira Paulo Leminski, um dos principais pontos turísticos da capital paranaense, que leva o nome do poeta, um dos mais dignos representantes da cultura do Paraná, com uma festa dividida em duas partes, que mais brasileira não poderia ser: um espetáculo performático, “SAMBA: AS ESCOLAS E SUAS NARRATIVAS”, conduzido, com total maestria, pelo multiartista MILTON CUNHA, seguido de uma animadíssima festa, comandada por um competente DJ local. O evento foi apenas para algumas centenas de convidados, tendo se repetido, para o público em geral, na noite seguinte.








         O espetáculo que teve MILTON como chefe de cerimônia e apresentador pode, e deve, ser considerado como uma aula-show” ilustrada; ou, melhor ainda, uma surpreendente “masterclass” de samba e cultura popular, do que CUNHA é considerado um mestre incomparável, a despeito, também, de sua profunda cultura erudita, um dos nossos grandes intelectuais, ainda que, de forma simples, popular e, até mesmo, jocosa, se apresente em qualquer veículo de mídia, sempre se aproximando de todas as camadas sociais, falando a língua de todos. 







A estrutura da “performance” teve por base narrativas do apresentador, contando maravilhosos detalhes do surgimento da primeira escola de samba brasileira, no Rio de Janeiro, a “Deixa Falar”, criada em 1928, no bairro do Estácio, fundada por sambistas genuínos, como Ismael Silva,  assim como as transformações estruturais que vieram recebendo todas, ao logo de décadas, até se tornar a maior festa popular do Brasil, e um dos mais importantes espetáculos no mundo, uma verdadeira sucessão de “óperas em céu aberto”, como são considerados os desfiles das grandes escolas de samba, no Brasil, mormente, na Cidade Maravilhosa.







Intercalando as falas de CUNHA, ao se referrir a cada setor do desfile, do primeiro ao último, cerca de 45 integrantes de diversas agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro, como Beija-Flor, Portela, Unidos do Viradouro, Mangueira, Salgueiro, Mocidade Independente de Padre Miguel e Imperatriz Leopoldinense, além de alguns poucos convidados de escolas de São Paulo, se exibiam, para ilustrar e celebrar a cultura do carnaval, com a luxuosa participação de MESTRE CIÇA, o grande nome do carnaval de 2026, no Rio de Janeiro, comandando um grupo de ritmistas da Escola de Samba Unidos do Viradouro, a grande campeã do ano.







Após cada fala de MILTON, explicando o que é e como deve se apresentar cada célula de uma escola, dignos representantes de agremiações eram apresentados ao público: passistas, destaques, baianas (guardiãs das memórias, dos saberes e sabores de cada comunidade), mestre sala e porta bandeira (têm a função de apresentar, proteger e desfraldar o pavilhão da Escola)... MILTON CUNHA explorou a dramaturgia, fantasias e alegorias das escolas de samba, transformando o espaço em um grande desfile fora de época.















Dentro do espírito moderno e arrojado do “FESTIVAL”, pela primeira vez, a TV Paraná Turismo transmitiu, ao vivo, a cerimônia e o espetáculo, permitindo que a emoção e a alegria chegassem a um maior número de pessoas, também pelo YouTube e o Instagram.













“O maior espetáculo de artes cênicas do planeta!!!” É assim que MILTON CUNHA, carnavalesco, cenógrafo, psicólogo, professor universitário e comentarista de carnaval brasileiro, se refere ao Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. O espetáculo que ele trouxe para essa abertura oficial deste “34º FESTIVAL DE CURITIBA” foi criado, especialmente para o momento, pelo artista, com estreia nacional, sobre uma forma de narrativa centenária, inventada pelo povo brasileiro, e que deverá, em breve, ocupar teatros ou outros espaços Brasil afora.







“SAMBA: AS ESCOLAS E SUAS NARRATIVAS” é o resultado de uma longa pesquisa de mestrado e doutorado que consumiu boa parte da vida de MILTON CUNHA, hoje, uma das maiores referências no assunto e, certamente, a figura mais popular, na atualidade, dentro do universo carnavalesco, sendo um dos reitores da Universidade Livre do Carnaval de Maricá, a UNICARNAVAL, instituição que apoia o espetáculo.







Foi, sem dúvida, uma noite inesquecível, mais uma que entra para os anais do “FESTIVAL DE CURITIBA”.

 



 



FOTOS: (ANNELIZE TOZETTO, LINA SUMIZONO, LUISA VIEIRA, HUMBERTO ARAÚJO, 

e MARINGAS MACIEL)

 


 

É preciso ir ao TEATRO, ocupar todas as salas de espetáculo, visto que a arte educa e constrói, sempre; e salva. Faz-se necessário resistir sempre mais. Compartilhem esta crítica, para que, juntos, possamos divulgar o que há de melhor no TEATRO BRASILEIRO!


































 

 

 







 





































































































































































































































































































































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